Mais perversa que a do domínio,
Indica ameaça para o extermínio,
Iminente, aos seres humanoides,
Por causa dos desejos debilóides.
Fere de morte toda frágil empatia,
Porque somente admite simpatia,
Por moeda, que garante negócio,
Para um ambicioso agronegócio.
Até solidariedade consanguínea,
Já se tornou mera questão vínea,
Que ameaça obsessão por lucro,
E vê parente como sujeito xucro.
Boa placa-mãe da compassividade,
Haurida numa longa ancestralidade,
Passou a conotar a visível fraqueza,
Ante dote humano para a esperteza.
Alguém impiedoso lucra bem mais,
Que evitar tantos conflitos bestiais,
Para alavancar crescimento sólido,
Pois lucra todo mecanismo sórdido.
Sem lugar para o termo cooperar,
Importa para a ditadura prosperar,
Pressupor o planeta como a arena,
Onde avareza nunca deve ter pena.
Noção darwiniana da vitória do forte,
Premiado para entrar na futura sorte,
Virou suprema lei sagrada e credível,
Que mata toda a cooperação sensível.
A nobre característica colaborativa,
Única de bípedes em bondade ativa,
Perde o espaço para egoísmo forte,
Que coisifica outro para seu aporte.
Empatia e compaixão, traços nobres,
Ante as tantas vítimas feitas pobres,
Ainda constituem recurso redentor,
Para alteridade de futuro promissor.
Mais que biologia forte e ambiciosa,
Importa para futuro a ação bondosa,
Que imbrica cultura e modo de ser,
Para humanidade poder sobreviver.
Requer-se a política que desacople,
Esta que se move no perigo sinople,
Dos economicismos deterministas,
De políticas exploradoras machistas.
Estas que geram processo entrópico,
Exaurem tudo para um lucro utópico,
Morrem deixando legado desastroso,
Deste planeta devorado para o gozo.
Compaixão e empatia com as vítimas,
Ainda indicam para chances legítimas,
De redenção do peculiar dos humanos,
Ante ditadura férrea de lucros
insanos.
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