Envolvidos pela rapidez digital,
Tudo é informado pelo virtual,
E intelecção de muitas coisas,
Não ilumina subjetivas loisas.
Demora-se muito para reagir,
Ante o clamor para interagir,
E ativar ínfimo gesto cordial,
Para uma manifestação leal.
Custa chegar o auto-controle,
Diante da determinação mole,
Para uma auto-transcendência,
Tão necessária à boa sapiência.
Aprende-se a fixar informação,
Sem vínculo à cultural boa ação,
E com isso, passado sem legado,
Só produz efeito mal-humorado.
O tédio diante do novo possível,
Produz na acomodação sofrível,
Indisposição ao que requer ação,
E acomodação à estática posição.
O sofá e celular formam novo lar,
Sem a responsabilidade de amar,
Mas de alta exigência dos direitos,
Sem deveres nos familiares jeitos.
Ninfomania de ficar dependente,
Já distante da vontade resiliente,
Produz o prolongamento juvenil,
Dependente, sem energia varonil.
O moroso caminho de agir adulto,
Faz perecer num processo estulto,
A obsessão voraz para o consumo,
Sem discernir na vida outro aprumo.
Mais que o rol de muitas gestações,
Não entusiasma deitados corações,
Obcecados em visualizar ação rápida,
Na telinha colorida de ação insápida.
Surpreendente demora para colaborar,
Já decorre das acomodações ao
celular,
Que produz muita inteligência
abstrata,
Mas, capacidade de colaborar
insensata.