sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

POBRES E POBRES

 

 

Nas atribuições de suas causas,

E as inércias de suas diapausas,

Tendem a ser sempre culpados,

Por serem vadios e malcriados.

 

O que ninguém gosta de ouvir,

Relativo ao seu modo de existir:

Que são um reverso da moeda,

Com a cara do rico da alameda.

 

A herança bíblica muito antiga,

Via a Deus como pessoa amiga,

Da pessoa rica, bem afortunada,

Com muitos filhos em disparada.

 

Significava bênção e larga graça,

Para o ideal humano de trapaça,

Que desprezava e culpava pobre,

Já incriminado por não ser nobre.

 

Toda suposta bênção da riqueza,

Constituía uma ardilosa sutileza,

Para espoliar e oprimir os pobres,

Como meros e precários alfobres.

 

Malfadados pela visível impiedade,

Dependiam da bondosa sociedade,

Tornada rica por uma bênção divina,

Para ser exemplo à pobreza cretina.

 

Os profetas inverteram sua análise,

E viram na riqueza uma metanálise,

De operários iludidos e explorados,

Vítimas dos ricos mal intencionados.

 

A coorte com os seus enriquecidos,

Seria derrotada e, os ricos, vencidos,

Convidados para urgente conversão,

Pois seriam escravos em outra nação.

 

Este povo humilde, um resto de Israel,

Que ainda estava aberto ao Deus fiel,

Portava um sentimento comunitário,

Reto e justo, longe do rico temerário.

 

O pobre, na sua crassa insegurança,

Apostava em Deus a sua confiança,

No humilde senso religioso interior,

Para nível de coexistência superior.

 

Uma preferência de Deus pelo pobre,

Não soava como apelo contra nobre,

Mas, preconizava necessária justiça,

Contra farsa da mal-explicada cobiça.

 

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