terça-feira, 24 de março de 2026

DESFORMATAÇÃO DE CÉREBROS

 


Violados pelo pensamento único,

Visto como o salvador mediúnico,

Da cultura de conquista e domínio,

Sobrou um processo de extermínio.

 

A cultura moderna exauriu subsolo,

E se tornou voz de poderoso Apolo,

A enriqueceu o mito da dominação,

Para conquistas em nossa condição.

 

Introjetou-se no psiquismo juvenil,

Que todo indivíduo audaz e varonil,

Conquista a segurança e felicidade,

Sem carecer de biológica lealdade.

 

No falso antropocentrismo egoísta,

Dispensou-se ajuda boa e altruísta,

E colonizou-se tudo para a posse,

E submissão para um êxito atroce.

 

Resultaram catástrofes e ecocídios,

Com estúpidas guerras e genocídios,

Por razão dum epistemicídio vulgar,

Decorrente da visão de ótica linear.

  

Romper a cerca mental cerceadora,

E captar a razão cultural inovadora,

Requer visão altruísta de colaborar,

No lugar de egoístas fortes a reinar.

 

Filho da riqueza rendosa do subsolo,

Vive a falsa independência de tolo,

Que esqueceu a simbiose bacteriana,

Imprescindível para uma mente sana.

 

Ao se pensar acima dos holobiontes,

E cego em seus fechados horizontes,

Não acha a chave da sobrevivência,

Sem uma simbiose na sua existência.

 

Ainda não intuiu o imenso desleixo,

Do investimento do quebra-queixo,

De pensar só o humano dominador,

Distante de cultura do colaborador.

 

Fortuna astronômica para dominar,

Poderia render e a vida a melhorar,

Sem a tolice de ampliar os controles,

Para tantos planetários descontroles.

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