sábado, 2 de maio de 2026

NARCISO EUSTÁQUIO DO PETRÓLEO

 


Narciso Eustáquio alimentou-se do ar,

Do império anglo-americano de voar,

E, andar em carro potente e vistoso,

Para ascender no alto e sublime gozo.

 

Sua cultura relacionada ao petróleo,

Obcecou o seu olhar para o portfólio,

Da cega apropriação da energia fóssil,

Das mãos de todo proprietário indócil.

 

Com os seus superpotentes motores,

Que fascinam imaginários superiores,

Sabe bem que os fluxos do petróleo,

Engrandecem o troféu do seu espólio.

 

Como novo e astuto pirata flibusteiro,

Quer direito de agir no mundo inteiro,

Para consolidar sua base imperialista,

E assegurar a sua perversa conquista.

 

Vive dum direito de vender narrativa,

Da ascensão e velocidade automotiva,

Como mediação que amplia qualidade,

Dum sujeito que se eleva na sociedade.

 

Consumismo amplamente divulgado,

Depende, essencialmente, do legado,

Proveniente de combustíveis fósseis,

Dos fornecedores atrelados e dóceis.

 

Mais potência e mais consumo diário,

Propiciam o seguro e vigoroso ideário,

Para auto-imagem elevada e superior,

De quem come petróleo no seu ardor.

 

O mundo feito refém do combustível,

Resiste à opção de energia renovável,

Pois o petróleo garante a hegemonia,

De quem abastece sedenta freguesia.

 

Nada importam largas desigualdades,

Decorrentes de piratarias e maldades,

Para centralizar comércio do petróleo,

E apossar-se do planeta para o espólio.

 

Com olhar preto do adorado petróleo,

Narciso Eustáquio delira com o gasóleo,

Insensível ao que degrada na natureza,

Pois o deixa poderoso sobre a pobreza.

 

Agenciador de conflitos humanos atuais,

Age todo truculento contra os seus rivais,

E boicota energia não vinda do petróleo,

Porquanto constitui seu deus do espólio.

 

 

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