Fã-clubes em torno de líderes
religiosos,
Criam sectarismos dos mais
fervorosos,
E brigam como os amoucos fascinados,
Para alargar a fama de seus
admirados.
Seguem precipuamente seus simpáticos,
E consideram os demais como apáticos,
Sobretudo os que são menos
imagéticos,
E já não emitem gritos e gestos
patéticos.
Paulo apóstolo fundou uma comunidade,
Em Corinto, a multicultural e rica
cidade,
E foi residir em Éfeso, outra
metrópole,
Da romana Ásia, uma grande acrópole.
Ao receber visita de amigos de
Corinto,
Quis saber o que por lá estava
distinto:
Teve que ouvir com muito desconforto,
Muitas meias palavras no seu absorto.
Disseram que a comunidade seguia mal,
Com vasta discórdia e muito grupo
rival,
E com partidarismo em torno de nomes,
Que em nada os elevavam nos renomes.
Cada grupo defendia o seu
simpatizado,
Fechado com o seu líder
translumbrado,
Ignorava outros sem acolher sua
palavra,
E sob as críticas de repercussão
macabra.
Reinava a inveja com o farto
caciquismo,
De nefasto e imoral jogo de
carreirismo,
E Paulo, já estarrecido com a
informação,
Solicitou ao secretário imediata
redação.
Mandou-o escrever carta para
informar,
Que apóstolo não era dono para
mandar,
Mas, humilde servo para servir e
edificar,
E menos ainda salvador para tudo
ajeitar.
Salvador, somente Cristo Jesus
anunciado,
Sem pretendente egoísta a ser
venerado,
Com a imposição da sua própria
vontade,
Para bagunçar tudo naquela
comunidade.
Eventual infeliz semelhança na
atualidade,
A repetir situação similar na
comunidade,
Merece perspicaz foco na causa da
divisão,
Para adotar no jeito de Cristo outra
noção.
A ação efetiva sobre a causa da
desunião,
Fez de Paulo exemplo coerente de
cristão,
Sem deixar correr o desvio no
discipulado,
De quem apontou outro modo de
reinado.
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