Tanta crítica
dirigida ao supremo tribunal,
Revela muito mais que
interesse nacional,
Uma derrota a
adversários concorrentes,
Para garantir vitória
de cargos eminentes.
A reprodução do
genuíno da teatralidade,
Induz candidatos à
estranha amabilidade,
De mobilizar sob bela
religião de pouca fé,
Uma vinculação mais
pegajosa que chiclé.
É aquela fé
religiosa, favorável à política:
Belos palcos e
ministros sem autocrítica,
Como encenadores para
a grande plateia,
A dramatizar na
conquista da assembleia.
Escorados na
indústria do entretenimento,
Apresentam caminhos
viáveis para alento,
Mas, que desviam
verdadeiras motivações,
De produzir catarse,
sem evidentes razões.
A vasta e exaustiva
pregação motivacional,
Na privatização da fé
para nível emocional,
Permite sentir amparo do deus que abençoa,
Toda ambição, com
ousadia para coisa boa.
É um deus que, sem
implicações políticas,
E longe de afetar
economias geopolíticas,
Ilumina ideal da
teologia da prosperidade,
Sem abordar vastas
injustiças na sociedade.
Sob bons simulacros
de valores evangélicos,
Apresenta-se a
religião dos fulgores bélicos,
Com moralismo privado
sobre sexo e veste,
O arcabouço para todo
tipo de ato cafajeste.
Não entram na
encenação as questões éticas,
Mas, importam as
encenações peripatéticas,
Que privatizam a fé
para meros fins políticos,
Com os
sentimentalismos religiosos acríticos.
Enleva-se aos céus
uma estética do espetáculo,
Tão diluída pelas
redes sociais para o tentáculo,
Que espera um retorno
de apreciação elogiosa,
Da fé, feita produto
para a dominação mimosa.
Nesta religião sem
fundamento da sua razão,
O mero entretenimento
substitui na emoção,
Todo serviço pelo
bem-comum comunitário,
Mas, engole tema
encenado pelo missionário.
Entre atrativos
palcos, atores e expectadores,
Criam-se mundos
imaginários de esplendores,
Do que poderá ser
feito com sugeridos líderes,
Que, todavia, não
passam de maus-caracteres.