Violados pelo pensamento único,
Visto como o salvador mediúnico,
Da cultura de conquista e domínio,
Sobrou um processo de extermínio.
A cultura moderna exauriu subsolo,
E se tornou voz de poderoso Apolo,
A enriqueceu o mito da dominação,
Para conquistas em nossa condição.
Introjetou-se no psiquismo juvenil,
Que todo indivíduo audaz e varonil,
Conquista a segurança e felicidade,
Sem carecer de biológica lealdade.
No falso antropocentrismo egoísta,
Dispensou-se ajuda boa e altruísta,
E colonizou-se tudo para a posse,
E submissão para um êxito atroce.
Resultaram catástrofes e ecocídios,
Com estúpidas guerras e genocídios,
Por razão dum epistemicídio vulgar,
Decorrente da visão de ótica linear.
Romper a cerca mental cerceadora,
E captar a razão cultural inovadora,
Requer visão altruísta de colaborar,
No lugar de egoístas fortes a reinar.
Filho da riqueza rendosa do subsolo,
Vive a falsa independência de tolo,
Que esqueceu a simbiose bacteriana,
Imprescindível para uma mente sana.
Ao se pensar acima dos holobiontes,
E cego em seus fechados horizontes,
Não acha a chave da sobrevivência,
Sem uma simbiose na sua existência.
Ainda não intuiu o imenso desleixo,
Do investimento do quebra-queixo,
De pensar só o humano dominador,
Distante de cultura do colaborador.
Fortuna astronômica para dominar,
Poderia render e a vida a melhorar,
Sem a tolice de ampliar os controles,
Para tantos planetários descontroles.
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