sábado, 2 de maio de 2026

NARCISO EUSTÁQUIO - O MIRÍFICO

 

 

Focado na consciência salvífica,

Narciso percebeu rota magnífica,

Para sobrepor o poder majestoso,

E vender a imagem de portentoso.

 

Ao substituir regras das instituições,

Para validar apenas suas prescrições,

Descobriu um novo mito esplêndido,

De ser reinante forte, nada cândido.

 

A imensa exposição da sua imagem,

Exposta e veiculada como miragem,

Permite que se sinta líder poderoso,

Capaz de criar o mundo maravilhoso.

 

No poder da sua típica incoerência,

Faz o resto monitorar a clemência,

Porque mudança de palavra e ação,

Facultam sua tática para submissão.

 

Sente-se no direito de tutorar países,

Apesar de lhes criar constantes crises,

E intervém sobre tudo o que interessa,

Para alavancar o gênio da sua cabeça.

 

Presumido direito de espoliar petróleo,

No seu intervencionismo para espólio,

Quer que o resto dependa apenas dele,

E se submeta ao que seu delírio impele.

 

Desconsidera tarifas e regras comerciais,

Para imputar suas cobranças escomunais,

E para se apreciar no espelho esplêndido,

A imagem venerável do lídimo excêntrico.

 

O espelho da sua visualização imagética,

Não requer nenhuma boa postura ética,

Mas estampar em prédios e passaportes,

A figura a simbolizar mirabolantes sortes.

 

No ruidoso tratoraço sobre a democracia,

Eustáquio revela o que de fato reverencia:

Poder para se empanturrar de acumulação,

E deixar o resto do mundo na pura inanição.

 

 

 

 

 

 

NARCISO EUSTÁQUIO DO PETRÓLEO

 


Narciso Eustáquio alimentou-se do ar,

Do império anglo-americano de voar,

E, andar em carro potente e vistoso,

Para ascender no alto e sublime gozo.

 

Sua cultura relacionada ao petróleo,

Obcecou o seu olhar para o portfólio,

Da cega apropriação da energia fóssil,

Das mãos de todo proprietário indócil.

 

Com os seus superpotentes motores,

Que fascinam imaginários superiores,

Sabe bem que os fluxos do petróleo,

Engrandecem o troféu do seu espólio.

 

Como novo e astuto pirata flibusteiro,

Quer direito de agir no mundo inteiro,

Para consolidar sua base imperialista,

E assegurar a sua perversa conquista.

 

Vive dum direito de vender narrativa,

Da ascensão e velocidade automotiva,

Como mediação que amplia qualidade,

Dum sujeito que se eleva na sociedade.

 

Consumismo amplamente divulgado,

Depende, essencialmente, do legado,

Proveniente de combustíveis fósseis,

Dos fornecedores atrelados e dóceis.

 

Mais potência e mais consumo diário,

Propiciam o seguro e vigoroso ideário,

Para auto-imagem elevada e superior,

De quem come petróleo no seu ardor.

 

O mundo feito refém do combustível,

Resiste à opção de energia renovável,

Pois o petróleo garante a hegemonia,

De quem abastece sedenta freguesia.

 

Nada importam largas desigualdades,

Decorrentes de piratarias e maldades,

Para centralizar comércio do petróleo,

E apossar-se do planeta para o espólio.

 

Com olhar preto do adorado petróleo,

Narciso Eustáquio delira com o gasóleo,

Insensível ao que degrada na natureza,

Pois o deixa poderoso sobre a pobreza.

 

Agenciador de conflitos humanos atuais,

Age todo truculento contra os seus rivais,

E boicota energia não vinda do petróleo,

Porquanto constitui seu deus do espólio.

 

 

<center>NARCISO EUSTÁQUIO - O MIRÍFICO</center>

    Focado na consciência salvífica, Narciso percebeu rota magnífica, Para sobrepor o poder majestoso, E vender a imagem de portento...