quinta-feira, 11 de junho de 2026

NA SINA DO LUCRO

 


Sob a ordem central de produzir,

Economia se recria para seduzir,

Que o grande objetivo da vida,

Requer uma obsessão aguerrida:

 

O bom desempenho gera lucro,

Mediante relacionamento xucro,

Que entorpece toda consciência,

Para evitar uma boa convivência.

 

Belo ideal de unidade e pertença,

Fica para o pobre de cega crença,

Ineficaz ao culto da auto-imagem,

Com adoração da sua bombagem.

 

Quando a especulação é segredo,

De rota para ganancioso enredo,

Definha básico senso de respeito,

E some a outro o genuíno direito.

 

A endeusada economia de morte,

Delineia o rumo da humana sorte,

Pois ascende o esperto malandro,

E sucumbe o resto num meandro.

 

Uma crença de solitário astronauta,

Capaz de ser feliz com a sua pauta,

Afeta o psiquismo com a morbidez,

De relacionamento com insensatez.

 

Na imagem de império conquistado,

Enfeita-se o altar do ego idolatrado,

Para ser reverenciado e consumido,

Como divindade de imenso alarido.

 

Precisa reinventar-se todos os dias,

Para ser apreciado com as magias,

Da pura felicidade com esnobação,

Oferecida como ideal de realização.

 

Eventual sonho favorável à unidade,

Nem perpassa sua ruidosa vaidade,

Porque a sua possessividade egóica,

É assimilada como façanha heroica.

 

Tal projeto requer muita violência,

E larga insensibilidade à decência,

Pois, lídima guerra pela conquista,

É o horizonte único que se avista.

 

 

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