quinta-feira, 19 de março de 2026

O PODER DE INFORMAR

 


Passado o status da sabedoria,

Eis outra novidade de euforia:

Poder de quem pode mandar,

E dar ordens para subordinar.

 

Poder de mandar fez aliança,

Por meio de devotada fiança:

Pacto com mídia veiculadora,

Para informar a ação redentora.

 

Informação mobiliza as mentes,

Até para as opiniões dementes,

De seguir mandante paranoico,

E vê-lo como salvador heroico.

 

Assimila-se o mais informado,

Pelo agente bem dissimulado,

Num tom seguro e categórico,

Como lídimo anúncio retórico.

 

Mentira repetida fica verdade,

Ante suposta ação de maldade,

Leva a tolerar o ato mandante,

E aceita sua razão demandante.

 

A guerra escancara a mentira,

Que justifica os motivos de ira,

Esconde toda a ação hedionda,

Fanatiza para manipulada onda.

 

Néscios desinformados engolem,

E fazem que os ouvintes rebolem,

Com o veiculado com interesses,

Para locupletar as suas benesses.

 

Manchete burilada e manipulada,

Produz passiva inércia acomodada,

De aceitar sem capacidade crítica,

Toda a ideologia ocultada na tática.

 

Na tática de produzir larga adesão,

Pesa toda maldade da malversação,

Que insinua como real e verdadeiro,

Para alcançar outro fim interesseiro.

 

Falso misticismo estimula a paixão,

E desperta emotivismo na exaustão,

Para eliminar todo suposto inimigo,

Acusado por representar um perigo.

 

Na involução da sabedoria humana,

Manifesta-se a perfídia toda insana,

De quem se coloca no lugar errado,

E se pensa um psicótico abençoado.

 

 

 

 

 

 

 

 

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