O momento religioso pascal,
Revelou saudosismo triunfal,
De muita veste e detalhismo,
Do imagético de romantismo.
Retorno do traço triunfalista,
Do ornamento espiritualista,
Com encenação impactante,
Moveu muito olhar diletante.
A estética indica novo lugar,
Patamar da escuta, ao olhar,
E sem o memorial da fonte,
Adora-se o outro horizonte:
Estetização hipermidiatizada,
A ser visualizada e aquilatada,
Bem consumida na tela digital,
Com performática sensacional.
Com pouco apelo comunitário,
Importa um majestoso cenário,
Onde ego ecoa para consumo,
De suposta felicidade no rumo.
Rito dá lugar a entretenimento,
E droga química do bom alento,
Dilui memória e ato de síntese,
De comunitária núcleo-síntese.
Muito selfie para hiperconsumo,
Banaliza o rito para um resumo,
Sem filtrar uma imagem teatral,
Para decidir ante mundo virtual.
A farta manipulação de desejos,
Sem contemplação de lampejos,
Faz do memorial o mero teatro,
E a dimensão da fé fica no atro.
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