No fantástico avanço da técnica,
Criou-se a larga e precípua ética,
De ir além da fronteira do limite,
Para alargar o insaciável apetite.
Altamente eficaz com algoritmos,
Altera diários e regulares ritmos,
E torna-se a necessária mediação,
Para a humana intercomunicação.
Extraordinário poder de encanto,
Chega a todo ambiente e recanto,
Para ocupar a mente e informa-la,
Sobre tudo quanto possa agradá-la.
Preenche informações dos desejos,
Para saciar os mais inusitados ejos,
Mas não ajuda com discernimento,
A fornecer o bom e humano alento.
Informa tudo sobre quanto ocorre,
E sobre tudo do quanto transcorre,
E que povoa o psiquismo humano,
Para deixa-lo num cômodo abano.
Pensa pelo indivíduo e lhe sugere,
Largo pensamento que lhe aufere,
Onipotência para julgar o mundo,
E inserir-se no seu jeito iracundo.
Substitui família e a comunidade,
E ocupa subjetiva personalidade,
Para moldar as suas percepções,
E ser companheira de ocupações.
Condiciona modo de pensar e agir,
Com nova modalidade de interagir,
Em que polarização é centralizada,
Em uma agressiva ação desacatada.
Ataca-se sob uma mente formatada,
Num espírito de guerra disparatada,
Tudo quanto diverge o pensamento,
Gestado por um algorítmico alento.
Assim, cortesia, bondade e respeito,
Cedem para o estimulado despeito,
A companhia diária do vício virtual,
Que não viabiliza uma escuta frugal.
Poderia virtualidade não substituir,
Pertença a comunidade para fruir,
Mediação para valiosa auto-estima,
Decorrente de uma coletiva estima.
Sonho que consumo de informação,
Ajude a criar relacionamento e ação,
Para a vivência de mais cordialidade,
Numa satisfatória vida em sociedade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário