Estabelecido como autoridade
relevante,
Não esconde o vazio interior
estonteante,
E compensa-o na fachada de
arrogância,
Com uma inflada e suposta
importância.
Ao se sentir o único potente do
mundo,
Exparge o autoritarismo todo
iracundo,
E seu largo egocentrismo manipulador,
Leva-o a supor que é excelso
salvador.
Sua notável incapacidade de empatia,
Torna a personalidade arrogante e
fria,
Pois se pensa superior a tudo e a
todos,
E esmera-se com os mórbidos denodos.
É o carente que quer muita admiração,
E faz tudo para chamar alheia
atenção,
Para auto-engrandecer a sua imagem,
Como único sinal de força e coragem.
Por viver delírio da sua
grandiosidade,
Precisa sempre mostrar superioridade,
Que põe ordem na desordem mundial,
Embora seja gestor de destruição
fatal.
Move-se nas narrativas de
onipotência,
E perlustra sua inconfundível
arrogância,
Com autoritarismo ultrajante e
ofensivo,
Explicitado no histórico itinerário
lascivo.
Já incapaz de admitir alguma autoridade,
Seja de ética-religiosa ou de
moralidade,
Vocifera o ódio cego contra
insubmissos,
E quer que prestem devotados
serviços.
Imagem salvadora que faz de si mesmo,
Leva-o a relativizar a desordem ao
esmo,
Que produz sob o complexo messiânico,
Com o terror do procedimento
vulcânico.
Já irremovível no seu instinto
onipotente,
Conta com um séquito todo dependente,
Que o sustenta no desvario da
grandeza,
E, por isso, só procura trato de
aspereza.
Ao se pressupor o magnífico
Eustáquio,
Não carece de algum mínimo obséquio,
Pois, seu poder não requer
afabilidade,
Mas, humilde subserviência à
saciedade.