Com tanta dor diante das mortes,
Causadas por perversos suportes,
O valor sagrado da vida humana,
Vira mera falácia da ação profana.
Ação mortal a atentar contra vida,
De estúpido armamentismo na lida,
Desacredita a humana ressurreição,
E foca como essencial a destruição.
O sonho de eternização da finitude,
Para aumentar posses na amplitude,
Enseja que desumanos envelheçam,
E sofridos seres inocentes pereçam.
O duro itinerário fadado à desgraça,
Da vida roubada em violenta pirraça,
Move agressividade da auto-defesa,
E sobrevivência perde sua grandeza.
Agressores querem o reavivamento,
Para locupletar o possessivo alento,
Mas, representam a morte indireta,
No fogo das armas de certeira seta.
As mortes precoces e prematuras,
Clamam aos altos céus das agruras,
Contra falta de juízo de mandantes,
Que se fazem poderosos arrogantes.
Reavivar vida tão desumana e cruel,
Não representa esperança para fiel,
Que visa o ressurgir antes da morte,
E que não abrevia sua genuína sorte.
Mais que metamorfose para retorno,
Ao cruel vitimalismo de transtorno,
Deseja-se ressurreição de paranoicos,
Que mandam matar por fitos egóicos.
O mundo do ódio cultivado a deglutir,
Molda mentes humanas para destruir,
Tudo que foge do domínio e controle,
Porque ameaça psíquico descontrole.
Crescer no juízo e elementar bondade,
É ressurreição para a
perfectibilidade,
A culminar na obra do amor de Deus,
Contra o diabólico inferno dos “Eus”.
Se Cristo assegurou seu modo de ser,
A experiência humana de enternecer,
Produz ressurreição e abundante vida,
Distante da hedionda guerra
fratricida.