quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

NA TÁTICA CONSPIRADORA

 

 

Acima da arte de negociação política,

Firma-se apreciada ordem impolítica,

Na qual o largo caminho conspirador,

Deixa andar, livre e solto, o impostor.

 

Poder, Estado, nação e bem-comum,

Só para legitimar êxito super-comum,

Da elevação pessoal de conservação,

De um poder livre para a intimidação.

 

O poder carismático acima das leis,

Faz a política do desejo sobre greis,

Na qual a família e suas vantagens,

Fica acima das políticas bandagens.

 

Desejo do mandante todo soberano,

Requer só exército forte e suserano,

Para autoridade da vivência mafiosa,

Que expanda sua pujança ambiciosa.

 

Amparo de autoridade pública eleita,

Aufere-lhe o privilégio para desfeita,

Para desfazer o declarado numa hora,

E mandar o declarado amigo embora.

 

Sabe que o seu vasto rol conspirador,

Para arrecadar lucros ao ego salvador,

Permite pressionar uma aparente paz,

Mas, com submissão, como lhe apraz.

 

Para ratificar os interessados negócios,

Não se satisfaz com minguados rócios,

E requer a vigência da regra particular,

Para seu domínio direto mais alargar.

 

Sob o Estado de exceção no controle,

Subjaz toda a ação da conversa mole,

E pratica airoso caudilhismo excêntrico,

Como o Maga do reino antropocêntrico.

 

Com as contumazes praticas extorsivas,

Arbitra e tutela com ameaças explosivas,

Sobre rivais e chantageia os seus aliados,

Para que sempre permaneçam devotados.

 

Deixa o central da sua função à anarquia,

E, como o gangster, decide tudo à revelia,

Para outros, depois, justificarem o feito,

Mesmo que tenha gerido perverso efeito.

 

Com o seu poder, situado acima de tudo,

Reforça com armas seu exército topetudo,

Para espionar e futricar o mundo inteiro,

E conservar-se como um chefe altaneiro.

 

Terrorismo do seu exército sem piedade,

Mata com pérfido requinte de crueldade,

Insensível a todo tipo de vulnerabilidade,

Sabe que nada decorre da arbitrariedade.

 

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