Vida mais ampla que direito humano,
É grito veemente contra o agir
insano,
Que quer possuir tudo para si mesmo,
E deixa maior parcela humana a esmo.
Ignora que o humano não vive sozinho,
E por isso, todo obcecado e
mesquinho,
Esquece dimensão coletiva do planeta,
E desequilibra com a ambição mutreta.
Forjado por uma concepção neoliberal,
Afastado do seu “eu”, genuíno e real,
Ignora dimensão da ecologia cósmica,
Segue ação predatória anti-econômica.
Alheio à circularidade complementar,
Do movimento vital da Terra e do ar,
Move-se na política toda consumista,
De inexequivel consequência
fatalista.
Acha que somente ele cresce e evolui,
Não percebe quanto se auto-diminui,
E, imagina exaurir todo planeta
Terra,
Para migrar rumo a outra
estratosfera.
Na sua visão distorcida de
autoridade,
Acha que pode desfrutar à saciedade,
Entende-se pelo seu poder de domínio,
E sequer percebe avançado extermínio.
Doentia fixação de dominar e
explorar,
Produz autoridade mórbida a apavorar,
Os sujeitos e ecossistemas
dependentes,
De seus audaciosos planos
prepotentes.
Reproduz largo desequilíbrio
sistêmico,
Do planeta já desrespeitado e
anêmico,
Só porque deseja ser poderoso senhor,
Por meio de um processo barganhador.
Alarga submissão sob normas rígidas,
Com alienações altamente analgésicas,
Transforma vínculo em prisão
psíquica,
Através da movimentação psicopática.
Atrai parceiros de interesses
similares,
Que o bajulam com mentiras vulgares,
Com pretensão de controlar e
espoliar,
A fim de novos domínios descortinar.
Longe de promover liberdade interior,
Quer controlar sujeitos com duro
rigor,
E cria expectativas literalmente
irreais,
No delírio das suas febres
neoliberais.
Avançado e evidente estado doentio,
Ainda não o afasta do adoecente brio,
De continuar a matar sistemas de
vida,
Que ampliam as inseguranças na lida.