Muito se apregoa sobre dinossauros,
Monstros antigos e sobre minotauros,
Famintos usurpadores da vida alheia,
A nem sossegar com a barriga cheia.
Tempos mais recentes culpam os lobos,
A fazer humanos laboriosos de bobos,
Pois roubam suas galinhas domésticas,
Como fantasmas de táticas
pernósticas.
Lobos maus foram extintos do espaço,
Ante a desejada ampliação de terraço,
Que os humanos quiseram aquilatar,
Como fantasmas para tudo conquistar.
Se os lobos eram o símbolo do flagelo,
Enquanto que gato e cachorro singelo,
Associado ao horror da caça impávida,
Eram mimados na sua conquista ávida.
Humanos feitos os maiores predadores,
Devastam natureza e seus esplendores,
Invadindo espaços de animais e
floras,
Desrespeitam as múltiplas
microfloras.
Não deram o direito para lobos
chorar,
Morte de seus entes queridos e seu
lar,
Porque queriam seguro espaço para si,
Mas sentem o fantasma do próprio
xixi.
Acharam que existia bicho em excesso,
Para avançar num obcecado progresso,
E veem que já existem pessoas demais,
Para ambições exterminadoras de
rivais.
Do imagético terror pelo esperto
lobo,
O fantasma da mortalidade de englobo,
Massacra a espécie humana invasora,
Sob suas histórias de guerra
aterradora.
Mata-se gente como na Faixa de Gaza,
E nos escombros sem sequer cova rasa,
Permite que ratos, comedores vorazes,
Agridam seres vivos em perigos
vivazes.
Não se intimidam e atacam as pessoas,
E como as pessoas humanas nada boas,
Exterminam para impor o seu domínio,
Impondo à condição humana o declínio.
O desejo da imortalidade acumuladora,
Sem animadora perspectiva redentora,
Continua a apostar em armas de morte,
E anula a espécie humana da sua
sorte.
Fantasma raivoso e vingativo da
ambição,
Persegue os mandantes na
procrastinação,
De invadir os espaços alheios para
matar,
Apenas para garantir meio de se
aquilatar.
A cada dia mais perdem a outra
invasão,
Dos micro-organismos em ordenada
ação,
Que comem os seus cérebros
deturpados,
E matam os pelos espaços ambicionados.
Mais que eliminar ratos a atacar
crianças,
Os humanos com as guerreiras
lambanças,
Constituem fantasma da morte no
planeta,
Sob um toque triste e fúnebre da
trombeta.
Se lobos devoravam galinhas no
terreiro,
Porque humanos invadiram seu
canteiro,
Hominídeos invadem, matam pelo desejo,
De mais posse e espaço para mórbido
ejo.
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