segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

PESCA DE PESSOAS, OU DE HUMANIDADE?

 

 

Os primeiros convidados de Jesus,

Na beira da praia, sentiram a luz,

De um convite para mudar a lida,

Da sua perigosa e arriscada vida.

 

Convidados a pescar o humano,

Virtualidade no meio do insano,

Acolheram o treino para captar,

O que rostos poderiam denotar.

 

Percepção da essência humana,

No grito da atenção que irmana,

Reavivava o ardor nas pessoas,

E as deixava acolhedoras e boas.

 

Se rotineira pesca do pão diário,

Não acalentava um bom ideário,

A saída deste rotineiro cotidiano,

Apontava para agir menos tirano.

 

Deixar-se eivar pelos bons alentos,

De encontrar além dos sofrimentos,

A sublimidade da bondade humana,

Entusiasmava mais que pesca afana.

 

Um cotidiano sem sonhos maiores,

Da pesca no mar de poucos alvores,

Indicava objetiva pobreza existencial,

Naquela sociedade injusta e desigual.

 

Convocação à nova forma de pescar,

Consistia na ação de fazer despertar,

O melhor que existia em cada sujeito,

Para enriquecer o convívio satisfeito.

 

Convocação para esta nova pescaria,

Visava libertação da humana tirania,

Dum poder insensível e explorador,

Do mais genuíno e humano pendor.

 

Captar o humano no coração ferido,

Sem submetê-lo a um ódio bandido,

Aponta para a luz forte e irradiante,

Para convivência sem arma acirrante.

 

 

 

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