quinta-feira, 23 de abril de 2026

EUSTÁQUIO E SUA GUERRA JUSTA

 


Quando fins justificam meios,

Para agressivos bombardeios,

Até alegação de guerra santa,

Eclode da agressiva garganta.

 

Noção de guerra santa e justa,

Abre revide e polêmica robusta,

Contra o Papa da não violência,

Por sugerir suposta ingerência.

 

Se catecúmeno pouco iniciado,

Quer enquadrar fala do papado,

Ou, intui interesses eleitoreiros,

Ou se move em fins flibusteiros.

 

Um incauto na Teologia católica,

Na censura da forma melancólica,

Revela a sua frágil iniciação cristã,

Para atuar em prol da vida cidadã.

 

A serviço do augusto Eustáquio,

Em forte coachar de batráquio,

Não entra- bom-senso no apelo,

Porque só vê guerra no desvelo.

 

O ditame religioso de Eustáquio,

Move-se no evangelho pistáchio,

Com o sal sabor do deus pessoal,

Para ser famoso guerreiro triunfal.

 

Nobre Narcizo Eustáquio doente,

O ícone da divindade decadente,

Apenas vislumbra o poder do eu,

Pois, a sua falácia já se escafedeu.

 

Por não admitir opinião perspicaz,

Segue apenas o desejo que apraz,

Para alargar o poder da grandeza,

E enaltecer a sua força de defesa.

 

quarta-feira, 22 de abril de 2026

EUSTÁQUIO RELIGIOSO

 

 

Com auto-atribuição de prodigioso,

Eustáquio, aparentemente religioso,

Não deseja ler no Novo Testamento,

Mas texto de Salomão lhe dá alento.

 

Acostumado a valer-se duma religião,

Quando confirma sua procrastinação,

De atos que impliquem em matanças,

Para ampliar suas raivosas vinganças.

 

Insulta a liderança religiosa coerente,

Que lhe cobra uma atitude pertinente,

Às regras internacionais estabelecidas,

E, mínimas posturas éticas consabidas.

 

Sua governança populista arrogante,

Deseja profeta visionário abundante,

Para justificar tudo que está fazendo,

Sem contrapor um corretivo adendo.

 

Que a Religião seja toda despolitizada,

Ou devotamente favorável e moldada,

Ao que Eustáquio deseja para política,

Sob aquela subserviência toda acrítica.

 

Sobre o deus que presume orienta-lo,

Fere mundo humano sem respeita-lo,

Sustenta a doentia ambição facínora,

Para interagir numa agressiva anáfora.

 

Mais do que estimular posturas éticas,

Ou, respaldar sensibilizações poéticas,

Prefere, com controvérsias insultuosas,

Denegrir imagem de pessoas dadivosas.

 

Eventual invocação divina visa seu ego,

Para realizar tudo o que seu superego,

Aponta como alcançável nas ambições,

Que auferem ser excelso sobre nações.

 

Adora os facínoras parecidos com ele,

E se gaba de defensores do que expele,

Que alardeiam a concepção de ordem,

Procedente da sua subjetiva desordem.

 

Acha-se no pleno direito de colonizar,

E do quanto lhe interessa, se apossar,

Sem discordâncias ou as insatisfações,

De quem espera dignas considerações.

 

 

 

 

domingo, 19 de abril de 2026

EUSTÁQUIO CONTRA O RESTO

 


 

Interage como o único onisciente,

Para equilibrar o tempo presente,

E na aguda sensibilidade vingativa,

Culpa todo o resto na justificativa.

 

Adora narrar seus procedimentos,

Para repassar os benéficos alentos,

Que a sua ação perspicaz propicia,

No esmero por ampliada cortesia.

 

A aguda paranoia megalomaníaca,

Aufere-lhe a vingativa cleptomania,

Para lucrar com tudo quanto decide,

Sem consciência do jeito que agride.

 

Move-se pela vetusta talassocracia,

De ser dono dos mares na pirataria,

Na crença da absoluta superioridade,

Da força naval em contínua atividade.

 

Venera seu exército forte e superior,

Todo arrogante de efeito apavorador,

Para demonstrar eficiência e astúcia,

E esnobar com sua admirável argúcia.

 

Reverencia jogo de todos contra todos,

Para vanglória salvadora dos denodos,

Que apreciam uma paz sob as armas,

Mesmo sob as humilhantes lágrimas.

 

Tão parecido com o perverso Nero,

Só não toca cítara do canto sincero;

Espalha a sina opressora e assassina,

Como radioso enfeite de brilhantina.

 

Distorce imagem de Deus e religião,

Para o interesse na procrastinação,

De ser o poderoso augusto na terra,

Que mais ameaça, intimida e berra.

 

Exulta com o contingente vulnerável,

Obrigado a submeter-se ao adorável,

Duma excelsa superioridade guerreira,

Para governar na soberania derradeira.

 

 

 

 

 

 

 

 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

O NARCIZISTA EUSTÁQUIO

 

 

Estabelecido como autoridade relevante,

Não esconde o vazio interior estonteante,

E compensa-o na fachada de arrogância,

Com uma inflada e suposta importância.

 

Ao se sentir o único potente do mundo,

Exparge o autoritarismo todo iracundo,

E seu largo egocentrismo manipulador,

Leva-o a supor que é excelso salvador.

 

Sua notável incapacidade de empatia,

Torna a personalidade arrogante e fria,

Pois se pensa superior a tudo e a todos,

E esmera-se com os mórbidos denodos.

 

É o carente que quer muita admiração,

E faz tudo para chamar alheia atenção,

Para auto-engrandecer a sua imagem,

Como único sinal de força e coragem.

 

Por viver delírio da sua grandiosidade,

Precisa sempre mostrar superioridade,

Que põe ordem na desordem mundial,

Embora seja gestor de destruição fatal.

 

Move-se nas narrativas de onipotência,

E perlustra sua inconfundível arrogância,

Com autoritarismo ultrajante e ofensivo,

Explicitado no histórico itinerário lascivo.

 

Já incapaz de admitir alguma autoridade,

Seja de ética-religiosa ou de moralidade,

Vocifera o ódio cego contra insubmissos,

E quer que prestem devotados serviços.

 

Imagem salvadora que faz de si mesmo,

Leva-o a relativizar a desordem ao esmo,

Que produz sob o complexo messiânico,

Com o terror do procedimento vulcânico.

 

Já irremovível no seu instinto onipotente,

Conta com um séquito todo dependente,

Que o sustenta no desvario da grandeza,

E, por isso, só procura trato de aspereza.

 

Ao se pressupor o magnífico Eustáquio,

Não carece de algum mínimo obséquio,

Pois, seu poder não requer afabilidade,

Mas, humilde subserviência à saciedade.

 

 

 

terça-feira, 14 de abril de 2026

PODER DA ONIPOTÊNCIA

 

 

Nascido na estranha gestação democrática,

Sob arquétipo cultural da tirania dogmática,

Nero foi educado para ser rico e poderoso,

Sem eiras ético-morais para ser prodigioso.

 

Amadureceu em longo tirocínio da vontade,

Para sentir-se poderoso na fraca sociedade;

Deduzir que seu poder era forte e supremo,

Para interagir e dissuadir no rigor extremo.

 

Mandar fazer o que logicamente é possível,

Dá a Nero direito amplo e o poder indizível,

De se achar no direito de ser reverenciado,

Similar a Cristo, para ser piamente adorado.

 

Arma, guerra e morte aquecem a alucinação,

De que é onipotente sobre humana condição,

Que se encontra bem além do bem e do mal,

Para soltar a sua genética de monstro brutal.

 

Mesmo ante a expressiva perda de crédito,

Não avalia vasto descontentamento inédito,

E, com sua retórica de dissuasão de guerra,

Dilacera e ameaça a tudo quanto o emperra.

 

Sua noção democrática é submissão tirânica,

Escorada nas paranoias duma ação satânica,

De outros governantes similares que o apoiam,

E que da mórbida obsessão em nada o desviam.

 

Na voz objetiva do Papa contra delírio doentio,

Revelou-se ao mundo o Nero de causar arrepio,

Que de fato só admite a submissão bajuladora,

Sem nenhuma voz moral crítica e contestadora.

 

Incapaz de pensar paz desarmada, contra guerra,

Nero se descontrola e com todo seu ódio vocifera,

Contra quem ousa não aprovar a falsa onipotência,

De se sentir acima de toda religião, sem clemência.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

ESPÍRITO BELIGERANTE

 

 

Altamente sórdido e discrepante,

O anelo do guerreiro beligerante,

Incutido e socado teimosamente,

Ocupa centro da humana mente.

 

Contra tese da teoria evolucionista,

Da ascensão da humana conquista,

O cérebro ampliado em capacidade,

Centraliza só guerra de barbaridade.

 

A pífia evolução na convivialidade,

Segue a forçar para marginalidade,

Tanto o diferente, e o insubmisso,

E o persegue ao indesejado sumiço.

 

Tanta inteligência e diuturna ação,

Para produzir arma de destruição,

E a indômita lida de tramar morte,

Indica triste tara na humana sorte.

 

Distante de qualquer justiça social,

Sob cultivo da cobiça exponencial,

O apelo a Deus e à religião católica,

Justifica a espúria guerra diabólica.

 

Se os sinais catastróficos da Terra,

Apontam tanta vida que se encerra,

Não poderia o bom-senso humano,

Elevar-se acima do proceder insano?

 

Cruel tragédia do pensamento único,

Que governa como mandante cínico,

Faz os psicopatas não respeitar leis,

E nem ouvir a voz de pacíficas greis.

 

Nesta condição da política favorável,

A líder dominante que é deplorável,

Inúmeras levas humanas excluídas,

São ignoradas, sequer reconhecidas.

 

Afinal, a quem cabe decretar guerra,

E desviar sofrida renda que se gera,

Para produzir o horror de destruição,

Sem elevar grau da nossa condição?

 

Com a suposição do Deus da guerra,

Sofrimento e morte apenas emperra,

Possibilidade de novos céus e terras,

Quando fito central é o de quimeras.

 

 

 

 

EM NOME DE DEUS

 


Em seu nome, muito pronome,

Sem reconhecer valor do nome,

Impõe desejo e ambição pessoal,

Como sendo uma ordem divinal.

 

Irônico é o sentir efusão de ódio,

Em arrogância de triste episódio,

No apelo a bom Deus para matar,

Sem elementar direito respeitar.

 

Sob poderosos mandantes cegos,

O terror vira a lei dos não meigos,

Para exercer pela tirania genocida,

Afirmação do triste poder suicida.

 

Na blasfêmia da auto-justificação,

Alega-se cristológica comparação,

De vencer violência na compaixão,

Como Jesus na salvadora redenção.

 

Pai Nosso rezado para muito matar,

Numa razão estúpida de desacatar,

Produz clima de aprovação do ódio,

Alargado para gloriar o egóico pódio.

 

Se uma força de arma é mais eficaz,

Do que todo almejado senso de paz,

Esta dor dos milhões de deslocados,

É estúpida perante os já silenciados.

 

Ódio propenso ao poder das armas,

Sequer supõe as relaxantes karmas,

Ou o nível elevado de sensibilização,

Mas, som triste do tiro de destruição.

 

Guerra feita na justificação religiosa,

Como a ação preventiva e bondosa,

Contra inimigo que ameaçava a paz,

Mostra um absurdo de ação ineficaz.

 

Seria do gosto de Deus, porventura,

Sobrepor-se a ética em tanta agrura,

E seguir doentio humor momentâneo,

Para eliminar ser humano coetâneo?

 

Existiria ainda coletiva voz e consenso,

Para eleger mandantes de bom-senso,

Sem o ascensão de doente paranoico,

Que vê na matança o poder heroico?

 

 

 

 

 

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