Passado o status da sabedoria,
Eis outra novidade de euforia:
Poder de quem pode mandar,
E dar ordens para subordinar.
Poder de mandar fez aliança,
Por meio de devotada fiança:
Pacto com mídia veiculadora,
Para informar a ação redentora.
Informação mobiliza as mentes,
Até para as opiniões dementes,
De seguir mandante paranoico,
E vê-lo como salvador heroico.
Assimila-se o mais informado,
Pelo agente bem dissimulado,
Num tom seguro e categórico,
Como lídimo anúncio retórico.
Mentira repetida fica verdade,
Ante suposta ação de maldade,
Leva a tolerar o ato mandante,
E aceita sua razão demandante.
A guerra escancara a mentira,
Que justifica os motivos de ira,
Esconde toda a ação hedionda,
Fanatiza para manipulada onda.
Néscios desinformados engolem,
E fazem que os ouvintes rebolem,
Com o veiculado com interesses,
Para locupletar as suas benesses.
Manchete burilada e manipulada,
Produz passiva inércia acomodada,
De aceitar sem capacidade crítica,
Toda a ideologia ocultada na tática.
Na tática de produzir larga adesão,
Pesa toda maldade da malversação,
Que insinua como real e verdadeiro,
Para alcançar outro fim interesseiro.
Falso misticismo estimula a paixão,
E desperta emotivismo na exaustão,
Para eliminar todo suposto inimigo,
Acusado por representar um perigo.
Na involução da sabedoria humana,
Manifesta-se a perfídia toda insana,
De quem se coloca no lugar errado,
E se pensa um psicótico abençoado.
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