Os progressivos eventos climáticos,
Indicam humanos rumos erráticos,
Das políticas desenvolvimentistas,
Com as suas alucinações otimistas:
Apostou-se no domínio das forças,
Para aumentar as polpudas orças,
Controlar os fenômenos naturais,
E avançar ante domínios cruciais.
Fracasso nesta crença iluminista,
Revela o efeito desta fé otimista,
Porque natureza não controlada,
Supera toda inteligência dilatada.
Aposta cega na efetivação técnica,
Apontou o engano da pirotécnica,
E táticas de controle da natureza,
Não asseguram a segura inteireza.
Enchente, tsunami e terremotos,
Indomáveis a controles remotos,
Indicam ao agir humano cultural,
O erro da aposta suprarracional:
Na forma de ocupação do espaço,
Desrespeito ao natural compasso,
Do processo ecológico do planeta,
Engendrou o desequilíbrio careta.
Natureza focada só no econômico,
Criou o consumismo astronômico,
Que desregulou toda bio-essência,
Nesta ação humana de ingerência.
Trilhões de dólares para destruição,
De humanos em luta de obstinação,
Afeta o equilíbrio da biodiversidade,
E tudo mescla com insana maldade.
Algo para elevar a condição humana,
Será cuidar do que da Terra promana,
E adequar-se aos fenômenos naturais,
Sem interferir nos seus ritmos
vitais.
Outra urgente forma de coexistência,
Requer do senso humano a decência,
De mudar sua ideologia de domínio,
Antes de provocar o seu extermínio.
Espoliam-se pessoas e tantos animais,
Para obtenção de lucros excepcionais,
Mas exaure-se toda viabilidade da
vida,
Numa ambição doente e ensandecida.
Lixo amontoado, desertificação de
solo,
Obsessão aguda por minerais do
subsolo,
E poluição que mata toda vida dos
ares,
Já não indicam futuros bons
patamares.
Aprender a viver na evidente
incerteza,
Do devolvido pela moribunda natureza,
Será a necessária condição de
sobrevida,
Na agressiva e fulcral destruição da
vida.