quarta-feira, 1 de julho de 2026

O BEM COMUM

 


Visto como um tesouro acessível,

Para garimpar de modo incrível,

É a tentação do enriquecimento,

Para o particular e rico fomento.

 

Declarar direitos de propriedade,

Produz legislação e arbitrariedade,

Favoráveis aos benefícios pessoais,

E apatia ante as aspirações sociais.

 

Subsidiariedade importa tão pouco,

Diante do clamor insistente e rouco,

Dos que defendem o bem-comum,

Frente ao particularismo incomum.

 

Impõe-se direito de posse particular,

Sem as condições sociais melhorar,

E o valor da dignidade das pessoas,

É desconsiderado ante posses boas.

 

Engole a dignidade do ser humano,

Ele vira refém de ambicioso insano,

Já alienado da virtude colaboradora,

Que visa a sociabilidade animadora.

 

Ambição particular sem bem-comum,

Vira narcisismo do cheiro de bodum,

Que dispersa toda a subsidiariedade,

A capaz de engrandecer a sociedade.

 

Uma consciência de bela identidade,

De quem colaborou com a sociedade,

Não decorre da usurpação de direitos,

Para locupletar os individuais preitos.

 

O direito de controlar a própria vida,

Na colaboração cordial e enternecida,

Como membro da organização social,

Não combina com a ambição pessoal.

 

Cultivo da responsabilidade cultivada,

Transcende toda acumulação privada,

Tão venerada pelo perverso sistema,

Pois fita a partilha do bom emblema.

 

Uma subsidiariedade bem arraigada,

Com a solidariedade, de mão dada,

Mina a absolutização dos interesses,

De tantas apatias a sociais benesses.

 

O planeta e os direitos de igualdade,

Não autorizam a induzida maldade,

De explorar pessoas e bem coletivo,

Para um acumulante status efetivo.

 

 

 

 

 

 

 

<center>O BEM COMUM</center>

  Visto como um tesouro acessível, Para garimpar de modo incrível, É a tentação do enriquecimento, Para o particular e rico fomento....