Linguagem impregnada de símbolos,
Para abordar a fé com os seus apelos,
Remete às figuras para interpelações,
Que vão além do nível de informações.
O evangelista Mateus no seu contexto,
Aborda imagem da montanha no texto,
Para contrapor à caduca lei de
Moisés,
O que Jesus apresentou como novo
viés.
Montanhas e a nuvens das hierofanias,
De experiências de Deus com
epifanias,
Expressavam o diálogo humano-divino,
Que repercutia para o rumo
cristalino.
Mateus viu que todas as coisas
valiosas,
Emitidas por Jesus às pessoas
sequiosas,
Ocorriam no simbólico alto da
montanha,
Para envolve-las em inusitada
campanha:
Jesus, a nova imagem do Moisés
antigo,
Revelava, mais do que uma lei e o
perigo,
Amor de Deus em revelação a
discípulos,
Acima de Moisés, profetas e
condiscípulos.
Voz do céu, muito digna de ser
escutada,
Em Jesus, distinta da tradição
aquilatada,
Adquire pleno sentido redentor de
Cristo,
Pois, mais que o legislador, era
benquisto.
Corrige noção de Pedro para novo
foco,
Pois, só ele aufere o interagir
recíproco,
Mais do que a antiga lei e o
profetismo,
Já que ilumina a vida, sem o fanatismo.
O alto da tenda da própria
interioridade,
Revela como em Pedro sedutora
piedade,
Feita de regra ritualística rígida e
estéril,
De tendas a Moisés e a profetas
antigos,
Sem gestar o jeito de Cristo em
postigos.
Nada então transfigura rotineiro
cotidiano,
E nada amplia rol do crescimento
humano,
Do que representa o bom agir na
planície,
Como irradiação luminosa contra
sordície.
Perspectiva amorosa de Deus na lei
arcaica,
Tão visualizada na transfiguração mosaica,
Não contempla um prolongamento
cristão,
Para oportunizar a benéfica
transfiguração.