Estímulo midiático a corpo consumido,
Faz dele o objeto de alcance
aguerrido,
Para produzir fantasias com
erotismos,
De isolados a fazer sexo ante
nudismos.
Cresce espanto ante humana carência,
De alguém a tocar corpo com decência,
Para gestos singelos de interação
vital,
A valorizar vida num corpo
existencial.
Exploração de corpos para as
fantasias,
O comércio lucrativo a roubar
cortesias,
Coisifica o corpo e sua grandeza da
vida,
E o reduz a objeto para a ação
brandida.
Ação simbólica ante corpo denegrido,
Na abstração do pão sagrado digerido,
Levou, na Idade Média, a ato adorável,
De visualizar e adorar hóstia
venerável.
Hóstia adorada sem memória da fonte,
Matou o simbólico e valioso vergonte,
Do quanto Jesus agiu e proporcionou,
Para bom jeito humano que valorizou.
Despedida dos discípulos com o sinal,
Do pão e do vinho para o novo natal,
Expressou, nesta mediação de festa,
Que desejava ser lembrado na gesta:
Associar corpo e sangue à recordação,
Simboliza uma radical e profunda ação,
Em favor de novo sentido para a vida,
Para as multidões sob vida espoliada.
Consagrar o pão e do vinho se reporta,
À lídima essência de Jesus que
importa,
Para viver numa crescente comunhão,
Através dos sinais de comunitária
ação.
Sem o memorial para hóstia adorada,
Virou vulgar magia teatral propagada,
Para olhar e contemplar o ostensório,
E haurir fartas graças sob um
oratório.
Surgiu, então, a reação de bom-senso,
De integrar a arte, simbologia e
senso,
A enaltecer os sinais da rica
memória,
Que Jesus Cristo deixou para a
história.
Já sem a antiga conotação
triunfalista,
Caminhada com simbologia eucarística,
Lembra, num corpo de carne e sangue,
Atos contra os meios de morte
exangue.
Alegria de festar pelo corpo de
Cristo,
Lembra que corpo humano não é cisto,
A ser extirpado da profícua catolicidade,
Pois, como Jesus, valoriza
corporeidade.