A partir de percepção inteligente,
Viu-se o agrado a cérebro carente,
Para captar toda a sua dopamina,
Orientando-o para segura rotina.
A exploração da atenção natural,
A qualquer movimento corporal,
Manifesta fragilidade do cérebro,
Capaz de deixa-lo em descalabro.
Pode ser viciado para movimento,
Dum algorítmico contentamento,
Que faz liberar preciosa dopamina,
Para o largo prazer que o ensina:
Quanto maior, atrativa percepção,
Mais libera a agradável sensação,
Que apenas requer a assistência,
Sem definição para a desistência.
Não se precisa ver outra imagem,
Pois esta produz a serena aragem,
De ocupar toda energia cerebral,
Para o extasiar-se no prazer viral.
Ele vicia como tanta outra droga,
E apresenta uma irradiante toga,
A quem merece atenção precípua,
Merecedora da focagem conspícua.
Vídeos curtos e imagens atraentes,
Deixam tantos cérebros contentes,
Que se tornaram o moderno ópio,
A alucinar o psíquico caleidoscópio.
A euforia de perpetuar muita graça,
Leva o cérebro à rotina da chalaça,
Que dispensa as mediações afetivas,
E todas as proximidades interativas.
Feita a insensibilização a estímulos,
Com agitadas imagens para êmulos,
Os viciados acabam presas seguras,
Do midiático agir para uma doçura.
Doçura diante da imagem atraente,
Deixa a pessoa dominada contente,
Com hipnótico colorido da imagem,
E bem feliz na manipulada miragem.
Sem a dopamina para a convivência,
Ela se torna foco de ampla violência,
E nem libera a dopamina prazerosa,
Para interação edificante e graciosa.
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