Os primeiros convidados de Jesus,
Na beira da praia, sentiram a luz,
De um convite para mudar a lida,
Da sua perigosa e arriscada vida.
Convidados a pescar o humano,
Virtualidade no meio do insano,
Acolheram o treino para captar,
O que rostos poderiam denotar.
Percepção da essência humana,
No grito da atenção que irmana,
Reavivava o ardor nas pessoas,
E as deixava acolhedoras e boas.
Se rotineira pesca do pão diário,
Não acalentava um bom ideário,
A saída deste rotineiro cotidiano,
Apontava para agir menos tirano.
Deixar-se eivar pelos bons alentos,
De encontrar além dos sofrimentos,
A sublimidade da bondade humana,
Entusiasmava mais que pesca afana.
Um cotidiano sem sonhos maiores,
Da pesca no mar de poucos alvores,
Indicava objetiva pobreza
existencial,
Naquela sociedade injusta e desigual.
Convocação à nova forma de pescar,
Consistia na ação de fazer despertar,
O melhor que existia em cada sujeito,
Para enriquecer o convívio
satisfeito.
Convocação para esta nova pescaria,
Visava libertação da humana tirania,
Dum poder insensível e explorador,
Do mais genuíno e humano pendor.
Captar o humano no coração ferido,
Sem submetê-lo a um ódio bandido,
Aponta para a luz forte e irradiante,
Para convivência sem arma acirrante.
Nenhum comentário:
Postar um comentário