Altamente sórdido e discrepante,
O anelo do guerreiro beligerante,
Incutido e socado teimosamente,
Ocupa centro da humana mente.
Contra tese da teoria evolucionista,
Da ascensão da humana conquista,
O cérebro ampliado em capacidade,
Centraliza só guerra de barbaridade.
A pífia evolução na convivialidade,
Segue a forçar para marginalidade,
Tanto o diferente, e o insubmisso,
E o persegue ao indesejado sumiço.
Tanta inteligência e diuturna ação,
Para produzir arma de destruição,
E a indômita lida de tramar morte,
Indica triste tara na humana sorte.
Distante de qualquer justiça social,
Sob cultivo da cobiça exponencial,
O apelo a Deus e à religião católica,
Justifica a espúria guerra diabólica.
Se os sinais catastróficos da Terra,
Apontam tanta vida que se encerra,
Não poderia o bom-senso humano,
Elevar-se acima do proceder insano?
Cruel tragédia do pensamento único,
Que governa como mandante cínico,
Faz os psicopatas não respeitar leis,
E nem ouvir a voz de pacíficas greis.
Nesta condição da política favorável,
A líder dominante que é deplorável,
Inúmeras levas humanas excluídas,
São ignoradas, sequer reconhecidas.
Afinal, a quem cabe decretar guerra,
E desviar sofrida renda que se gera,
Para produzir o horror de destruição,
Sem elevar grau da nossa condição?
Com a suposição do Deus da guerra,
Sofrimento e morte apenas emperra,
Possibilidade de novos céus e terras,
Quando fito central é o de quimeras.
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