quarta-feira, 20 de maio de 2026

DEVASTADORES INSACIÁVEIS

 

                             

Muito se apregoa sobre dinossauros,

Monstros antigos e sobre minotauros,

Famintos usurpadores da vida alheia,

A nem sossegar com a barriga cheia.

 

Tempos mais recentes culpam os lobos,

A fazer humanos laboriosos de bobos,

Pois roubam suas galinhas domésticas,

Como fantasmas de táticas pernósticas.

 

Lobos maus foram extintos do espaço,

Ante a desejada ampliação de terraço,

Que os humanos quiseram aquilatar,

Como fantasmas para tudo conquistar.

 

Se os lobos eram o símbolo do flagelo,

Enquanto que gato e cachorro singelo,

Associado ao horror da caça impávida,

Eram mimados na sua conquista ávida.

 

Humanos feitos os maiores predadores,

Devastam natureza e seus esplendores,

Invadindo espaços de animais e floras,

Desrespeitam as múltiplas microfloras.

 

Não deram o direito para lobos chorar,

Morte de seus entes queridos e seu lar,

Porque queriam seguro espaço para si,

Mas sentem o fantasma do próprio xixi.

 

Acharam que existia bicho em excesso,

Para avançar num obcecado progresso,

E veem que já existem pessoas demais,

Para ambições exterminadoras de rivais.

 

Do imagético terror pelo esperto lobo,

O fantasma da mortalidade de englobo,

Massacra a espécie humana invasora,

Sob suas histórias de guerra aterradora.

 

Mata-se gente como na Faixa de Gaza,

E nos escombros sem sequer cova rasa,

Permite que ratos, comedores vorazes,

Agridam seres vivos em perigos vivazes.

 

Não se intimidam e atacam as pessoas,

E como as pessoas humanas nada boas,

Exterminam para impor o seu domínio,

Impondo à condição humana o declínio.

 

O desejo da imortalidade acumuladora,

Sem animadora perspectiva redentora,

Continua a apostar em armas de morte,

E anula a espécie humana da sua sorte.

 

Fantasma raivoso e vingativo da ambição,

Persegue os mandantes na procrastinação,

De invadir os espaços alheios para matar,

Apenas para garantir meio de se aquilatar.

 

A cada dia mais perdem a outra invasão,

Dos micro-organismos em ordenada ação,

Que comem os seus cérebros deturpados,

E matam os pelos espaços ambicionados.

 

Mais que eliminar ratos a atacar crianças,

Os humanos com as guerreiras lambanças,

Constituem fantasma da morte no planeta,

Sob um toque triste e fúnebre da trombeta.

 

Se lobos devoravam galinhas no terreiro,

Porque humanos invadiram seu canteiro,

Hominídeos invadem, matam pelo desejo,

De mais posse e espaço para mórbido ejo.

 

 

 

 

 

 

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