sábado, 2 de maio de 2026

NARCISO EUSTÁQUIO - O MIRÍFICO

 

 

Focado na consciência salvífica,

Narciso percebeu rota magnífica,

Para sobrepor o poder majestoso,

E vender a imagem de portentoso.

 

Ao substituir regras das instituições,

Para validar apenas suas prescrições,

Descobriu um novo mito esplêndido,

De ser reinante forte, nada cândido.

 

A imensa exposição da sua imagem,

Exposta e veiculada como miragem,

Permite que se sinta líder poderoso,

Capaz de criar o mundo maravilhoso.

 

No poder da sua típica incoerência,

Faz o resto monitorar a clemência,

Porque mudança de palavra e ação,

Facultam sua tática para submissão.

 

Sente-se no direito de tutorar países,

Apesar de lhes criar constantes crises,

E intervém sobre tudo o que interessa,

Para alavancar o gênio da sua cabeça.

 

Presumido direito de espoliar petróleo,

No seu intervencionismo para espólio,

Quer que o resto dependa apenas dele,

E se submeta ao que seu delírio impele.

 

Desconsidera tarifas e regras comerciais,

Para imputar suas cobranças escomunais,

E para se apreciar no espelho esplêndido,

A imagem venerável do lídimo excêntrico.

 

O espelho da sua visualização imagética,

Não requer nenhuma boa postura ética,

Mas estampar em prédios e passaportes,

A figura a simbolizar mirabolantes sortes.

 

No ruidoso tratoraço sobre a democracia,

Eustáquio revela o que de fato reverencia:

Poder para se empanturrar de acumulação,

E deixar o resto do mundo na pura inanição.

 

 

 

 

 

 

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