Como sementes jogadas na lavoura,
Sob os atos de esperança altaneira,
Há sentimentos jogados a mentes,
Que germinam as razões contentes.
Jesus Cristo ao falar em parábolas,
Não se mostrava perito em fábulas,
Nem se ocupava com espalhafatos,
Para desfrutar dos especiais tratos.
Falava aos ouvintes, sem conceitos,
Pois, com os seus metafóricos jeitos,
Chegava à imaginação das pessoas,
Com interpelação para ações boas.
O rumo da fantasia fitava imaginação,
Para mergulhar no fundo do coração,
E vislumbrar mais que o elã opressor,
A ação coletiva para novo pundonor.
Mais que a narrativa de argumentos,
Para projetar idealizações de
alentos,
Despertava cerne do sentir profundo,
Contra o poder dominante e iracundo.
Sem os enigmas e mensagens ocultas,
Despertava ações de pessoas adultas,
Ao associar a virtualidade da semente,
Que cresce num processo consciente.
Ajudava a desvelar novas esperanças,
Diante das vetustas leis e lambanças,
E no agir sem armas e autoritarismos,
Transluzia a ternura, sem os
cinismos.
Historinhas contadas para edificação,
Mostravam que jeito de Deus em ação,
Envolvia cuidado paciente no
processo,
Para efetivo e humanizante progresso.
Como fermento muda massa de pão,
A mudança da realidade requer ação,
De atos subsumidos na vida coletiva,
Sem uma pretensão auto-afirmativa.
Os pequenos gestos levam a irradiar,
Algo mui insignificante para desafiar,
O poder exercido de cima para baixo,
A deixar tanto ser humano cabisbaixo.
O despertar dum novo modo de agir,
Não pode protelar e os anseios
inibir,
Mas como pouco fermento a levedar,
Possa levedar a vida social para
amar.