quinta-feira, 30 de abril de 2026

O FÃ-CLUBE DO NARCISO EUSTÁQUIO

 


Estava acima da metade da nação,

O fã-clube da venerada adoração,

Do poderio mirífico do rei Narciso,

Para o momento histórico preciso.

 

A tônica peculiar bem articulada,

Da violência política tão dilatada,

Auferiu-lhe a fixa noção bi-polar,

Do bem na tarefa de paz instalar.

 

O outro polo, aquele dos inimigos,

Precisa ser eivado pelos castigos,

Para nunca se tornar hegemônico,

E deve subsumir sob trato irônico.

 

Vasta retórica da violência política,

Aprimorou tática não democrática,

Para afrontar regras e instituições,

E firmar imagem visível às nações.

 

Polarização favorável ao lado certo,

Expandiu lealdade no meio incerto,

Como única via segura contra erro,

De um antagonismo para desterro.

 

Nesta doença endêmica espalhada,

Que vê em outros, ação demonizada,

Ratifica-se razão violenta e agressiva,

Que desrespeita opinião não adesiva.

 

Assim, retórica política espalha terror,

Desinforma sobre seu bom pundonor,

E avança nos resultados da reputação,

Mas, fenece no caos da sua irradiação.

 

Espalhado até em recantos do mundo,

Fã-clube do Narciso Eustáquio iracundo,

Pensa e age como seu modelo explícito,

E, em nome da paz, pratica todo ilícito.

 

 

sábado, 25 de abril de 2026

OS ASSECLAS DO EUSTÁQUIO

 


Se todo o seu modo sádico,

No suposto poder mágico,

É hiper perverso e devasso,

Atrai asseclas no compasso.

 

Guerra anterior à matança,

Cria narrativas de pujança,

Para a aprovação coletiva,

E uma larga ação invasiva.

 

Quando é declarada santa,

Dilui sadismo que espanta,

E justifica a festa e alegria,

Sem sofrimento e empatia.

 

Alegrar-se com sofrimento,

Revela desatino sem alento,

Que se evade da compaixão,

Sem dó e sem comiseração.

 

Se dor alheia não entristece,

Todo agressor se embrutece,

E agradece a bênção divina,

Favorável à patranha sovina.

 

Eustáquio se sente na missão,

De Deus nacionalista cristão,

E recebe o envio de pastores,

Para praticar vastos terrores.

 

No tripé Deus, pátria e poder,

Põe quase tudo a se escafeder,

Para matança sem escrúpulos,

E ampliar os seus petúsculos.

 

Ao sentir respaldo de asseclas,

Alarga as suas possíveis aveclas,

Para irradiar nobre onipotência,

Sobre quem segue sua sapiência.

 

Assim Eustáquio e seus séquitos,

Alargam guerra, todo intrépidos,

E pensam agir em nome de Deus,

Sob o fundamentalismo de “Eus”.

PORTA DE ENTRADA E DE SAÍDA

 


Portas e portões para todo lado,

Lembram interações de agrado,

Como obstruções dispersadoras,

Para distancias desarticuladoras.

 

No convívio, portas escancaradas,

Significam confianças propaladas,

Para a conectividade gratificante,

Com acolhida e alegria irradiante.

 

As portas fechadas indicam medo,

Segurança, ocultação ou segredo,

Bem como a privacidade familiar,

Para valores da intimidade cultivar.

 

Ali, forja-se a identidade peculiar,

Marca genuína do traço familiar,

Para expressar comunicação viva,

Pelo olhar, gesto e atenção ativa.

 

A identidade se alarga em escutas,

Posturas, roupa e atenções argutas,

E o especial agente interador da voz,

Sintetiza a identidade de um “Nós”.

 

 

Tantas vozes agressivas de asseclas,

Dos psicóticos de desafinadas teclas,

Espalham larga agressividade e ódio,

Como se fosse belo e supremo pódio.

 

Ocultam voz dos fracos e agredidos,

E distorcem com relatos denegridos,

Tudo quanto não é do seu interesse,

Para elevar-se em polpuda benesse.

 

Bem outra é a voz a gerar exultação,

Provedora do tesouro de animação,

Que desperta os projetos e sonhos,

E provoca rostos vitais de risonhos.

 

Da voz de Cristo temos o memorial,

Da segurança contra fariseu banal,

E o doutor da lei no autoritarismo,

Para governo arbitrário no cinismo.

 

Tanta voz mercenária a persuadir,

Travestida no simulacro para iludir,

E falada para cuidar das “ovelhas”,

Aplica aquelas táticas muito velhas.

 

Numa fartura para sua abundância,

Valem-se da clássica redundância,

Da ambição sonhada como troféu,

E que deixa os iludidos no seu léu.

 

No êxodo de tanta porta ambígua,

Voz serena para tanta ânsia exígua,

Não requer dogmatismo categórico,

Nem mesmice de discurso eufórico.

 

Requer a voz que amplia liberdade,

E não iluda uma passiva sociedade,

Com belas e abstratas proposições,

Mas alargue respeitosas interações.

 

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 24 de abril de 2026

O PADRE CONSTRANGIDO

 


Foi bem longe no ideal apontado,

Num tirocínio para ser recatado,

E mesmo vivendo bem discreto,

Sente duros ataques de desafeto.

 

Chateia os ultraconservadores,

Que revivem vetustos fervores,

E querem animação de piedade,

Para fruir calma na sua vontade.

 

Nada de questionamento de algo,

Mas gesto todo discreto e fidalgo,

Que justifique um modo de vida,

Mesmo numa decadência esvaída.

 

Outros reclamam por desejar show,

Pois memória do passado já passou,

E querem novidade com a inovação,

De uma liturgia que eleve a emoção.

 

Ninguém quer saber da sua história,

Se foi íntegra, reta, de boa memória,

Mas deve agradar ao gosto subjetivo,

E lhe apresentar confortante lenitivo.

 

Se não se encaixa no gosto esperado,

Ouve crítica denegrida por todo lado,

E junto ao bispo recebe devido alerta,

Para adequar-se na condição incerta.

 

Vivendo acuado na solidão taciturna,

O padre sente na dura lida diuturna,

Uma farta cobrança para a eficiência,

Sem reconhecimento pela proficiência.

 

Precisa, todo dia, escutar muita gente,

E todos querem vê-lo muito contente,

Sem querer saber de vulnerabilidade,

Que possa revelar na avançada idade.

 

Vale tão somente pela sua utilidade,

E em tanta voz de pouca afabilidade,

Precisa integrar o silêncio estridente,

Para aparentar feição toda contente.

 

Para aumentar a sua silenciosa agrura,

Defronta-se com corocas sem ternura,

Que mandam e criticam com agressão,

A fim de que se submeta à sua posição.

 

Como sujeito pastoral vale na função,

Sem transparecer causticante solidão,

Precisa agradar aos gregos e troianos:

Divinizar ejos de acalantos profanos.

 

 

 

 

 

O EUSTÁQUIO DA AMEAÇA

 


Sem parâmetros de direitos humanos,

E sem eira para os audaciosos planos,

Eustáquio, ícone visível da indolência,

Reina sem o pífio sinal de condolência.

 

Calculista, frívolo, vaidoso e orgulhoso,

Não tolera erro, ou adversário vistoso,

Nem percebe sua desnuda fragilidade,

No espelho fictício da efetiva realidade.

 

O mesmo espelho reflete à saciedade,

Ampla cultura patriarcal na sociedade,

Toda misógina, machista, sem defeito,

Que humilha e abusa, para seu preito.

 

Ao explicitar traços racistas e fascistas,

Permite entrever nas estranhas pistas,

Como multidões humanas o elegeram,

Para governo ineficaz e o reelegeram.

 

A decadência do chamativo rompante,

Revela hodierna sociedade decadente,

Que retornou a tempos pré-históricos,

Onde o matar gerava delírios eufóricos.

 

Piedosa adoração de armas sofisticadas,

Para intimidar as pobres nações acuadas,

Leva à velha tática de fenícios guerreiros,

Oferendando a Molloch os prisioneiros.

 

Gosto por invadir e manter dominados,

Firmou estilo arrogante de apaixonados,

A usar a metodologia brutal e arrogante,

Para impor-se como supremo mandante.

 

Ratificou-se um ideal humano guerreiro,

A ignorar trato respeitoso e hospitaleiro,

Para apavorar, com os métodos brutais,

Todos os seus inimigos, tidos como rivais.

 

No sucesso desta vida de larga espoliação,

Nasce um êxito empresarial de ascensão,

De quem manda sob a elevada letalidade,

Colocado aquém da lei e da cordialidade.

 

Olham o mundo pelo poder de barganha,

Quanto mais ousados forem na patranha,

Mais venerados ascendem na supremacia,

E enterram a já cambaleante democracia.

 

 

 

 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

EUSTÁQUIO E SUA GUERRA JUSTA

 


Quando fins justificam meios,

Para agressivos bombardeios,

Até alegação de guerra santa,

Eclode da agressiva garganta.

 

Noção de guerra santa e justa,

Abre revide e polêmica robusta,

Contra o Papa da não violência,

Por sugerir suposta ingerência.

 

Se catecúmeno pouco iniciado,

Quer enquadrar fala do papado,

Ou, intui interesses eleitoreiros,

Ou se move em fins flibusteiros.

 

Um incauto na Teologia católica,

Na censura da forma melancólica,

Revela a sua frágil iniciação cristã,

Para atuar em prol da vida cidadã.

 

A serviço do augusto Eustáquio,

Em forte coachar de batráquio,

Não entra- bom-senso no apelo,

Porque só vê guerra no desvelo.

 

O ditame religioso de Eustáquio,

Move-se no evangelho pistáchio,

Com o sal sabor do deus pessoal,

Para ser famoso guerreiro triunfal.

 

Nobre Narcizo Eustáquio doente,

O ícone da divindade decadente,

Apenas vislumbra o poder do eu,

Pois, a sua falácia já se escafedeu.

 

Por não admitir opinião perspicaz,

Segue apenas o desejo que apraz,

Para alargar o poder da grandeza,

E enaltecer a sua força de defesa.

 

quarta-feira, 22 de abril de 2026

EUSTÁQUIO RELIGIOSO

 

 

Com auto-atribuição de prodigioso,

Eustáquio, aparentemente religioso,

Não deseja ler no Novo Testamento,

Mas texto de Salomão lhe dá alento.

 

Acostumado a valer-se duma religião,

Quando confirma sua procrastinação,

De atos que impliquem em matanças,

Para ampliar suas raivosas vinganças.

 

Insulta a liderança religiosa coerente,

Que lhe cobra uma atitude pertinente,

Às regras internacionais estabelecidas,

E, mínimas posturas éticas consabidas.

 

Sua governança populista arrogante,

Deseja profeta visionário abundante,

Para justificar tudo que está fazendo,

Sem contrapor um corretivo adendo.

 

Que a Religião seja toda despolitizada,

Ou devotamente favorável e moldada,

Ao que Eustáquio deseja para política,

Sob aquela subserviência toda acrítica.

 

Sobre o deus que presume orienta-lo,

Fere mundo humano sem respeita-lo,

Sustenta a doentia ambição facínora,

Para interagir numa agressiva anáfora.

 

Mais do que estimular posturas éticas,

Ou, respaldar sensibilizações poéticas,

Prefere, com controvérsias insultuosas,

Denegrir imagem de pessoas dadivosas.

 

Eventual invocação divina visa seu ego,

Para realizar tudo o que seu superego,

Aponta como alcançável nas ambições,

Que auferem ser excelso sobre nações.

 

Adora os facínoras parecidos com ele,

E se gaba de defensores do que expele,

Que alardeiam a concepção de ordem,

Procedente da sua subjetiva desordem.

 

Acha-se no pleno direito de colonizar,

E do quanto lhe interessa, se apossar,

Sem discordâncias ou as insatisfações,

De quem espera dignas considerações.

 

 

 

 

domingo, 19 de abril de 2026

EUSTÁQUIO CONTRA O RESTO

 


 

Interage como o único onisciente,

Para equilibrar o tempo presente,

E na aguda sensibilidade vingativa,

Culpa todo o resto na justificativa.

 

Adora narrar seus procedimentos,

Para repassar os benéficos alentos,

Que a sua ação perspicaz propicia,

No esmero por ampliada cortesia.

 

A aguda paranoia megalomaníaca,

Aufere-lhe a vingativa cleptomania,

Para lucrar com tudo quanto decide,

Sem consciência do jeito que agride.

 

Move-se pela vetusta talassocracia,

De ser dono dos mares na pirataria,

Na crença da absoluta superioridade,

Da força naval em contínua atividade.

 

Venera seu exército forte e superior,

Todo arrogante de efeito apavorador,

Para demonstrar eficiência e astúcia,

E esnobar com sua admirável argúcia.

 

Reverencia jogo de todos contra todos,

Para vanglória salvadora dos denodos,

Que apreciam uma paz sob as armas,

Mesmo sob as humilhantes lágrimas.

 

Tão parecido com o perverso Nero,

Só não toca cítara do canto sincero;

Espalha a sina opressora e assassina,

Como radioso enfeite de brilhantina.

 

Distorce imagem de Deus e religião,

Para o interesse na procrastinação,

De ser o poderoso augusto na terra,

Que mais ameaça, intimida e berra.

 

Exulta com o contingente vulnerável,

Obrigado a submeter-se ao adorável,

Duma excelsa superioridade guerreira,

Para governar na soberania derradeira.

 

 

 

 

 

 

 

 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

O NARCIZISTA EUSTÁQUIO

 

 

Estabelecido como autoridade relevante,

Não esconde o vazio interior estonteante,

E compensa-o na fachada de arrogância,

Com uma inflada e suposta importância.

 

Ao se sentir o único potente do mundo,

Exparge o autoritarismo todo iracundo,

E seu largo egocentrismo manipulador,

Leva-o a supor que é excelso salvador.

 

Sua notável incapacidade de empatia,

Torna a personalidade arrogante e fria,

Pois se pensa superior a tudo e a todos,

E esmera-se com os mórbidos denodos.

 

É o carente que quer muita admiração,

E faz tudo para chamar alheia atenção,

Para auto-engrandecer a sua imagem,

Como único sinal de força e coragem.

 

Por viver delírio da sua grandiosidade,

Precisa sempre mostrar superioridade,

Que põe ordem na desordem mundial,

Embora seja gestor de destruição fatal.

 

Move-se nas narrativas de onipotência,

E perlustra sua inconfundível arrogância,

Com autoritarismo ultrajante e ofensivo,

Explicitado no histórico itinerário lascivo.

 

Já incapaz de admitir alguma autoridade,

Seja de ética-religiosa ou de moralidade,

Vocifera o ódio cego contra insubmissos,

E quer que prestem devotados serviços.

 

Imagem salvadora que faz de si mesmo,

Leva-o a relativizar a desordem ao esmo,

Que produz sob o complexo messiânico,

Com o terror do procedimento vulcânico.

 

Já irremovível no seu instinto onipotente,

Conta com um séquito todo dependente,

Que o sustenta no desvario da grandeza,

E, por isso, só procura trato de aspereza.

 

Ao se pressupor o magnífico Eustáquio,

Não carece de algum mínimo obséquio,

Pois, seu poder não requer afabilidade,

Mas, humilde subserviência à saciedade.

 

 

 

terça-feira, 14 de abril de 2026

PODER DA ONIPOTÊNCIA

 

 

Nascido na estranha gestação democrática,

Sob arquétipo cultural da tirania dogmática,

Nero foi educado para ser rico e poderoso,

Sem eiras ético-morais para ser prodigioso.

 

Amadureceu em longo tirocínio da vontade,

Para sentir-se poderoso na fraca sociedade;

Deduzir que seu poder era forte e supremo,

Para interagir e dissuadir no rigor extremo.

 

Mandar fazer o que logicamente é possível,

Dá a Nero direito amplo e o poder indizível,

De se achar no direito de ser reverenciado,

Similar a Cristo, para ser piamente adorado.

 

Arma, guerra e morte aquecem a alucinação,

De que é onipotente sobre humana condição,

Que se encontra bem além do bem e do mal,

Para soltar a sua genética de monstro brutal.

 

Mesmo ante a expressiva perda de crédito,

Não avalia vasto descontentamento inédito,

E, com sua retórica de dissuasão de guerra,

Dilacera e ameaça a tudo quanto o emperra.

 

Sua noção democrática é submissão tirânica,

Escorada nas paranoias duma ação satânica,

De outros governantes similares que o apoiam,

E que da mórbida obsessão em nada o desviam.

 

Na voz objetiva do Papa contra delírio doentio,

Revelou-se ao mundo o Nero de causar arrepio,

Que de fato só admite a submissão bajuladora,

Sem nenhuma voz moral crítica e contestadora.

 

Incapaz de pensar paz desarmada, contra guerra,

Nero se descontrola e com todo seu ódio vocifera,

Contra quem ousa não aprovar a falsa onipotência,

De se sentir acima de toda religião, sem clemência.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

ESPÍRITO BELIGERANTE

 

 

Altamente sórdido e discrepante,

O anelo do guerreiro beligerante,

Incutido e socado teimosamente,

Ocupa centro da humana mente.

 

Contra tese da teoria evolucionista,

Da ascensão da humana conquista,

O cérebro ampliado em capacidade,

Centraliza só guerra de barbaridade.

 

A pífia evolução na convivialidade,

Segue a forçar para marginalidade,

Tanto o diferente, e o insubmisso,

E o persegue ao indesejado sumiço.

 

Tanta inteligência e diuturna ação,

Para produzir arma de destruição,

E a indômita lida de tramar morte,

Indica triste tara na humana sorte.

 

Distante de qualquer justiça social,

Sob cultivo da cobiça exponencial,

O apelo a Deus e à religião católica,

Justifica a espúria guerra diabólica.

 

Se os sinais catastróficos da Terra,

Apontam tanta vida que se encerra,

Não poderia o bom-senso humano,

Elevar-se acima do proceder insano?

 

Cruel tragédia do pensamento único,

Que governa como mandante cínico,

Faz os psicopatas não respeitar leis,

E nem ouvir a voz de pacíficas greis.

 

Nesta condição da política favorável,

A líder dominante que é deplorável,

Inúmeras levas humanas excluídas,

São ignoradas, sequer reconhecidas.

 

Afinal, a quem cabe decretar guerra,

E desviar sofrida renda que se gera,

Para produzir o horror de destruição,

Sem elevar grau da nossa condição?

 

Com a suposição do Deus da guerra,

Sofrimento e morte apenas emperra,

Possibilidade de novos céus e terras,

Quando fito central é o de quimeras.

 

 

 

 

EM NOME DE DEUS

 


Em seu nome, muito pronome,

Sem reconhecer valor do nome,

Impõe desejo e ambição pessoal,

Como sendo uma ordem divinal.

 

Irônico é o sentir efusão de ódio,

Em arrogância de triste episódio,

No apelo a bom Deus para matar,

Sem elementar direito respeitar.

 

Sob poderosos mandantes cegos,

O terror vira a lei dos não meigos,

Para exercer pela tirania genocida,

Afirmação do triste poder suicida.

 

Na blasfêmia da auto-justificação,

Alega-se cristológica comparação,

De vencer violência na compaixão,

Como Jesus na salvadora redenção.

 

Pai Nosso rezado para muito matar,

Numa razão estúpida de desacatar,

Produz clima de aprovação do ódio,

Alargado para gloriar o egóico pódio.

 

Se uma força de arma é mais eficaz,

Do que todo almejado senso de paz,

Esta dor dos milhões de deslocados,

É estúpida perante os já silenciados.

 

Ódio propenso ao poder das armas,

Sequer supõe as relaxantes karmas,

Ou o nível elevado de sensibilização,

Mas, som triste do tiro de destruição.

 

Guerra feita na justificação religiosa,

Como a ação preventiva e bondosa,

Contra inimigo que ameaçava a paz,

Mostra um absurdo de ação ineficaz.

 

Seria do gosto de Deus, porventura,

Sobrepor-se a ética em tanta agrura,

E seguir doentio humor momentâneo,

Para eliminar ser humano coetâneo?

 

Existiria ainda coletiva voz e consenso,

Para eleger mandantes de bom-senso,

Sem o ascensão de doente paranoico,

Que vê na matança o poder heroico?

 

 

 

 

 

<center>ESPÍRITO SANTO SEM DIREITOS AUTORAIS</center>

  Pentecostes, mais que Páscoa e Natal, Virou grande festa de direito autoral, Dos enlevados dum dialeto estranho, Para certo autorr...