Da diária caça de animais selvagens,
À caça de minérios para vantagens,
Colonização escrava para explorar,
Veio caça da atenção para espoliar.
O novo filão da economia próspera,
Já se move como indústria de cólera,
Para captar muita atenção humana,
E direcioná-la ao modo que engana.
O designer no centro da plataforma,
Um motor tecno-político que informa,
Estetiza comportamento de usuários,
Com a publicidade para bons erários.
Precisa captar o máximo de atenção,
Sobre fato social para uma interação,
A fim de datificar o seu
envolvimento,
Para algorritmizar o seu rendimento.
As plataformas, nas mãos de poucos,
Conseguem motivar muitos amoucos,
Com narrativa muito bem controlada,
Para deixá-los numa redoma atrelada.
Já não importa a diversidade
peculiar,
De cada cultura, ou de distinto
lugar,
Mas, todos ligados à mesma atenção,
Da plataforma em sua manipulação.
Os negócios, processos e economias,
Nem aí com as sonhadas democracias,
Desviam atenção às novas narrativas,
E dominam as mentes nada criativas.
Democracia é ocupada pela liberdade,
De expressar o desejado na sociedade,
Sob um pensamento único canalizado,
Para vasto domínio a ser conquistado.
Poucos elaboram o discurso midiático,
Orientam as mentes de modo enfático,
E capturam o máximo viável de
atenção,
Para instaurar líderes da sua
percepção.
Nos atrelados às plataformas
digitais,
As escolhas livres parecem ser
vitais,
Mas já estão mapeadas na definição,
Em quem votar na simulacra eleição.
Assim designer no meio publicitário,
Gera um tipo de processo utilitário,
Que necessita capturar todo cliente,
Para economia de grande mandante.