São Pedro ao refletir sobre a
despedida,
Anunciada por Jesus e, iminente
partida,
Assegurava a sua presença
vivificadora,
Para o momento de uma ação julgadora.
Um condenado dependia da sua defesa,
Perante a mesa julgadora de malvadeza,
E a sua libertação dependia de
paráclito,
Que porventura viesse a socorrer o
aflito.
Quando alguém no lado, da assembleia,
Se colocava a seu favor vindo da
plateia,
Devido à sua notória índole e
bom-senso,
Causava imediata reviravolta no dissenso.
Sujeito íntegro e correto tinha
autoridade,
De mudar o julgamento de
arbitrariedade,
Feito contra cristãos acusados e
indefesos,
Para ali serem absolvidos e seguirem
ilesos.
Assim, Pedro orientava cristãos à
firmeza,
De dar as razões da esperança na inteireza,
Do seguimento de Jesus, com
testemunho,
No seu transformado e bem inovado
cunho.
São João escrevia aos mesmos
perseguidos,
E lhes assegurava fim dos dias tão sofridos,
Pois, junto com o bom defensor
paráclito,
Agiria Espírito da verdade do amor
infinito.
Este amor manifestado por Deus em
Jesus,
Convocava seus discípulos para esta
cruz,
De verem além das situações
intrincadas,
Orientação contra as maldades
dilatadas.
Apelo contra inércia passiva ante o
poder,
Convidava a irradiar outro modo de
viver,
Sob força abrasadora deste espírito
bom,
Transmitido por Jesus como o divino
dom.
Agarramento teimoso a certas tradições,
Não demove hábitos cômodos de lições,
Que não se aprofundam no seguimento,
E que se fecham em ideias do seu
alento.
Por isso, sob alegação do agir no
Espírito,
Nem abertos e sequer sensíveis ao
aflito,
Muitos presumem possuir o seu
intento,
Como o paráclito dum falseado
acalanto.
O Espírito Paráclito certamente
interpela,
Para uma inovação e novidades na
trela,
Que não sejam as de passivas
repetições,
Mas, de efetivas mudanças nos
corações.