quarta-feira, 22 de abril de 2026

EUSTÁQUIO RELIGIOSO

 

 

Com auto-atribuição de prodigioso,

Eustáquio, aparentemente religioso,

Não deseja ler no Novo Testamento,

Mas texto de Salomão lhe dá alento.

 

Acostumado a valer-se duma religião,

Quando confirma sua procrastinação,

De atos que impliquem em matanças,

Para ampliar suas raivosas vinganças.

 

Insulta a liderança religiosa coerente,

Que lhe cobra uma atitude pertinente,

Às regras internacionais estabelecidas,

E, mínimas posturas éticas consabidas.

 

Sua governança populista arrogante,

Deseja profeta visionário abundante,

Para justificar tudo que está fazendo,

Sem contrapor um corretivo adendo.

 

Que a Religião seja toda despolitizada,

Ou devotamente favorável e moldada,

Ao que Eustáquio deseja para política,

Sob aquela subserviência toda acrítica.

 

Sobre o deus que presume orienta-lo,

Fere mundo humano sem respeita-lo,

Sustenta a doentia ambição facínora,

Para interagir numa agressiva anáfora.

 

Mais do que estimular posturas éticas,

Ou, respaldar sensibilizações poéticas,

Prefere, com controvérsias insultuosas,

Denegrir imagem de pessoas dadivosas.

 

Eventual invocação divina visa seu ego,

Para realizar tudo o que seu superego,

Aponta como alcançável nas ambições,

Que auferem ser excelso sobre nações.

 

Adora os facínoras parecidos com ele,

E se gaba de defensores do que expele,

Que alardeiam a concepção de ordem,

Procedente da sua subjetiva desordem.

 

Acha-se no pleno direito de colonizar,

E do quanto lhe interessa, se apossar,

Sem discordâncias ou as insatisfações,

De quem espera dignas considerações.

 

 

 

 

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