quarta-feira, 22 de julho de 2026

MÃOS FECHADAS

 


Quando se abrem na oblatividade,

Enriquecem os gestos de caridade,

Transformam relações conflitivas,

E despertam esperanças lenitivas.

 

Podem ser mediadoras do afeto,

E constituir um caminho dileto,

De afeição, ternura acolhedora,

E benéfica ação transformadora.

 

Quando abertas para não ajuntar,

E visam bom provento assegurar,

Tornam-se mediadoras sagradas,

Para as realizações acalantadas.

 

Quando dão forma a ambientes,

Ante humores pouco aderentes,

Recriam nas motivações de vida,

Ações inovadas na cotidiana lida.

 

Meios que repassam as emoções,

Da força diante das prostrações,

Ativam os doentes desconfiados,

E os remetem aos novos legados.

 

Quando se cruzam para a oração,

Elevam a Deus a objetiva situação,

Para renovar os melhores anseios,

Diante dos já pessimistas receios.

 

Toque sensível na ferida exposta,

Manifesta na empatia da aposta,

Que, sob a terapêutica indicada,

Retorna almejada saúde desejada.

 

Mão sem dedo indicador em riste,

Permite mudar tanto rosto triste,

E apontar-lhe uma esperança real,

No sentido da transcendência vital.

 

Mãos fechadas para os privilégios,

Que justificam seletivos egrégios,

Viram instrumentos de espoliação,

E criam um mundo de destruição.

 

Mãos fecham para a acumulação,

Desequilibram ordem da relação,

E coisificam pessoas para servir,

A ganancioso plano do seu devir.

 

Mãos fechadas e arrebatadoras,

Sob as narrativas conservadoras,

Privilegiam violências de gênero,

E oficializam feminicídeo vênero.

 

Adulteram as leis da hierarquia,

E sob a defesa da “boa família”,

Subordinação passiva da mulher,

Considera-a um objeto qualquer.

 

Mãos dominadoras da segurança,

Subjugam mulheres na reinança,

De que homem macho conquista,

Com mão fechada e possessivista.

 

Mãos fechadas contra a igualdade,

Submetem mulheres na sociedade,

E não lhes permite paridade efetiva,

Porque significaria regra alternativa.

 

 

 

 

 

 

 

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