Poder de neutralizar as mentes,
Deixa-as amplamente contentes,
Ante a irracionalidade presente,
Para sugerir a ação convincente.
Nada é melhor que o ódio letal,
Para justificar a mudança cabal,
Apontada por superego doente,
Para deixar cabeça oca contente.
Tantos superegos que colonizam,
E a vida social tanto infernizam,
Apossam-se sob poder hipnótico,
Da ascensão do poder despótico.
Hipnotizam para modo irracional,
Que justifica a violência nacional,
Para impreterível ação agressiva,
Que contenha a reação impulsiva.
Com planos de direitos aparentes,
Para modos pacíficos e decentes,
Quebram identidades populares,
E afirmam os ambicionados ares:
Valendo-se do ódio ao combater,
Consagram o meio de emudecer,
Quem discorda e pensa diferente,
Para propiciar vida social coerente.
Superegos querem quebra de leis,
E de tribunais de defesa das greis,
Para aplicarem os planos fascistas,
Propícios a interesseiras conquistas.
Poder de persuadir com mentiras,
Gesta violentas ações agressivas,
Para sustentar no ódio cultivado,
Contra o suposto insubordinado.
Na tática do domínio absoluto,
Induz-se ao fetichismo resoluto,
Dum fascínio pelo hipnotizador,
Como único e possível salvador.
Mostrar a realidade fantasiosa,
Impregnada pela ação maldosa,
Induz à tolerância da violência,
Como o único meio de decência.
Violência da mentira insinuada,
Manipula a reação disparatada,
Para utilizar toda forma radical,
Meio de impor um fascismo legal.
Fetiche ocupa estrutura psíquica,
E desmantela capacidade crítica,
Para viver com menos letalidade,
E, com a necessária fraternidade.
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