Esquecido o orgulho evolucionista,
Rege o vetusto modo de conquista,
No qual, qualquer fantasia justifica,
A ordem radical a partir de rubrica.
Nenhuma eventual defesa a acusado,
Mas, todo direito sobre o condenado,
Com o seu referencial de leis e
regras,
Até o mundial, como as meras jegras.
Os alaridos dos super-heróis
canibais,
Veiculados como vozes excepcionais,
Viram vistosas manchetes diuturnas,
Apesar das informações tão soturnas.
Embora todo discurso fala em salvar,
Nada importa o quanto devam matar,
Para que os altos sucessos desejados,
Alarguem poder para todos os lados.
Qualquer pretexto vira pressuposto,
Para abocanhar o que alarga o gosto,
Do avanço científico das armas
letais,
Contra os humanos, em sortes fatais.
A conquista visa mais que o petróleo,
E do que paira sob belo céu cerúleo,
Mas quer um totalitarismo político,
Cultural, emocional e todo acrítico.
Roedores agressivos como castores,
Deglutem como ferozes predadores,
Valores da boa convivência humana,
E fazem da guerra uma deusa insana.
Não esperam por eventuais ataques,
Pois, antecipam violentos achaques,
Invadem para esnobar superioridade,
E criam povo submisso na sociedade.
Adoram armas com venerado fervor,
E nada lhes importa o efeito
sofredor,
Dos que perdem seus entes queridos,
E já escravos, a eles ficam
submetidos.
No uso indiscriminado da violência,
Avançam sobre países sem decência,
Para espoliar e sugar até a exaustão,
O quanto cai na vista da sua ambição.
Já feitos bárbaros frívolos e brutais,
Apenas pensam em inimigos e rivais,
E locupletar com sua rala destruição,
Uma vitória do seu ego em expansão.
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