Metido a herói humanitário,
Está aí um sujeito salafrário,
Desonesto por sua natureza,
Aparentando lídima inteireza.
Acusa para não ser acusado,
Do que oculta no seu legado,
Todo bem veiculado na mídia,
E isentado de qualquer insídia.
Apesar do histórico pilantra,
Sabe repetir o velho mantra,
De que concorrente é ladrão,
E ele, um sujeito da retidão.
Acusado de ação fraudulenta,
Reage com uma ira violenta,
Para aparentar honestidade,
E uma evangélica santidade.
Distância entre o dito e feito,
Isenta o seu opcional defeito,
Dos muitos apelos ao povão,
Do que fará de bom coração.
Entreguista a poder imperial,
Age de má-fé na forma real,
Bem servil a sistema vigente,
Contra o povo, já descontente.
Desvia todo contexto do povo,
Sob insinuação a falso renovo,
Que apenas favorece elite rica,
A velha tática da ilusória dica.
Anima um sonho acumulador,
Não para um pobre sonhador,
Mas, para o já empanturrado,
Do que de outros foi desviado.
Flibusteiro da suposta realeza,
Abocanha a polpuda riqueza,
Cabível aos cidadãos comuns,
Que vivem os forçados jejuns.
Faz muitos sonhar com solução,
Sempre protelada por emoção;
Disfarça na razão toda objetiva,
Obsessão por sua falsa narrativa:
A culpa atribuída ao agir inimigo,
Merecedor de um férreo castigo,
Vai instaurar uma paz fantasiosa,
Que favorece a elite gananciosa.