Sob a ordem central de produzir,
Economia se recria para seduzir,
Que o grande objetivo da vida,
Requer uma obsessão aguerrida:
O bom desempenho gera lucro,
Mediante relacionamento xucro,
Que entorpece toda consciência,
Para evitar uma boa convivência.
Belo ideal de unidade e pertença,
Fica para o pobre de cega crença,
Ineficaz ao culto da auto-imagem,
Com adoração da sua bombagem.
Quando a especulação é segredo,
De rota para ganancioso enredo,
Definha básico senso de respeito,
E some a outro o genuíno direito.
A endeusada economia de morte,
Delineia o rumo da humana sorte,
Pois ascende o esperto malandro,
E sucumbe o resto num meandro.
Uma crença de solitário astronauta,
Capaz de ser feliz com a sua pauta,
Afeta o psiquismo com a morbidez,
De relacionamento com insensatez.
Na imagem de império conquistado,
Enfeita-se o altar do ego idolatrado,
Para ser reverenciado e consumido,
Como divindade de imenso alarido.
Precisa reinventar-se todos os dias,
Para ser apreciado com as magias,
Da pura felicidade com esnobação,
Oferecida como ideal de realização.
Eventual sonho favorável à unidade,
Nem perpassa sua ruidosa vaidade,
Porque a sua possessividade egóica,
É assimilada como façanha heroica.
Tal projeto requer muita violência,
E larga insensibilidade à decência,
Pois, lídima guerra pela conquista,
É o horizonte único que se avista.
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