terça-feira, 26 de maio de 2026

ZIGURATES DE BABEL

 

 

A mais fértil região do mundo antigo,

A Mesopotâmia, virou inseguro jazigo,

Porquanto a disputa pelas boas terras,

Virou um alvo para sangrentas guerras.

 

Dominante cultura babilônica e assíria,

Expressava poder e agia como Valkíria,

Para matar em função de mais domínio,

E adorar os mecanismos de extermínio.

 

Sob a língua predominante da ambição,

Fracassou sua ambicionada construção,

De um zigurate que elevaria seu poder,

Para ratificar grandeza do engrandecer.

 

Na confusão da linguagem da ambição,

Desapareceu todo bom-senso da gestão,

E edificação do magnífico espaço político,

Religioso-administrativo, ficou impacífico.

 

Perdeu-se simplesmente o traço humano,

Para o vistoso espetáculo do ruído insano,

Do reino do poder ambicioso absolutizado,

Como o autônomo sobre o humano legado.

 

Como a síndrome da antiga torre de Babel,

Zigurates do poder, lucro e fama a granel,

Gestam linda narrativa que desvia pessoa,

Para mobilizar pela guerra que mata à toa.

 

Nada mais importa mundo justo e solidário,

E já sumiu do radar do progresso ordinário,

A apontar a educação para trato respeitoso,

Mas ampliar violência para um sádico gozo.

 

Humanos, meras caricaturas e estereótipos,

Sem história e identidade de bons protótipos,

Meros meios para aumentar a torre do poder,

Permitem esnobar opulência sem enternecer.

 

Incomunicação gerada pelo poder desejado,

Vale-se da inteligência artificial por todo lado,

Para justificar horrendo paradigma da guerra,

Torre do Deus soberano no zigurate na Terra.

 

 

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