sexta-feira, 24 de abril de 2026

O EUSTÁQUIO DA AMEAÇA

 


Sem parâmetros de direitos humanos,

E sem eira para os audaciosos planos,

Eustáquio, ícone visível da indolência,

Reina sem o pífio sinal de condolência.

 

Calculista, frívolo, vaidoso e orgulhoso,

Não tolera erro, ou adversário vistoso,

Nem percebe sua desnuda fragilidade,

No espelho fictício da efetiva realidade.

 

O mesmo espelho reflete à saciedade,

Ampla cultura patriarcal na sociedade,

Toda misógina, machista, sem defeito,

Que humilha e abusa, para seu preito.

 

Ao explicitar traços racistas e fascistas,

Permite entrever nas estranhas pistas,

Como multidões humanas o elegeram,

Para governo ineficaz e o reelegeram.

 

A decadência do chamativo rompante,

Revela hodierna sociedade decadente,

Que retornou a tempos pré-históricos,

Onde o matar gerava delírios eufóricos.

 

Piedosa adoração de armas sofisticadas,

Para intimidar as pobres nações acuadas,

Leva à velha tática de fenícios guerreiros,

Oferendando a Molloch os prisioneiros.

 

Gosto por invadir e manter dominados,

Firmou estilo arrogante de apaixonados,

A usar a metodologia brutal e arrogante,

Para impor-se como supremo mandante.

 

Ratificou-se um ideal humano guerreiro,

A ignorar trato respeitoso e hospitaleiro,

Para apavorar, com os métodos brutais,

Todos os seus inimigos, tidos como rivais.

 

No sucesso desta vida de larga espoliação,

Nasce um êxito empresarial de ascensão,

De quem manda sob a elevada letalidade,

Colocado aquém da lei e da cordialidade.

 

Olham o mundo pelo poder de barganha,

Quanto mais ousados forem na patranha,

Mais venerados ascendem na supremacia,

E enterram a já cambaleante democracia.

 

 

 

 

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