Visto como um tesouro acessível,
Para garimpar de modo incrível,
É a tentação do enriquecimento,
Para o particular e rico fomento.
Declarar direitos de propriedade,
Produz legislação e arbitrariedade,
Favoráveis aos benefícios pessoais,
E apatia ante as aspirações sociais.
Subsidiariedade importa tão pouco,
Diante do clamor insistente e rouco,
Dos que defendem o bem-comum,
Frente ao particularismo incomum.
Impõe-se direito de posse particular,
Sem as condições sociais melhorar,
E o valor da dignidade das pessoas,
É desconsiderado ante posses boas.
Engole a dignidade do ser humano,
Ele vira refém de ambicioso insano,
Já alienado da virtude colaboradora,
Que visa a sociabilidade animadora.
Ambição particular sem bem-comum,
Vira narcisismo do cheiro de bodum,
Que dispersa toda a subsidiariedade,
A capaz de engrandecer a sociedade.
Uma consciência de bela identidade,
De quem colaborou com a sociedade,
Não decorre da usurpação de direitos,
Para locupletar os individuais
preitos.
O direito de controlar a própria
vida,
Na colaboração cordial e enternecida,
Como membro da organização social,
Não combina com a ambição pessoal.
Cultivo da responsabilidade
cultivada,
Transcende toda acumulação privada,
Tão venerada pelo perverso sistema,
Pois fita a partilha do bom emblema.
Uma subsidiariedade bem arraigada,
Com a solidariedade, de mão dada,
Mina a absolutização dos interesses,
De tantas apatias a sociais benesses.
O planeta e os direitos de igualdade,
Não autorizam a induzida maldade,
De explorar pessoas e bem coletivo,
Para um acumulante status efetivo.
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