Desde os vetustos imperialismos,
Poder tirânico com mecanismos,
Dobra nações, povos e culturas,
Sob as arrogâncias de bravuras.
Interpretam-se bem perspicazes,
E anunciam por meios loquazes,
O empenho ágil pela libertação,
Do povo refém duma escravidão.
Logo baixam regras e exigências,
Para espoliar sob as indecências,
Povo já definhado pela opressão,
E o roubam com nova legislação.
Persistem desde muitos milênios,
Os similares processos de gênios,
Paranóicos a perpetrar um hábito,
De subjugar com força de exército.
Humanos especialistas para matar,
Intimidam para os poderes dilatar,
Sob um silêncio vigiado e forçado,
Para nenhuma ação de desagrado.
Assim dobram-se vastas multidões,
Com belas e estapafúrdias ilusões,
E prossegue velha tática espoliadora,
A rígida e bárbara ação exploradora.
Antigo personagem bíblico, Zacarias,
Já desejava a pobres, melhores dias,
Desde que reis a serem empossados,
Se curvassem a pobres necessitados.
Só poderiam entrar em suas cidades,
Sem os desfiles das forças militares,
E suas armas deveriam ser fundidas,
Para as múltiplas obras enternecidas.
Sob a entrada humilde e desarmada,
Deveriam honrar a palavra divulgada,
E não manipular o povo tão sofrido,
E locupletar seu núcleo enriquecido.
Jesus Cristo ratificaria tal
proposta,
E se dobrou ante multidão exposta,
Sem chance de algo digno esperar,
E apontou um jeito para se renovar.
A razão do reino seria o de serviço,
Sem explorar um povo já submisso,
E atrelado ao conformismo passivo,
Sem a menor chance dum lenitivo.
Ele ergueu fraqueza toda decaída,
E lhe apresentou uma solidária saída,
Contra investida cruel e imperialista,
Como arrogante besta materialista.
Se o poder é desprovido de serviço,
Vira o belo imbróglio de desserviço,
Que suga raça, o país e a população,
Apenas para alargar auto-afirmação.
Jugos mais leves e suaves do poder,
Requerem novo modo de proceder,
Sem tantas hierarquias privilegiadas,
Para suas vantagens não justificadas.
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