A mais fértil região do mundo antigo,
A Mesopotâmia, virou inseguro jazigo,
Porquanto a disputa pelas boas
terras,
Virou um alvo para sangrentas
guerras.
Dominante cultura babilônica e
assíria,
Expressava poder e agia como
Valkíria,
Para matar em função de mais domínio,
E adorar os mecanismos de extermínio.
Sob a língua predominante da ambição,
Fracassou sua ambicionada construção,
De um zigurate que elevaria seu
poder,
Para ratificar grandeza do
engrandecer.
Na confusão da linguagem da ambição,
Desapareceu todo bom-senso da gestão,
E edificação do magnífico espaço
político,
Religioso-administrativo, ficou
impacífico.
Perdeu-se simplesmente o traço
humano,
Para o vistoso espetáculo do ruído
insano,
Do reino do poder ambicioso absolutizado,
Como o autônomo sobre o humano
legado.
Como a síndrome da antiga torre de
Babel,
Zigurates do poder, lucro e fama a
granel,
Gestam linda narrativa que desvia
pessoa,
Para mobilizar pela guerra que mata à
toa.
Nada mais importa mundo justo e solidário,
E já sumiu do radar do progresso
ordinário,
A apontar a educação para trato
respeitoso,
Mas ampliar violência para um sádico
gozo.
Humanos, meras caricaturas e
estereótipos,
Sem história e identidade de bons
protótipos,
Meros meios para aumentar a torre do
poder,
Permitem esnobar opulência sem
enternecer.
Incomunicação gerada pelo poder
desejado,
Vale-se da inteligência artificial
por todo lado,
Para justificar horrendo paradigma da
guerra,
Torre do Deus soberano no zigurate na
Terra.