Com tanta máquina processadora,
De produção altamente inovadora,
Atinge-se a algorítmica da conduta,
Para conduzir toda humana labuta.
Entraram até nas políticas sociais,
E capturam as boas forças vitais,
Para desviar o elementar direito,
Da relação amigável e bom jeito.
Estabelecem política do privilégio,
De poucos no precípuo sortilégio,
De manipular toda a informação,
Propensa para subjetiva aspiração.
Longe de convergência e consenso,
Importa produzir um largo dissenso,
Favorável ao individualismo egóico,
De um cargo político nada heroico.
Distantes de visar vida comunitária,
Agem para sua ambição voluntária,
Sem um desvelo pelo bem-comum,
Só propenso ao oligárquico bondum.
Produzem a falsa imagem do amigo,
Que mobiliza ação contra o inimigo,
E engendram política da inimizade,
Para os interesses de arbitrariedade.
Fito na apropriação e lucro
ilimitado,
Leva à captura dum vasto eleitorado,
Que assegure interesse corporativo,
Sobre qualquer comunitário objetivo.
As posturas adversas e discordantes,
Tão pouco submissas e concordantes,
Precisam concordar com a persuasão,
De eleger o bom candidato da retidão.
Insinuado como merecedor de adesão,
Ele representa interesseira
concepção,
Que manipula todo afeto para repulsa,
Contra todo o distinto da elitista
mulsa.
Envolvem a pessoa no agir induzido,
Para ser mero e submisso conduzido,
Que já não se vende com o seu voto,
Mas é capturado pelo pensar devoto:
Fraudado no elã do saber cognitivo,
Ali se mapeia todo seu voto decisivo,
Para o poder, não emanado do povo,
Mas de sutil e algorítmico jogo novo.
A mente afoita por ideia manipulada,
Não questiona a indicação insinuada,
Legitima uma categoria manipuladora,
Como a única de mediação salvadora.
Congresso dos amigos contra inimigos,
Esquece anseios para imputar
castigos,
Aos que reivindicam ações favoráveis,
Para coletivas necessidades
inevitáveis.
Se razão da política é ação para o
povo,
Do qual emana um poder para renovo,
Cabe ainda escolher quem foi sensível,
Antes de aspirar político poder indizível.
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