Quando se abrem na oblatividade,
Enriquecem os gestos de caridade,
Transformam relações conflitivas,
E despertam esperanças lenitivas.
Podem ser mediadoras do afeto,
E constituir um caminho dileto,
De afeição, ternura acolhedora,
E benéfica ação transformadora.
Quando abertas para não ajuntar,
E visam bom provento assegurar,
Tornam-se mediadoras sagradas,
Para as realizações acalantadas.
Quando dão forma a ambientes,
Ante humores pouco aderentes,
Recriam nas motivações de vida,
Ações inovadas na cotidiana lida.
Meios que repassam as emoções,
Da força diante das prostrações,
Ativam os doentes desconfiados,
E os remetem aos novos legados.
Quando se cruzam para a oração,
Elevam a Deus a objetiva situação,
Para renovar os melhores anseios,
Diante dos já pessimistas receios.
Toque sensível na ferida exposta,
Manifesta na empatia da aposta,
Que, sob a terapêutica indicada,
Retorna almejada saúde desejada.
Mão sem dedo indicador em riste,
Permite mudar tanto rosto triste,
E apontar-lhe uma esperança real,
No sentido da transcendência vital.
Mãos fechadas para os privilégios,
Que justificam seletivos egrégios,
Viram instrumentos de espoliação,
E criam um mundo de destruição.
Mãos fecham para a acumulação,
Desequilibram ordem da relação,
E coisificam pessoas para servir,
A ganancioso plano do seu devir.
Mãos fechadas e arrebatadoras,
Sob as narrativas conservadoras,
Privilegiam violências de gênero,
E oficializam feminicídeo vênero.
Adulteram as leis da hierarquia,
E sob a defesa da “boa família”,
Subordinação passiva da mulher,
Considera-a um objeto qualquer.
Mãos dominadoras da segurança,
Subjugam mulheres na reinança,
De que homem macho conquista,
Com mão fechada e possessivista.
Mãos fechadas contra a igualdade,
Submetem mulheres na sociedade,
E não lhes permite paridade efetiva,
Porque significaria regra
alternativa.