Outro rito de passagem celebrado,
Por mais um ano bem vivenciado,
Recria as esperanças e os desejos,
Para muitos encontros benfazejos.
Nos fulgores de bons sentimentos,
Impactam clarões de bons alentos,
Para lidar com subjetivas questões,
E que não olvidem retas intenções:
Mais harmonia na bagunça afetiva,
Para ali brilhar a sensata luz ativa,
Para que não puxe as recorrências,
Dos antigos atos de maledicências.
Que o fulgor faça aceitar na leveza,
Os momentos passados na dureza,
Quando a tolerância à ação alheia,
Deixou emoção amarrada em peia.
Que nobre gesto de muito perdoar,
Se estabeleça na tribuna de julgar,
Solte o coração para falar bem alto,
Sem raiva e sem tanto palpite lauto.
Que ali não se discuta sobre guerra,
E se ache caminho que não emperra,
No acerto amigável ante dissonância,
Para reativar a respeitosa reatância.
Se um resquício de mágoa persistir,
Que não atrapalhe a graça de existir,
E leve a integrar este nódulo
invulgar,
Para que nem produza um mal-estar.
Que do baú afetivo somente escapem,
As lembranças que em nada magoem,
O apreciado bom-humor de cada dia,
O raro tesouro para viver com
alegria.
Que olhos captem apelos de vontade,
Que reluzem para boa interatividade,
A fim de alargar sonhada paz humana,
Diante da tão estúpida guerra insana.
Que a mente também permita captar,
O que um rosto não consegue dissipar,
Para apontar uma nesga de esperança,
Em quem já perambula sem confiança.
Que o dom da fé se torne foco
vistoso,
Para indicar rumo de sentido gracioso,
Do bem-conviver em lugar acolhedor,
Para eclodir genuíno e afável pendor.
Que diária redução de doutrina e lei,
Permita religião sem controle da
grei,
Para se constituir na básica
religação,
De tanta ruptura na social
vinculação.
Enfim, que a tão almejada conversão,
Possa, na similitude de bom coração,
Asseverar no tribunal da consciência,
Que paz interior está em ascendência.
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