terça-feira, 13 de janeiro de 2026

FASCÍNIO POR CAUDILHISMO

 

 

Longa história latino-americana,

Marcada pela caudilhista gana,

Perpetuou mando de militares,

Com apoio dos parlamentares.

 

Grupos oligárquicos no entorno,

Produziam o séquito de adorno,

Para ostentar a alta hegemonia,

Da ordeira e política autonomia.

 

No fascínio caudilhista hodierno,

Reina um outro ideal de governo,

Sem o itinerário político definido,

Mas, carismático e bem-sucedido.

 

Ele desperta no discurso atrevido,

E com dinheiro na mídia investido,

Compra empatia e voto denodado,

Que assegura seu precioso reinado.

 

No caudilhismo novo, sem Estado,

E sem Nação e soberano agregado,

Importa ouro do capital financeiro,

Que tudo compra com o dinheiro.

 

 

Política é somente a hiper-imagem,

Para aparecer bem na reportagem,

Com informações hilárias ou pífias,

Misturadas com suaves blandícias.

 

Não se requer a vocação política,

Nem capacidade de visão pública,

Ou apelo de demandas nacionais,

Pois, só importam fitos pessoais.

 

Qualquer desvirtuado espalhafato,

Mais importante que o político ato,

Ajuda a granjear apoio oligárquico,

Para o mandonismo vil e anárquico.

 

A mentira bem burilada e repetida,

Delibera para militarizada investida,

E auto-elogio do sucesso fantástico,

Alarga rapinagem no ar bombástico.

 

Nem os limites de leis internacionais,

Estão acima dos interesses pessoais,

Pois protestos, mortes e insatisfeito,

Nada afetam o Ego de amor-perfeito.

 

Se os atos não confirmam mentiras,

Inventam-se quaisquer macambiras,

E muda-se o pressuposto do motivo,

Com nova mentira para um lenitivo.

 

Dissolvência de limites estabelecidos,

Não leva a assumir crimes cometidos,

E se não surge alguma contraposição,

Autorizada fica qualquer intromissão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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