sexta-feira, 12 de junho de 2026

SENSIBILIDADE DEPURADORA

 


Traço peculiar da condição humana,

Sensibilidade apreende e promana,

Modo de relacionamento humano,

Para compaixão ou ao agir insano.

 

Manifestada ante dor e sofrimento,

Pode gestar indiferença ou o alento,

Sem dogmas sagrados ou culturais,

E produzir os distintos modos rivais.

 

Mais curativa que política e religião,

Quando eclode de empático coração,

Produz uma terapêutica integradora,

Que abre uma perspectiva inovadora.

 

Muitos veem e sentem a fragilidade,

Das inúmeras pessoas da sociedade,

E induzidos por postura indiferente,

Emitem juízo negativo e displicente.

 

Do precioso traço da sensibilidade,

Pode eclodir grandeza de bondade,

Capaz de mudar modo e convicção,

Para a mais humanitária comoção:

 

Sentir a compaixão das entranhas,

Com sentimentos sem patranhas,

Para reagir diante da dor e fome,

Que a tanto ser humano consome.

 

Os evangelhos plenos de narrativas,

Descrevem cristológicas iniciativas,

Da sensibilidade focada na direção,

De mudança diante da prostração.

 

Para não perpetuar desgraça alheia,

Diante da exterioridade que permeia,

Aparências de julgamento denegrido,

Jesus lidou no interagir compungido:

 

Demonstrou que toda a indiferença,

A causar muita dor e irônica ofensa,

Constituía pecado grave contra Deus,

Porque desvirtuava orgulhosos “eus”.

 

Amenizou dor, miséria e sofrimento,

De multidões relegadas sem alento,

De perturbados e de marginalizados,

Produzidos pelos domínios rotulados.

 

 

 

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