Estava acima da metade da nação,
O fã-clube da venerada adoração,
Do poderio mirífico do rei Narciso,
Para o momento histórico preciso.
A tônica peculiar bem articulada,
Da violência política tão dilatada,
Auferiu-lhe a fixa noção bi-polar,
Do bem na tarefa de paz instalar.
O outro polo, aquele dos inimigos,
Precisa ser eivado pelos castigos,
Para nunca se tornar hegemônico,
E deve subsumir sob trato irônico.
Vasta retórica da violência política,
Aprimorou tática não democrática,
Para afrontar regras e instituições,
E firmar imagem visível às nações.
Polarização favorável ao lado certo,
Expandiu lealdade no meio incerto,
Como única via segura contra erro,
De um antagonismo para desterro.
Nesta doença endêmica espalhada,
Que vê em outros, ação demonizada,
Ratifica-se razão violenta e
agressiva,
Que desrespeita opinião não adesiva.
Assim, retórica política espalha
terror,
Desinforma sobre seu bom pundonor,
E avança nos resultados da reputação,
Mas, fenece no caos da sua
irradiação.
Espalhado até em recantos do mundo,
Fã-clube do Narciso Eustáquio
iracundo,
Pensa e age como seu modelo
explícito,
E, em nome da paz, pratica todo
ilícito.