Não são guerras de exércitos
religiosos,
Porque tradicionais confrontos
raivosos,
Tornaram-se fragmentados por
interesse,
De ambição genuína de alguma benesse:
Quer-se ampliar poder e muito
dinheiro,
Para a conquista de um status
altaneiro,
Ou reserva de recursos para
acumulação,
Que assegure uma privilegiada
situação.
Como anteparo para violentos combates,
Criam-se medos para alinhar os
embates,
E pânicos sobre os avanços dos
inimigos,
Plenos de táticas de mui elevados perigos.
Cria-se, então clima e estado de
guerra,
Que mobiliza canhão de voz que berra,
E os guerreiros fortes são os
pregoeiros,
Que sequer necessitam ser
cavalheiros:
Em nome de Deus, tudo contra inimigo,
E a política, como melhor aliado
amigo,
É constituída na ação missionária
ativa,
Para uma vitoriosa e fulcral
invectiva.
Nem menção sobre questões urgentes,
Ou o descalabro nos meio-ambientes,
Atrai tanto quanto o discurso
sagrado,
Para candidaturas a um cargo elevado.
Ajuda largamente todo apelo moralista,
Fundamentado no viés sensacionalista,
Fora de básica contextualização
bíblica,
Mas, aberto à milícia para ação acrítica.
Doações dos influenciadores e
Igrejas,
Obras solidárias de até causar
invejas,
São enaltecidas por eminentes gurus,
De cabeças encolerizadas como perus.
Deus, como a mera estratégia de voto,
Anda solto na falácia de tanto
devoto,
A rotular pessoas a serem
perseguidas,
Pelas condutas diabólicas e
denegridas.
Assim as bancadas, na sua
diversidade,
Estão unidas numa mesma ansiedade:
Imputar a teologia cristã
conservadora,
Como o meio de política restauradora.
Ampliam-se os bons cristãos do bem,
Os guerreiros armados que convêm,
Como lobistas do bom reino de Deus,
E violentos pelo alcance de himineus.
Mais que Deus, importa a persuasão,
Para salvar elite que perde ascensão,
E garantir suas vantagens
conquistadas,
Sem gestar tessituras sociais
sagradas.