Exaltação da ofensiva verbal,
Ante o adversário feito rival,
Eleva o nível da exacerbação,
De ampliar nível da agressão.
Uns agridem para defender,
Outros, para algo esconder;
Alguns agridem o diferente,
Sem a intenção desarmante.
Tanta gente prefere a guerra,
E alimenta o que dela espera,
Todavia, sem alimentar fome,
Nem para fruir do que come.
Espoliação do pão de cada dia,
Agride com a triste melancolia,
Do doentio poder acumulador,
Sem o humanitário pundonor.
Até Estado estimula a violência,
Institucionaliza medo, arrogância,
Com vistas a certo tipo de ordem,
Para não corrigir a sua desordem.
Aponta para sensacionais desejos,
Que pressupõem os violentos ejos,
Na direção da política maniqueísta,
Que afasta inimigos da conquista.
Aparente empenho por associação,
Visa uma larga e ampla dissociação,
Com os atos violentos por controle,
Para coibir um suposto descontrole.
Púlpito também pode ser violento,
E abafar todo ar novo dum alento,
Que, ao contrário de ser sinodal,
Exclui de uma forma nada cordial.
Somente os padres podem pregar,
Para todo jeito de Jesus apresentar,
E impede a mulheres anunciadoras,
O púlpito para palavras redentoras.
Quando o poder aberto da homilia,
Cabe somente ao padre como guia,
Contradiz a condição da igualdade,
De todo batizado para tal realidade.
Uma criatura no direito de pregação,
E a outra é descartada desta função,
Produz uma sutil violência simbólica,
E mimetiza agressão nada apostólica.
Se a primitiva difusão do Evangelho,
Se valia de leigos ante modo velho,
As Homilias, ainda em nossos dias,
Devem ressoar para melhores vias.
Parte de ato litúrgico comunitário,
Homilia não é o status honorário,
Precípuo de um solteiro pessoal,
Mas ato eminentemente eclesial.
Se homilia visa uma comunidade,
Não deveria visar a exclusividade,
Advinda da formação seminarística,
Mas, comunidade na visão crística.