Síntese de longa ancestralidade,
Da raça nórdica com indianidade,
Este viralata europeu catou osso,
E elevou-se no poder sobreosso.
Argumentou ser o dono do osso,
Com poder de afirmar o colosso,
De não ter cachorro a ameaça-lo,
Devido ao seu rosnar de gargalo.
Metido a estar acima do mundo,
Supôs dominá-lo no jeito imundo,
E apareceu um cachorro Valente,
De raça maior e todo imponente.
Valente roubou o osso do Pitoco,
Deixou-o rosnando um ruído oco,
Quis roer sozinho o osso furtado,
Mas, viu outros cães ao seu lado.
Apareceram os de outra raça forte,
E lhe tiraram sereno e bom aporte,
De ser o cachorro forte no mundo,
Que ameaçava com olhar iracundo.
Mesmo sentindo-se dono do osso,
Não teve paz para um bom almoço,
Pois, entorno de cachorros maiores,
Ameaçam todo dia os seus pendores.
Para não perder o osso, Pitoco
caduco,
Rosna e corre ao redor, em rol
maluco,
Para afugentar grandes cachorros
rivais,
E já sabe que não dão mordidas
triviais.
Juntos são mais poderosos do que ele,
E além do osso podem comer sua pele,
Destroçá-lo a todo e qualquer
instante,
E silenciar o seu latido todo causticante.
A envergadura do seu suposto poder,
É apenas rosnar de paranoico
proceder,
Que já não lhe permite roer o seu
osso,
Nem urinar alto para estragar o
almoço.
Pitoco sapateia e rosna ao lado do
osso,
Definhando perante um rosnar grosso,
Dos cachorros mais fortes e mordazes,
Com forças e táticas mais
perspicazes.