Mistério insondável de um povo,
Que elege um líder sem corcovo,
Para controlar a compulsividade,
Quer ser um dono da sociedade.
Visível queda da função mental,
Alucinado com a obsessão letal,
De matar para ser o super-herói,
Reina como se fosse um caubói.
Em sinais de irresponsabilidade,
Encontra, escorado por lealdade,
Um séquito de outros dementes,
Satisfeito pelos atos indecentes.
O largo suporte das alucinações,
Dá ao mandante as pífias razões,
De vivenciar o delírio e a loucura,
E que afirma sua excelsa diabrura.
Seus bajuladores sabem difundir,
E por toda mídia, muito espargir,
Variações obsessivo-compulsivas,
De suas esbravejantes invectivas.
Pensa-se num rol sobre-humano,
Em seu delírio mórbido e insano,
Sem respeito e sem sentimentos,
Para alcançar estúpidos intentos.
Faz alianças e acordos unilaterais,
Para forçar nas submissões leais,
Raças, povos e culturas originais,
A engolir suas loucuras pessoais.
Somente vê o que pode ajuntar,
E domínios que pode deslindar,
Para delirar na obsessão de fruir,
Mania de grandeza por destruir.
No pensamento e juízo alterado,
Vomita muito ódio por todo lado,
E, com a demência da sua ordem,
Alarga muito caos e a desordem.
Mais que suposto deus demente,
Inquieta o humano contingente,
O largo suporte servil e corsário,
Que o adora como um arbitrário.