Apesar da multiplicidade de línguas,
Variedade de supostas protolínguas,
Os seus signos e códigos simbólicos,
Geram desencontros estrambólicos.
Como entender significado múltiplo,
Das letras do cotidiano falar
público,
Com denotação e símbolos variados,
Para comunicar os humanos agrados?
Se falas geram tantas dissonâncias,
Seus significados inibem reatâncias,
E interação se impregna de dúvidas,
Sem atingir finalidades pretendidas.
Experiência bíblica intuiu linguagem,
Do amor como boa metalinguagem,
Para o bom entendimento universal,
E para integração respeitosa e
global.
Imagem dos ziguerates babilônicos,
Expressão de intentos antagônicos,
Vinculou à torre de Babel o dissenso,
Que confundiu alcance de consenso.
Na mesma língua, vontade de poder,
Impediu a capacidade de entender,
Para um projeto de coletivo alcance,
Que ampliasse uma sociável nuance.
A idolatria do poder gerou confusão,
Que explicitou a efetiva e real
divisão,
Para construção de uma torre visada,
E expressar a sua grandeza
idolatrada.
Tal unidade perdida na torre de
Babel,
Intuía efusão de bom-senso em Israel,
Para reconstruir esta unidade
perdida,
Com a nova constituição estabelecida:
Lei dos dez mandamentos para o povo,
Promulgava bom-senso de um renovo,
Para participar e alargar desejo
divino,
E superar o desentendimento cretino.
No entanto, a petrificação da
ambição,
Não gestou bons frutos da
constituição,
Pois, boa convivência na
reciprocidade,
Não chegou a efetuar-se na sociedade.
Para rabinos, setenta línguas de
fogo,
Sobre os mentores do agir pedagogo,
Deram a constituição à humanidade,
Para bom jeito de Deus na saciedade.
Pouco êxito deste anseio de unidade,
Em Cristo, naquela dividida
sociedade,
Fitou o Pentecostes inverso de Babel,
Da linguagem do amor com seu papel:
Língua universal
anti-desentendimento,
Irrompia como o bom espírito de
alento,
Através da bondade da fala não
verbal,
Para uma inovadora forma
institucional.
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