Portas e portões para todo lado,
Lembram interações de agrado,
Como obstruções dispersadoras,
Para distancias desarticuladoras.
No convívio, portas escancaradas,
Significam confianças propaladas,
Para a conectividade gratificante,
Com acolhida e alegria irradiante.
As portas fechadas indicam medo,
Segurança, ocultação ou segredo,
Bem como a privacidade familiar,
Para valores da intimidade cultivar.
Ali, forja-se a identidade peculiar,
Marca genuína do traço familiar,
Para expressar comunicação viva,
Pelo olhar, gesto e atenção ativa.
A identidade se alarga em escutas,
Posturas, roupa e atenções argutas,
E o especial agente interador da voz,
Sintetiza a identidade de um “Nós”.
Tantas vozes agressivas de asseclas,
Dos psicóticos de desafinadas teclas,
Espalham larga agressividade e ódio,
Como se fosse belo e supremo pódio.
Ocultam voz dos fracos e agredidos,
E distorcem com relatos denegridos,
Tudo quanto não é do seu interesse,
Para elevar-se em polpuda benesse.
Bem outra é a voz a gerar exultação,
Provedora do tesouro de animação,
Que desperta os projetos e sonhos,
E provoca rostos vitais de risonhos.
Da voz de Cristo temos o memorial,
Da segurança contra fariseu banal,
E o doutor da lei no autoritarismo,
Para governo arbitrário no cinismo.
Tanta voz mercenária a persuadir,
Travestida no simulacro para iludir,
E falada para cuidar das “ovelhas”,
Aplica aquelas táticas muito velhas.
Numa fartura para sua abundância,
Valem-se da clássica redundância,
Da ambição sonhada como troféu,
E que deixa os iludidos no seu léu.
No êxodo de tanta porta ambígua,
Voz serena para tanta ânsia exígua,
Não requer dogmatismo categórico,
Nem mesmice de discurso eufórico.
Requer a voz que amplia liberdade,
E não iluda uma passiva sociedade,
Com belas e abstratas proposições,
Mas alargue respeitosas interações.
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