Focado na consciência salvífica,
Narciso percebeu rota magnífica,
Para sobrepor o poder majestoso,
E vender a imagem de portentoso.
Ao substituir regras das
instituições,
Para validar apenas suas prescrições,
Descobriu um novo mito esplêndido,
De ser reinante forte, nada cândido.
A imensa exposição da sua imagem,
Exposta e veiculada como miragem,
Permite que se sinta líder poderoso,
Capaz de criar o mundo maravilhoso.
No poder da sua típica incoerência,
Faz o resto monitorar a clemência,
Porque mudança de palavra e ação,
Facultam sua tática para submissão.
Sente-se no direito de tutorar
países,
Apesar de lhes criar constantes
crises,
E intervém sobre tudo o que
interessa,
Para alavancar o gênio da sua cabeça.
Presumido direito de espoliar
petróleo,
No seu intervencionismo para espólio,
Quer que o resto dependa apenas dele,
E se submeta ao que seu delírio
impele.
Desconsidera tarifas e regras
comerciais,
Para imputar suas cobranças
escomunais,
E para se apreciar no espelho
esplêndido,
A imagem venerável do lídimo
excêntrico.
O espelho da sua visualização
imagética,
Não requer nenhuma boa postura ética,
Mas estampar em prédios e
passaportes,
A figura a simbolizar mirabolantes
sortes.
No ruidoso tratoraço sobre a
democracia,
Eustáquio revela o que de fato
reverencia:
Poder para se empanturrar de
acumulação,
E deixar o resto do mundo na pura inanição.