No mundo galináceo do terreiro,
Estabeleceu-se clima arruaceiro,
Pois o velho cacique galo Crispim,
Já perdeu o seu controle chinfrim.
Causou a turbulência no aviário,
Pela insubmissão ao seu ideário,
De vistosa política de espetáculo,
Visando aumentar seu tentáculo.
Sob conhecida política do medo,
Ameaça com o poderoso segredo,
Das sofisticadas armas de morte,
Para a coletiva paz do seu aporte.
Na “pax” de cacique do terreiro,
Aufere-se trono do galo altaneiro,
A dizer a última palavra de ordem,
Para contornar renhida desordem.
Outros galos velhos, com esporas,
Arrastam as asas pelas melhoras,
E contradizem velho galo Crispim,
Numa aposta do seu iminente fim.
Muitos competem com o cacique,
Franguinhos novos em jeito chique,
Também desejam muito ascender,
Neste idolatrado e atraente poder.
Velho Crispim, paranoico e no fim,
Faz a guerra fria por todo confim,
Para ameaçar com armas mortais,
Com os seus escudos excomunais.
Os franguinhos novos e espertos,
Com seus drones de tiros certos,
Confrontam potência de Crispim,
Sem se intimidar em seu confim.
A assimetria do poder de enredo,
Entre a sofisticação de torpedo,
E esperta astúcia dos frangotes,
Gera tombos e dor nos cangotes.
Aliados de Crispim, sem confiança,
Já não almejam a pacífica bonança,
Da “pax” em processo de declínio,
Que ameaça o humano extermínio.
O velho Crispim arranhado na briga,
Não perdeu e nem ganhou a intriga,
Mas, o outro galo grande e esperto,
Mira espora afiada para pulo certo.