Longa história latino-americana,
Marcada pela caudilhista gana,
Perpetuou mando de militares,
Com apoio dos parlamentares.
Grupos oligárquicos no entorno,
Produziam o séquito de adorno,
Para ostentar a alta hegemonia,
Da ordeira e política autonomia.
No fascínio caudilhista hodierno,
Reina um outro ideal de governo,
Sem o itinerário político definido,
Mas, carismático e bem-sucedido.
Ele desperta no discurso atrevido,
E com dinheiro na mídia investido,
Compra empatia e voto denodado,
Que assegura seu precioso reinado.
No caudilhismo novo, sem Estado,
E sem Nação e soberano agregado,
Importa ouro do capital financeiro,
Que tudo compra com o dinheiro.
Política é somente a hiper-imagem,
Para aparecer bem na reportagem,
Com informações hilárias ou pífias,
Misturadas com suaves blandícias.
Não se requer a vocação política,
Nem capacidade de visão pública,
Ou apelo de demandas nacionais,
Pois, só importam fitos pessoais.
Qualquer desvirtuado espalhafato,
Mais importante que o político ato,
Ajuda a granjear apoio oligárquico,
Para o mandonismo vil e anárquico.
A mentira bem burilada e repetida,
Delibera para militarizada investida,
E auto-elogio do sucesso fantástico,
Alarga rapinagem no ar bombástico.
Nem os limites de leis internacionais,
Estão acima dos interesses pessoais,
Pois protestos, mortes e
insatisfeito,
Nada afetam o Ego de amor-perfeito.
Se os atos não confirmam mentiras,
Inventam-se quaisquer macambiras,
E muda-se o pressuposto do motivo,
Com nova mentira para um lenitivo.
Dissolvência de limites
estabelecidos,
Não leva a assumir crimes cometidos,
E se não surge alguma contraposição,
Autorizada fica qualquer intromissão.
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