sábado, 24 de janeiro de 2026

LUZ NAS TREVAS SOMBRIAS

 

 

Isaías no ano 732 antes de Cristo,

Sonhava com a luz no imprevisto,

Pois, Galiléia invadida por Assíria,

Vivia sob uma cruel onda martíria.

 

Na ausência de regras do invasor,

Matava-se com tirania e o terror,

Indicava total ausência de ajuda,

Mesmo se fosse discreta e miúda.

 

Isaías, no entanto, antevia a reação,

De Israel contra a perversa invasão,

E sonhava com a derrota da Assíria,

Para livrar o povo da cruel penúria.

 

Desejava elevar o ânimo em queda,

Com a imagem duma luz na vereda,

A expandir nas trevas da escuridão,

A ação efetiva para uma libertação.

 

Somente três décadas mais tarde,

Rei Sedecias venceu ação covarde,

Para que a sonhada luz nas trevas,

Pudesse brilhar sem atos malevas.

 

No entanto, sob ódio impregnado,

Maldades alastradas por todo lado,

Ampliavam violências e crueldades,

E opressões internas, às saciedades.

 

Estas tribos de Neftali e de Zabulão,

Marcadas por intensa miscigenação,

Sofriam irônico desprezo dos judeus,

Por estrago na raça pura dos hebreus.

 

Tidos, pejorativamente como pagãos,

Impuros sob os espíritos dos dragões,

Eram relegados e bem discriminados,

Sem um direito aos espaços sagrados.

 

Jesus, ao iniciar a ação humanitária,

Com discípulos na ação comunitária,

Brilhou naquela histórica escuridão,

Como a luz do caminho de redenção.

 

Iniciou a vida pública nesta Galiléia,

Vivendo a condição humana plebeia,

E lhe anunciou a notícia da boa nova,

Do reino de Deus, que a vida renova.

 

A luz do seu jeito clareou a escuridão,

Velho sonho para pobre aglomeração,

Mediante a conversão para nova vida,

Sem aquela velha maldade enrustida.

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