A austeridade para a santidade,
Moveu regra pessoal e piedade,
E lhe aponta a luta contra o mal,
No campo duma política radical.
Sem ascética da transcendência,
Toda luta divina é na imanência,
E as Igrejas mudam sua função,
Para conduzida política de ação.
Importa uma política santificada,
Ativa ante a maldade diabolizada,
Aliada ao divino e poderoso Deus,
Para defender os fiéis amigos seus.
O argumento da batalha espiritual,
Já Cristofascista, como referencial,
Legitima, com narrativas favoráveis,
Falsos méritos de sujeitos elegíveis.
Líderes religiosos na ação coletiva,
Empreendem sistemática invectiva,
A favor de um legitimado salvador,
Apontado como genuíno redentor.
Os fiéis induzidos a uma conduta,
Movem-se em fanatizada labuta,
Para derrotar do inimigo do mal,
Adversário forte, o suposto rival.
A insistência na ética da vigilância,
Amplia largo poder da arrogância,
Para não tolerar a ação do diabo,
E eliminá-lo no pífio menoscabo.
Caráter sagrado atribuído a líder,
Como temente a Deus, o colíder,
Induz a manipular frases bíblicas,
E despertar similaridades idílicas.
Legitimar único sujeito mandante,
Contra todo o vasto agir errante,
Permite santificar escolha política,
Ao iluminado da imagem acrítica.
Narrativas pessoais do candidato,
Como o sujeito piedoso e cordato,
Apelam à escolha divina do serviço,
Aceito na humildade para seu viço.
Sutileza de explorar perseguição,
Do adversário em diabólica ação,
Oposto a Deus, o fautor do bem,
Não age como a cristão convém.
O bom candidato fita no sublime,
Sob escora de Deus tudo redime,
Pois, força do poder espiritual,
É homem que elimina todo mal.
Sob a religiosa validação política,
Desvia-se eventual análise crítica,
Da vida perpassada por conluios,
Não lubrificados pelos mucudaios.