quinta-feira, 7 de maio de 2026

UM ENCOSTO PARÁCLITO

 

 

São Pedro ao refletir sobre a despedida,

Anunciada por Jesus e, iminente partida,

Assegurava a sua presença vivificadora,

Para o momento de uma ação julgadora.

 

Um condenado dependia da sua defesa,

Perante a mesa julgadora de malvadeza,

E a sua libertação dependia de paráclito,

Que porventura viesse a socorrer o aflito.

 

Quando alguém no lado, da assembleia,

Se colocava a seu favor vindo da plateia,

Devido à sua notória índole e bom-senso,

Causava imediata reviravolta no dissenso.

 

Sujeito íntegro e correto tinha autoridade,

De mudar o julgamento de arbitrariedade,

Feito contra cristãos acusados e indefesos,

Para ali serem absolvidos e seguirem ilesos.

 

Assim, Pedro orientava cristãos à firmeza,

De dar as razões da esperança na inteireza,

Do seguimento de Jesus, com testemunho,

No seu transformado e bem inovado cunho.

 

São João escrevia aos mesmos perseguidos,

E lhes assegurava fim dos dias tão sofridos,

Pois, junto com o bom defensor paráclito,

Agiria Espírito da verdade do amor infinito.

 

Este amor manifestado por Deus em Jesus,

Convocava seus discípulos para esta cruz,

De verem além das situações intrincadas,

Orientação contra as maldades dilatadas.

 

Apelo contra inércia passiva ante o poder,

Convidava a irradiar outro modo de viver,

Sob força abrasadora deste espírito bom,

Transmitido por Jesus como o divino dom.

 

 Agarramento teimoso a certas tradições,

Não demove hábitos cômodos de lições,

Que não se aprofundam no seguimento,

E que se fecham em ideias do seu alento.

 

Por isso, sob alegação do agir no Espírito,

Nem abertos e sequer sensíveis ao aflito,

Muitos presumem possuir o seu intento,

Como o paráclito dum falseado acalanto.

 

O Espírito Paráclito certamente interpela,

Para uma inovação e novidades na trela,

Que não sejam as de passivas repetições,

Mas, de efetivas mudanças nos corações.

 

 

AS DUAS MARIAS

 

 

Entre as tantas, de recordações santas,

Penso em duas, contrárias entre tantas,

Que remetem à mesma pessoa humana,

E uma delas, a tanta boa gente engana.

 

Entre as duas Marias, a dos Evangelhos,

Remete a parcos dados nada francelhos,

Sobre a mãe de Jesus, valiosos e sóbrios,

Sem fantasia oriunda de mórbidos ébrios.

 

Tratou-se duma Maria que soube escutar,

E que ao ficar inquieta, ousou questionar,

Mas, acolheu a Palavra na sua fé profunda,

E transcendeu qualquer vontade iracunda.

 

Nunca foi em sua vida um objeto de culto,

Mas mulher solidária em sensível ausculto,

A participar da alegria de festas de enlace,

Para que culminassem em bom desenlace.

 

Ficou de pé diante do seu filho crucificado,

Sem se colocar de vítima de gesto odiado,

Atuou efetivamente no rol do reino novo,

Irrompido por seu Filho em favor do povo.

 

Esta Maria, modelo de discípula do Filho,

Tornou-se referencial de solidário brilho,

Não em favor de si, nem de sua grandeza,

Mas, do serviço da sua humilde presteza.

 

A outra Maria, a ornar altares e santuários,

Feita rainha poderosa de belos vestuários,

De vistosa coroa de ouro sobre sua cabeça,

É enlevada a poderosa a quem se obedeça.

 

Rainha dos céus e da contingência terrena,

Ela fornece o que se pede, de forma serena,

Atende a todos os desejos sob pias petições,

E abastece imaginário de suplicantes moções.

 

Quer piedades descontextualizadas e rígidas,

Da mesma oração recitada por almas frígidas,

Para obtenção mágica de milagres imediatos,

Dispensando quaisquer mediações e aparatos.

 

Nada importam contextos histórico-culturais,

Mas passivas esperas de atenções individuais,

Pois, sem urgência de construção de um reino,

Tudo depende do vínculo dentro do sub-reino:

 

A observância rubricista da reza e da piedade,

De pressuposto guru portador da divindade,

Assegura as benesses especiais e superiores,

Dos que rezam dentro dos estreitos fervores.

 

Com as inúmeras Marias divinas e virtuosas,

As verdadeiras disputas pelas mais poderosas,

Gera a insinuada e larga mobilidade turística,

Desta tão estranha fé religiosa característica.

 

Na história da minha mãe e de outras tantas,

Vi a mãe de Jesus Cristo, em mulheres santas,

Que deixaram um memorial rico e profundo,

Da fé assumida e vivenciada no seu mundo.

 

Encontraram a santidade na solidariedade,

Sem mínima obtenção mágica de facilidade,

Mas, sua fé no filho de Maria gestou alegria,

Que ainda repercute na memória do seu dia.

 

O estranho das Marias das muitas aparições,

É que pedem sequência de repetidas orações,

Sempre dirigidas a elas e nenhuma para Deus,

Como mediadoras do socorro a devotos seus.

 

Oferta do socorro perpétuo e todas as graças,

Ativam os medos ante comunistas desgraças,

Dispensam qualquer itinerário de discipulado,

E tudo se resolve com a piedade de resignado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 5 de maio de 2026

NARCISO EUSTÁQUIO E SUAS AMEAÇAS

 


Sob a alegação de armas superiores,

E espalhadas por todos os arredores,

Narciso Eustáquio, causador de crises,

Revela ao mundo os doentios deslizes.

 

É um entusiasta dos crimes de guerra,

E quer ação de vomitá-la sobre a terra,

Para enfim adonar-se de todo petróleo,

E exercer único e soberano monopólio.

 

Descobriu que a instabilidade mundial,

É momento propício para devassa geral,

Que enseja uma boa chantagem nuclear,

Para avanço de todo petróleo controlar.

 

Ao poder vende-lo a elevados preços,

Poderia, enfim, ampliar seus adereços,

Da sua clara superioridade escatológica,

Para coroar a sua morbidez psicológica.

 

Seus testes para arregimentar aliados,

Já lhe auferem alianças dos atrelados,

Que recebem suas armas sofisticadas,

Para ajudá-lo nas pretensões alçadas.

 

Descobriu que todo o petróleo alheio,

Pode ser seu e firmar-se como esteio,

Abastecer mundo carente do planeta,

E estabelecer o preço da própria meta.

 

Como semideus que aciona as bombas,

Sente nas mãos o poder de marombas,

De sentir-se mais poderoso do planeta,

Que em tudo mete seu nariz de xereta.

 

Porquanto já desrespeita direito alheio,

E mede força do seu poder de bloqueio,

Narciso Eustáquio ignora as soberanias,

Trata insubmissos com nefastas tiranias.

 

Sua diplomacia é a da aceitação passiva,

Do que surge da sua mente toda evasiva,

Para exterminar nações da face da Terra,

E constituir-se o único augusto que berra.

 

Na lógica da acumulação de poder e bens,

Está criando multidões de pobres reféns,

E, na honra de desencadear a 3ª guerra,

Brilha como Hitler e Nero, e a todos ferra.

 

 

 

 

 

sábado, 2 de maio de 2026

NARCISO EUSTÁQUIO - O MIRÍFICO

 

 

Focado na consciência salvífica,

Narciso percebeu rota magnífica,

Para sobrepor o poder majestoso,

E vender a imagem de portentoso.

 

Ao substituir regras das instituições,

Para validar apenas suas prescrições,

Descobriu um novo mito esplêndido,

De ser reinante forte, nada cândido.

 

A imensa exposição da sua imagem,

Exposta e veiculada como miragem,

Permite que se sinta líder poderoso,

Capaz de criar o mundo maravilhoso.

 

No poder da sua típica incoerência,

Faz o resto monitorar a clemência,

Porque mudança de palavra e ação,

Facultam sua tática para submissão.

 

Sente-se no direito de tutorar países,

Apesar de lhes criar constantes crises,

E intervém sobre tudo o que interessa,

Para alavancar o gênio da sua cabeça.

 

Presumido direito de espoliar petróleo,

No seu intervencionismo para espólio,

Quer que o resto dependa apenas dele,

E se submeta ao que seu delírio impele.

 

Desconsidera tarifas e regras comerciais,

Para imputar suas cobranças escomunais,

E para se apreciar no espelho esplêndido,

A imagem venerável do lídimo excêntrico.

 

O espelho da sua visualização imagética,

Não requer nenhuma boa postura ética,

Mas estampar em prédios e passaportes,

A figura a simbolizar mirabolantes sortes.

 

No ruidoso tratoraço sobre a democracia,

Eustáquio revela o que de fato reverencia:

Poder para se empanturrar de acumulação,

E deixar o resto do mundo na pura inanição.

 

 

 

 

 

 

NARCISO EUSTÁQUIO DO PETRÓLEO

 


Narciso Eustáquio alimentou-se do ar,

Do império anglo-americano de voar,

E, andar em carro potente e vistoso,

Para ascender no alto e sublime gozo.

 

Sua cultura relacionada ao petróleo,

Obcecou o seu olhar para o portfólio,

Da cega apropriação da energia fóssil,

Das mãos de todo proprietário indócil.

 

Com os seus superpotentes motores,

Que fascinam imaginários superiores,

Sabe bem que os fluxos do petróleo,

Engrandecem o troféu do seu espólio.

 

Como novo e astuto pirata flibusteiro,

Quer direito de agir no mundo inteiro,

Para consolidar sua base imperialista,

E assegurar a sua perversa conquista.

 

Vive dum direito de vender narrativa,

Da ascensão e velocidade automotiva,

Como mediação que amplia qualidade,

Dum sujeito que se eleva na sociedade.

 

Consumismo amplamente divulgado,

Depende, essencialmente, do legado,

Proveniente de combustíveis fósseis,

Dos fornecedores atrelados e dóceis.

 

Mais potência e mais consumo diário,

Propiciam o seguro e vigoroso ideário,

Para auto-imagem elevada e superior,

De quem come petróleo no seu ardor.

 

O mundo feito refém do combustível,

Resiste à opção de energia renovável,

Pois o petróleo garante a hegemonia,

De quem abastece sedenta freguesia.

 

Nada importam largas desigualdades,

Decorrentes de piratarias e maldades,

Para centralizar comércio do petróleo,

E apossar-se do planeta para o espólio.

 

Com olhar preto do adorado petróleo,

Narciso Eustáquio delira com o gasóleo,

Insensível ao que degrada na natureza,

Pois o deixa poderoso sobre a pobreza.

 

Agenciador de conflitos humanos atuais,

Age todo truculento contra os seus rivais,

E boicota energia não vinda do petróleo,

Porquanto constitui seu deus do espólio.

 

 

quinta-feira, 30 de abril de 2026

O FÃ-CLUBE DO NARCISO EUSTÁQUIO

 


Estava acima da metade da nação,

O fã-clube da venerada adoração,

Do poderio mirífico do rei Narciso,

Para o momento histórico preciso.

 

A tônica peculiar bem articulada,

Da violência política tão dilatada,

Auferiu-lhe a fixa noção bi-polar,

Do bem na tarefa de paz instalar.

 

O outro polo, aquele dos inimigos,

Precisa ser eivado pelos castigos,

Para nunca se tornar hegemônico,

E deve subsumir sob trato irônico.

 

Vasta retórica da violência política,

Aprimorou tática não democrática,

Para afrontar regras e instituições,

E firmar imagem visível às nações.

 

Polarização favorável ao lado certo,

Expandiu lealdade no meio incerto,

Como única via segura contra erro,

De um antagonismo para desterro.

 

Nesta doença endêmica espalhada,

Que vê em outros, ação demonizada,

Ratifica-se razão violenta e agressiva,

Que desrespeita opinião não adesiva.

 

Assim, retórica política espalha terror,

Desinforma sobre seu bom pundonor,

E avança nos resultados da reputação,

Mas, fenece no caos da sua irradiação.

 

Espalhado até em recantos do mundo,

Fã-clube do Narciso Eustáquio iracundo,

Pensa e age como seu modelo explícito,

E, em nome da paz, pratica todo ilícito.

 

 

sábado, 25 de abril de 2026

OS ASSECLAS DO EUSTÁQUIO

 


Se todo o seu modo sádico,

No suposto poder mágico,

É hiper perverso e devasso,

Atrai asseclas no compasso.

 

Guerra anterior à matança,

Cria narrativas de pujança,

Para a aprovação coletiva,

E uma larga ação invasiva.

 

Quando é declarada santa,

Dilui sadismo que espanta,

E justifica a festa e alegria,

Sem sofrimento e empatia.

 

Alegrar-se com sofrimento,

Revela desatino sem alento,

Que se evade da compaixão,

Sem dó e sem comiseração.

 

Se dor alheia não entristece,

Todo agressor se embrutece,

E agradece a bênção divina,

Favorável à patranha sovina.

 

Eustáquio se sente na missão,

De Deus nacionalista cristão,

E recebe o envio de pastores,

Para praticar vastos terrores.

 

No tripé Deus, pátria e poder,

Põe quase tudo a se escafeder,

Para matança sem escrúpulos,

E ampliar os seus petúsculos.

 

Ao sentir respaldo de asseclas,

Alarga as suas possíveis aveclas,

Para irradiar nobre onipotência,

Sobre quem segue sua sapiência.

 

Assim Eustáquio e seus séquitos,

Alargam guerra, todo intrépidos,

E pensam agir em nome de Deus,

Sob o fundamentalismo de “Eus”.

PORTA DE ENTRADA E DE SAÍDA

 


Portas e portões para todo lado,

Lembram interações de agrado,

Como obstruções dispersadoras,

Para distancias desarticuladoras.

 

No convívio, portas escancaradas,

Significam confianças propaladas,

Para a conectividade gratificante,

Com acolhida e alegria irradiante.

 

As portas fechadas indicam medo,

Segurança, ocultação ou segredo,

Bem como a privacidade familiar,

Para valores da intimidade cultivar.

 

Ali, forja-se a identidade peculiar,

Marca genuína do traço familiar,

Para expressar comunicação viva,

Pelo olhar, gesto e atenção ativa.

 

A identidade se alarga em escutas,

Posturas, roupa e atenções argutas,

E o especial agente interador da voz,

Sintetiza a identidade de um “Nós”.

 

 

Tantas vozes agressivas de asseclas,

Dos psicóticos de desafinadas teclas,

Espalham larga agressividade e ódio,

Como se fosse belo e supremo pódio.

 

Ocultam voz dos fracos e agredidos,

E distorcem com relatos denegridos,

Tudo quanto não é do seu interesse,

Para elevar-se em polpuda benesse.

 

Bem outra é a voz a gerar exultação,

Provedora do tesouro de animação,

Que desperta os projetos e sonhos,

E provoca rostos vitais de risonhos.

 

Da voz de Cristo temos o memorial,

Da segurança contra fariseu banal,

E o doutor da lei no autoritarismo,

Para governo arbitrário no cinismo.

 

Tanta voz mercenária a persuadir,

Travestida no simulacro para iludir,

E falada para cuidar das “ovelhas”,

Aplica aquelas táticas muito velhas.

 

Numa fartura para sua abundância,

Valem-se da clássica redundância,

Da ambição sonhada como troféu,

E que deixa os iludidos no seu léu.

 

No êxodo de tanta porta ambígua,

Voz serena para tanta ânsia exígua,

Não requer dogmatismo categórico,

Nem mesmice de discurso eufórico.

 

Requer a voz que amplia liberdade,

E não iluda uma passiva sociedade,

Com belas e abstratas proposições,

Mas alargue respeitosas interações.

 

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 24 de abril de 2026

O PADRE CONSTRANGIDO

 


Foi bem longe no ideal apontado,

Num tirocínio para ser recatado,

E mesmo vivendo bem discreto,

Sente duros ataques de desafeto.

 

Chateia os ultraconservadores,

Que revivem vetustos fervores,

E querem animação de piedade,

Para fruir calma na sua vontade.

 

Nada de questionamento de algo,

Mas gesto todo discreto e fidalgo,

Que justifique um modo de vida,

Mesmo numa decadência esvaída.

 

Outros reclamam por desejar show,

Pois memória do passado já passou,

E querem novidade com a inovação,

De uma liturgia que eleve a emoção.

 

Ninguém quer saber da sua história,

Se foi íntegra, reta, de boa memória,

Mas deve agradar ao gosto subjetivo,

E lhe apresentar confortante lenitivo.

 

Se não se encaixa no gosto esperado,

Ouve crítica denegrida por todo lado,

E junto ao bispo recebe devido alerta,

Para adequar-se na condição incerta.

 

Vivendo acuado na solidão taciturna,

O padre sente na dura lida diuturna,

Uma farta cobrança para a eficiência,

Sem reconhecimento pela proficiência.

 

Precisa, todo dia, escutar muita gente,

E todos querem vê-lo muito contente,

Sem querer saber de vulnerabilidade,

Que possa revelar na avançada idade.

 

Vale tão somente pela sua utilidade,

E em tanta voz de pouca afabilidade,

Precisa integrar o silêncio estridente,

Para aparentar feição toda contente.

 

Para aumentar a sua silenciosa agrura,

Defronta-se com corocas sem ternura,

Que mandam e criticam com agressão,

A fim de que se submeta à sua posição.

 

Como sujeito pastoral vale na função,

Sem transparecer causticante solidão,

Precisa agradar aos gregos e troianos:

Divinizar ejos de acalantos profanos.

 

 

 

 

 

O EUSTÁQUIO DA AMEAÇA

 


Sem parâmetros de direitos humanos,

E sem eira para os audaciosos planos,

Eustáquio, ícone visível da indolência,

Reina sem o pífio sinal de condolência.

 

Calculista, frívolo, vaidoso e orgulhoso,

Não tolera erro, ou adversário vistoso,

Nem percebe sua desnuda fragilidade,

No espelho fictício da efetiva realidade.

 

O mesmo espelho reflete à saciedade,

Ampla cultura patriarcal na sociedade,

Toda misógina, machista, sem defeito,

Que humilha e abusa, para seu preito.

 

Ao explicitar traços racistas e fascistas,

Permite entrever nas estranhas pistas,

Como multidões humanas o elegeram,

Para governo ineficaz e o reelegeram.

 

A decadência do chamativo rompante,

Revela hodierna sociedade decadente,

Que retornou a tempos pré-históricos,

Onde o matar gerava delírios eufóricos.

 

Piedosa adoração de armas sofisticadas,

Para intimidar as pobres nações acuadas,

Leva à velha tática de fenícios guerreiros,

Oferendando a Molloch os prisioneiros.

 

Gosto por invadir e manter dominados,

Firmou estilo arrogante de apaixonados,

A usar a metodologia brutal e arrogante,

Para impor-se como supremo mandante.

 

Ratificou-se um ideal humano guerreiro,

A ignorar trato respeitoso e hospitaleiro,

Para apavorar, com os métodos brutais,

Todos os seus inimigos, tidos como rivais.

 

No sucesso desta vida de larga espoliação,

Nasce um êxito empresarial de ascensão,

De quem manda sob a elevada letalidade,

Colocado aquém da lei e da cordialidade.

 

Olham o mundo pelo poder de barganha,

Quanto mais ousados forem na patranha,

Mais venerados ascendem na supremacia,

E enterram a já cambaleante democracia.

 

 

 

 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

EUSTÁQUIO E SUA GUERRA JUSTA

 


Quando fins justificam meios,

Para agressivos bombardeios,

Até alegação de guerra santa,

Eclode da agressiva garganta.

 

Noção de guerra santa e justa,

Abre revide e polêmica robusta,

Contra o Papa da não violência,

Por sugerir suposta ingerência.

 

Se catecúmeno pouco iniciado,

Quer enquadrar fala do papado,

Ou, intui interesses eleitoreiros,

Ou se move em fins flibusteiros.

 

Um incauto na Teologia católica,

Na censura da forma melancólica,

Revela a sua frágil iniciação cristã,

Para atuar em prol da vida cidadã.

 

A serviço do augusto Eustáquio,

Em forte coachar de batráquio,

Não entra- bom-senso no apelo,

Porque só vê guerra no desvelo.

 

O ditame religioso de Eustáquio,

Move-se no evangelho pistáchio,

Com o sal sabor do deus pessoal,

Para ser famoso guerreiro triunfal.

 

Nobre Narcizo Eustáquio doente,

O ícone da divindade decadente,

Apenas vislumbra o poder do eu,

Pois, a sua falácia já se escafedeu.

 

Por não admitir opinião perspicaz,

Segue apenas o desejo que apraz,

Para alargar o poder da grandeza,

E enaltecer a sua força de defesa.

 

<center>UM ENCOSTO PARÁCLITO</center>

    São Pedro ao refletir sobre a despedida, Anunciada por Jesus e, iminente partida, Assegurava a sua presença vivificadora, Para o...