quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

ASSOMBRO SOB LUZES DESCONVERGENTES

 

 

Longe de apostar no genuíno humano,

Para reanimar seres vítimas do insano,

Luzes mais brilhantes são de assombro,

Diante da iminência de muito escombro.

 

O efeito político da luz desconvergente,

Gera ampliação de gente descontente,

Que já não vê mais o amparo do Estado,

Nem papel de aliviar mundo atribulado.

 

O Estado tornou-se frágil subserviente,

Dum ambicioso e poderoso presidente,

Que fanatizado pelo seu nacionalismo,

Quer mundializar o caduco liberalismo.

 

Sabe teologizar a sua política de poder,

Como se Deus admirasse seu proceder,

A criar classes de imensa desigualdade,

Para o pleno êxito da sua nacionalidade.

 

Sob crença da sua força sobre-humana,

Deus do exército lhe dá força soberana,

Para instaurar vasta violência planetária,

Por simples razão ambiciosa e temerária.

 

Quer juntar o maior acúmulo financeiro,

Com rapinagem do processo trapaceiro,

E poder firmar domínio total e absoluto,

Neste planeta do seu desejado atributo.

 

Com procedimento todo destrambelhado,

Quer reverência do Deus de bom legado,

E crê que sua única limitação é seu limite,

Para impor como lei absoluta seu palpite.

 

Ao sentir a redução dos seus adoradores,

Que relegam o dólar e seus altos alvores,

Vê que desejam um Deus de humanidade,

Para derrotar a sua egóica arbitrariedade.

 

Ao pensar mundo pela sua subjetividade,

Torna-se um ícone de péssima qualidade,

Um dragão simbólico que degrada a vida,

E a cada dia mais deixa-a toda escafedida.

 

Se a humanidade evolui a lentos passos,

Seus procedimentos tão vis e devassos,

Focam retrocesso na humana pluralidade,

Sem luzes de amparo para a humanidade.

 

Tanto cego fanatizado por nacionalismo,

Da fachada do superado neofeudalismo,

Ainda fica fascinado pelo poderoso chefe,

Que adaptou ação do estado a seu blefe.

 

Com tantos clarões de desejos gloriosos,

Veiculados como os credíveis e airosos,

Esconde-se na sombra dos fachos de luz,

Toda a ideologia traiçoeira que os seduz.

 

 

 

 

 

 

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