quarta-feira, 1 de julho de 2026

CÉREBRO CARENTE E TELINHA INTELIGENTE

 


A partir de percepção inteligente,

Viu-se o agrado a cérebro carente,

Para captar toda a sua dopamina,

Orientando-o para segura rotina.

 

A exploração da atenção natural,

A qualquer movimento corporal,

Manifesta fragilidade do cérebro,

Capaz de deixa-lo em descalabro.

 

Pode ser viciado para movimento,

Dum algorítmico contentamento,

Que faz liberar preciosa dopamina,

Para o largo prazer que o ensina:

 

Quanto maior, atrativa percepção,

Mais libera a agradável sensação,

Que apenas requer a assistência,

Sem definição para a desistência.

 

Não se precisa ver outra imagem,

Pois esta produz a serena aragem,

De ocupar toda energia cerebral,

Para o extasiar-se no prazer viral.

 

Ele vicia como tanta outra droga,

E apresenta uma irradiante toga,

A quem merece atenção precípua,

Merecedora da focagem conspícua.

 

Vídeos curtos e imagens atraentes,

Deixam tantos cérebros contentes,

Que se tornaram o moderno ópio,

A alucinar o psíquico caleidoscópio.

 

A euforia de perpetuar muita graça,

Leva o cérebro à rotina da chalaça,

Que dispensa as mediações afetivas,

E todas as proximidades interativas.

 

Feita a insensibilização a estímulos,

Com agitadas imagens para êmulos,

Os viciados acabam presas seguras,

Do midiático agir para uma doçura.

 

Doçura diante da imagem atraente,

Deixa a pessoa dominada contente,

Com hipnótico colorido da imagem,

E bem feliz na manipulada miragem.

 

Sem a dopamina para a convivência,

Ela se torna foco de ampla violência,

E nem libera a dopamina prazerosa,

Para interação edificante e graciosa.

 

 

 

 

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