Narciso Eustáquio alimentou-se do ar,
Do império anglo-americano de voar,
E, andar em carro potente e vistoso,
Para ascender no alto e sublime gozo.
Sua cultura relacionada ao petróleo,
Obcecou o seu olhar para o portfólio,
Da cega apropriação da energia
fóssil,
Das mãos de todo proprietário
indócil.
Com os seus superpotentes motores,
Que fascinam imaginários superiores,
Sabe bem que os fluxos do petróleo,
Engrandecem o troféu do seu espólio.
Como novo e astuto pirata flibusteiro,
Quer direito de agir no mundo
inteiro,
Para consolidar sua base
imperialista,
E assegurar a sua perversa conquista.
Vive dum direito de vender narrativa,
Da ascensão e velocidade automotiva,
Como mediação que amplia qualidade,
Dum sujeito que se eleva na
sociedade.
Consumismo amplamente divulgado,
Depende, essencialmente, do legado,
Proveniente de combustíveis fósseis,
Dos fornecedores atrelados e dóceis.
Mais potência e mais consumo diário,
Propiciam o seguro e vigoroso
ideário,
Para auto-imagem elevada e superior,
De quem come petróleo no seu ardor.
O mundo feito refém do combustível,
Resiste à opção de energia renovável,
Pois o petróleo garante a hegemonia,
De quem abastece sedenta freguesia.
Nada importam largas desigualdades,
Decorrentes de piratarias e maldades,
Para centralizar comércio do
petróleo,
E apossar-se do planeta para o
espólio.
Com olhar preto do adorado petróleo,
Narciso Eustáquio delira com o
gasóleo,
Insensível ao que degrada na
natureza,
Pois o deixa poderoso sobre a
pobreza.
Agenciador de conflitos humanos
atuais,
Age todo truculento contra os seus
rivais,
E boicota energia não vinda do
petróleo,
Porquanto constitui seu deus do
espólio.
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