Desejo de exercer influência,
Sobre uma vasta congruência,
Transforma relações afetivas,
Em odiosa luta de invectivas.
Não existe leal companheiro,
Mas, só um jogo interesseiro,
Em que alguém vale pelo útil,
E depois passa a ser lixo fútil.
Aliança e pacto de fidelidade,
Vive da frágil provisoriedade,
Enquanto favorece ascensão,
Para assegurar nobre posição.
O aparente amor das alianças,
Revela logo, as desconfianças,
Em que prevalece a acusação,
Contra quem mudou a posição.
Na guerra contra o adversário,
A mentira rege todo itinerário,
Para denegrir imagem do rival,
E obter um largo êxito triunfal.
A tentação de manter o cargo,
E adequar regras de embargo,
Ajudam a prosperar no poder,
E impedir outros de ascender.
Na guerra, além da ideologia,
Vale todo tipo de demagogia,
Para produzir o perfil heroico,
Malabarista versátil e egoico.
Velha história bíblica de Israel,
Revela preço de teimosia cruel,
Do seu primeiro rei constituído,
Jovem guerrilheiro destemido.
Davi, um rei absolutista do povo,
Mesmo velho e sem espírito novo,
Enfrentou guerrilha de seus filhos,
Que lhe apresentavam empecilhos.
Em guerra do seu exército armado,
Contra Absalão, o seu filho amado,
Venceu a batalha mas matou o filho,
Efeito e preço pelo reinado caudilho.
Depressão e dor pela morte do filho,
Não o moveram no jeito afogadilho,
De se sentir o rei absoluto no cargo,
Supondo que fosse o divino encargo.
Humano, no lugar de Deus colocado,
Produz demônio solto por todo lado,
Mesmo na máscara de líder religioso,
Causa espoliação e o conflito danoso.
Poder desatrelado de humilde serviço,
Arruma diuturnamente novo enguiço,
E guerras, mesmo aquelas de palavras,
Matam vida com crueldades macabras.