Das reminiscências medievais,
Recriam-se em nos dias atuais,
A venerada sociedade perfeita,
Com a cristandade sob espreita.
A religião bem acima do Estado,
Com direito a dirigir seu legado,
Forneceu o ar de superioridade,
Para ditar o rumo da sociedade.
A nova forma fascista-integrista,
Reconfigura velho foco idealista,
Para moldar estado pela religião,
Com governo forte sobre povão.
Bem longe da doutrina católica,
Defende totalitarização bucólica,
Sem alinhada unidade espiritual,
Nem projeto de futuro nacional.
Quer o estado forte e autoritário,
Obediente a um mito identitário,
Para a suposta democracia cristã,
Com militarismo para ação cidadã.
Devoção à figura mítico-salvadora,
Sem a efetiva proposta redentora,
Sob pauta “Deus, pátria e família”,
Quer articular socializante mobília.
Aparelhamento de forças militares,
Ecoa como a bela mudança de ares,
A silenciar os pobres descontentes,
E contar com servos subservientes.
Em torno dos adornos cromáticos,
Das cores de efeitos emblemáticos,
Associa-se à nação amada, já vazia,
O nacionalismo de preclara apatia.
Importa o reverenciado mito-chefe,
Seu privilegiado séquito mequetrefe,
E que seus adversários insatisfeitos,
Paguem caro por seus contrafeitos.