Agir sobre humanas consciências,
Pode produzir as benemerências,
E também pesado fardo e jugos,
Com as crueldades de verdugos.
Tantos seres captam arrogância,
Agem sob o guizo da dissonância,
E desorientados nos seus rumos,
Sequer atinam possíveis aprumos.
Já psiquicamente colonializadas,
E por autoritarismos subjugadas,
Vivem na dependência espoliada,
Sem a menor iniciativa para nada.
Dominados por estado de guerra,
De quem manda e a todos ferra,
A humana sorte requer o sonho,
De ver interagir menos bisonho.
Pior jugo humano pesa na nuca,
Deste estado de guerra maluca,
A crer no bruto armamentismo,
Produz o desengano e cinismo:
Aposta nos algoritmos de armas,
Que matam com suas bisarmas,
Negam um direito de existência,
A pessoa indefesa, na demência.
Matar pouco armado e pacífico,
Revela modo violento específico,
Produzido pela visão militarista,
De firmar domínio de conquista.
O repúdio a este poder violento,
Básico para pensar novo alento,
Não deve ouvir sábios mestres,
A espoliar humanos terrestres.
Felizes, confortáveis, tranquilos,
Escondem os ambiciosos sigilos,
De ampliar jugos aos indefesos,
Com lei de pífios menosprezos.
Sob o lume do discipulado cristão,
Um outro sentimento no coração,
Indica o respeito e a cordialidade,
Um jugo que suprime a letalidade.
A caduca noção de arma para paz,
Um ledo engano que nada apraz,
Merece novo agir na consciência,
Para conviver com mais decência.
Bem distante do deus dos fortes,
Carecemos de inusitados aportes,
De substituição do jugo da guerra,
Para intuir algo novo que prospera.
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