Velha tentação de priorizar
sacrifícios,
De ordinária reza para divinos
ofícios,
Remete a risco de desvirtuar a
religião,
No centralizar-se formalismo sem
ação.
Fiéis profetas do primeiro
testamento,
Denunciaram estranho comportamento,
De múltiplos sacrificialismos para
Deus,
Para que Ele ajudasse aos planos
seus.
Fito da viciada noção de fé
maniqueísta,
Tornava-a uma mediação de conquista,
Para combater rivais da mesma
religião,
Que invocavam ajuda de Deus para
ação.
Entre tribos da judaica religião de
Israel,
Confrontaram-se em guerra muito
cruel,
Entre fervorosos do norte e o sul do
país,
Sob um mesmo Deus, e de modo infeliz.
Iria Deus socorrer, nesta religião
vulgar,
Tribos de sacrifícios iguais para
derrotar,
Em fratricídio, sob auspícios da
religião,
Que não produzia sinais de boa ação?
O profeta Oséias indignado com o
ódio,
Cultivado sob o religioso e santo
pódio,
De cada um predominar sobre os
demais,
Não apoiava matança e combates
brutais.
Metidos na absurda aventura da
guerra,
Tribos em fratricida matança por
terra,
Produziam no infortúnio geral ao
povo,
A vida distante de Deus para o renovo.
Oséias anteviu que Deus não ajudaria,
Pois, o sacrifício vazio nada
agregaria,
E, Ele aguardaria boas obras de amor,
Para evitar todo infortúnio do
terror.
A fé sacrificial não passava de
orvalho,
Que em poucas horas virava frangalho,
Porque sob múltiplas liturgias
solenes,
Não se mudavam as maldades infrenes.
Tantos cultos contra seres humanos,
Conotam mimetismo de ledos enganos,
Para justificar, em nome do Deus bom,
Combate a similares como divino dom.
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