Em seu nome, muito pronome,
Sem reconhecer valor do nome,
Impõe desejo e ambição pessoal,
Como sendo uma ordem divinal.
Irônico é o sentir efusão de ódio,
Em arrogância de triste episódio,
No apelo a bom Deus para matar,
Sem elementar direito respeitar.
Sob poderosos mandantes cegos,
O terror vira a lei dos não meigos,
Para exercer pela tirania genocida,
Afirmação do triste poder suicida.
Na blasfêmia da auto-justificação,
Alega-se cristológica comparação,
De vencer violência na compaixão,
Como Jesus na salvadora redenção.
Pai Nosso rezado para muito matar,
Numa razão estúpida de desacatar,
Produz clima de aprovação do ódio,
Alargado para gloriar o egóico pódio.
Se uma força de arma é mais eficaz,
Do que todo almejado senso de paz,
Esta dor dos milhões de deslocados,
É estúpida perante os já silenciados.
Ódio propenso ao poder das armas,
Sequer supõe as relaxantes karmas,
Ou o nível elevado de sensibilização,
Mas, som triste do tiro de
destruição.
Guerra feita na justificação religiosa,
Como a ação preventiva e bondosa,
Contra inimigo que ameaçava a paz,
Mostra um absurdo de ação ineficaz.
Seria do gosto de Deus, porventura,
Sobrepor-se a ética em tanta agrura,
E seguir doentio humor momentâneo,
Para eliminar ser humano coetâneo?
Existiria ainda coletiva voz e
consenso,
Para eleger mandantes de bom-senso,
Sem o ascensão de doente paranoico,
Que vê na matança o poder heroico?
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