sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

NO FULGOR DA ESPERANÇA

 

 

Outro rito de passagem celebrado,

Por mais um ano bem vivenciado,

Recria as esperanças e os desejos,

Para muitos encontros benfazejos.

 

Nos fulgores de bons sentimentos,

Impactam clarões de bons alentos,

Para lidar com subjetivas questões,

E que não olvidem retas intenções:

 

Mais harmonia na bagunça afetiva,

Para ali brilhar a sensata luz ativa,

Para que não puxe as recorrências,

Dos antigos atos de maledicências.

 

Que o fulgor faça aceitar na leveza,

Os momentos passados na dureza,

Quando a tolerância à ação alheia,

Deixou emoção amarrada em peia.

 

Que nobre gesto de muito perdoar,

Se estabeleça na tribuna de julgar,

Solte o coração para falar bem alto,

Sem raiva e sem tanto palpite lauto.

 

 

Que ali não se discuta sobre guerra,

E se ache caminho que não emperra,

No acerto amigável ante dissonância,

Para reativar a respeitosa reatância.

 

Se um resquício de mágoa persistir,

Que não atrapalhe a graça de existir,

E leve a integrar este nódulo invulgar,

Para que nem produza um mal-estar.

 

Que do baú afetivo somente escapem,

As lembranças que em nada magoem,

O apreciado bom-humor de cada dia,

O raro tesouro para viver com alegria.

 

Que olhos captem apelos de vontade,

Que reluzem para boa interatividade,

A fim de alargar sonhada paz humana,

Diante da tão estúpida guerra insana.

 

Que a mente também permita captar,

O que um rosto não consegue dissipar,

Para apontar uma nesga de esperança,

Em quem já perambula sem confiança.

 

Que o dom da fé se torne foco vistoso,

Para indicar rumo de sentido gracioso,

Do bem-conviver em lugar acolhedor,

Para eclodir genuíno e afável pendor.

 

Que diária redução de doutrina e lei,

Permita religião sem controle da grei,

Para se constituir na básica religação,

De tanta ruptura na social vinculação.

 

Enfim, que a tão almejada conversão,

Possa, na similitude de bom coração,

Asseverar no tribunal da consciência,

Que paz interior está em ascendência.

 

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