terça-feira, 30 de junho de 2026

HUMANIDADE ECOSSOCIAL

 


Mais que sonho e ardente desejo,

Torna-se necessário um lampejo,

De pensar para além da ideia fixa,

De crescer e ampliar a diária rixa.

 

A perversa noção liberal de ação,

Mapeou a mente pela obsessão,

Dum crescimento linear infinito,

Sem perceber condição do finito.

 

Ante inúmeros sinais de colapso,

Da humana lida cheia de relapso,

Sinais de morte de ecossistemas,

Apontam ameaçadores dilemas:

 

Obsessão pelo crescimento linear,

Que devasta tudo para consumar,

Por mais posses, com acumulação,

Exaure efetiva e terrena condição.

 

A ecologia em estado agonizante,

Revela o desequilíbrio constante,

Do cego e mórbido crescimento,

Do tipo de mercado de fomento.

 

Se uma produção destrói ecologia,

Aumenta os colapsos de cada dia,

E afeta com dor a ecossocialidade,

Que ameaça a vida da humanidade.

 

Farto bem-estar para alguns poucos,

Sob a exploração de tantos amoucos,

Elimina pessoas e recursos naturais,

Por ambições de direitos especiais.

 

Nas governanças mais autoritárias,

Com as autocracias mais temerárias,

São favorecidas as pequenas elites,

Insaciáveis, e com vorazes apetites.

 

Não admitem o bom discernimento,

Para reorientar todo abastecimento,

Para a real diminuição de produção,

E um decrescimento na acumulação.

 

Para a frente do sistema de mercado,

Precisam os oligopólios dum recado,

Pois os seus poderes de corporação,

Deixam vida do planeta na inanição.

 

Menos crescimento e mais fruição,

Para mais justa e respeitosa ação,

Configura-se como plano redentor,

A obstinado crescimento explorador.

 

 

 

 

 

 

 

 

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