Proximidade da festa de Pentecostes,
Movimenta algumas católicas hostes,
Que celebram o êxtase do seu fervor,
Ao seu divino Espírito santo
redentor.
Suposição de que ele renova a Igreja,
Nos moldes das formas de sua peleja,
Precisa sob lídima concepção sectária,
Modificar o jeito da vida
comunitária.
Na mística de um itinerário
exotérico,
Iniciados devem vencer mal quimérico,
E ao captarem as vozes deste
Espírito,
Arregimentar-se no religioso
exército.
Com poderes acima daqueles normais,
Ação de milagres e curas
supranormais,
Elevam o poder de engaiolar os
fracos,
E manipular muitos psiquismos opacos.
Se espírito de Jesus não é
patrimônio,
Não serve para lutar contra demônio,
Nem para doutrina e dogma absoluto,
De um grupo seleto com dote arguto.
Poucos lembram consolação de Jesus,
Que não prometeu espírito que reluz,
Advindo do além deste mundo frágil,
Para socorrer quem é esperto e ágil.
Talvez seja mais audível no silêncio,
Do que no grito enfático de anúncio,
Na modalidade religiosa petrificada,
Da fixidez de concepção esclerosada.
Espírito auferido de Jesus, no
consolo,
É para defesa do que afasta apóstolo,
Da coerência fiel ao projeto do
Reino,
Sem atrofia da mesmice de sub-reino.
O Espírito de Jesus desvela o
essencial,
Que desvincula todo Ego promocional,
De quem se sente auferido de poderes,
A dominar, sob seus próprios
quereres.
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