sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

SOPRO DE BOM ESPÍRITO

 


Muitas e variadas associações,

Da hermenêutica de boas ações,

Do agir divino do Deus de amor,

Valiam-se de alegorias de primor.

 

Ação, movimento e dinamismo,

Sob imagens do efetivo realismo,

Visavam expressar que Deus agiu,

E na condição humana interagiu.

 

Quando tanto se anela por sopro,

Que produza o benéfico escopro,

Quer-se efeito alegre e generoso,

Sem mediocridade de ambicioso.

 

Pregação fanática sobre Espírito,

Do dedo em riste com forte grito,

Expõe supostos donos de discurso,

No alardear do seu próprio incurso.

 

Apregoam mirabolantes poderes,

Submetem com sádicos prazeres,

À subserviência do que mandam,

E ilusão do poder que dispensam.

 

Repetir trágico exercício do poder,

Com a visão fatalista para se viver,

Fica longe da proposta do Evangelho,

E até de hierofanias de tempo velho.

 

O Espírito de Deus certamente lateja,

No clamor do entorno da bela Igreja,

E nada próximo dos arautos ciosos,

Que se colocam a si como preciosos.

 

Se o coração do tempo está arfante,

Atrelado ao ser humano mandante,

Não carece fé de espírito medíocre,

Que centraliza previsão de massacre.

 

Perscrutar por onde o Espírito desce,

Induz ao agir de Cristo que enaltece,

O modo de agir, com ações inovadas,

Para achar brasa sob cinzas apagadas.

 

Com um revigorado sopro pela vida,

A situação humana já tão combalida,

Não merece Espírito Santo de cerco,

Mas, o modo bom de ser cristicerco.

 

 

 

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