A guerra instalada ali no meio,
Revela seu deplorável meneio,
Para anular tanto um e outro,
E deixar o planeta com doutro.
A grave doença não controlada,
Da rápida ação mercantilizada,
Vende tudo como mercadoria,
Sob uma destrutiva economia.
A doentia ambição pela posse,
Espalha uma desordem atroce,
Em todo o sistema do planeta,
E o destrói mamando sua teta.
Quando ambição por controle,
No discurso de conversa-mole,
Centraliza poder de arma letal,
Não vive passado e futuro vital.
A ação atrópica da doida guerra,
Indica o fim trágico para a Terra,
Pois, mando de chefe paranoico,
Apenas satisfaz interesse egóico.
Já um quarto da massa terrestre,
Lesada sem sabedoria de mestre,
Não acorda o largo sono alienado,
Produzido no arsenal militarizado.
Enquanto que produzir arma mortal,
Constitui renda e lucro sensacional,
A demência humana fica poderosa,
E anelada segurança menos radiosa.
Nostálgico mundo de poder diluído,
Espalha a morte com muito prurido,
Mediado pelas hediondas guerras,
Que desequilibram com as armas.
A vastidão da inteligência aplicada,
Poderia produzir bem outra alçada,
Para um convívio humano cordial,
Sem os exércitos e sem arma letal.