Acima da arte de negociação política,
Firma-se apreciada ordem impolítica,
Na qual o largo caminho conspirador,
Deixa andar, livre e solto, o
impostor.
Poder, Estado, nação e bem-comum,
Só para legitimar êxito super-comum,
Da elevação pessoal de conservação,
De um poder livre para a intimidação.
O poder carismático acima das leis,
Faz a política do desejo sobre greis,
Na qual a família e suas vantagens,
Fica acima das políticas bandagens.
Desejo do mandante todo soberano,
Requer só exército forte e suserano,
Para autoridade da vivência mafiosa,
Que expanda sua pujança ambiciosa.
Amparo de autoridade pública eleita,
Aufere-lhe o privilégio para
desfeita,
Para desfazer o declarado numa hora,
E mandar o declarado amigo embora.
Sabe que o seu vasto rol conspirador,
Para arrecadar lucros ao ego
salvador,
Permite pressionar uma aparente paz,
Mas, com submissão, como lhe apraz.
Para ratificar os interessados
negócios,
Não se satisfaz com minguados rócios,
E requer a vigência da regra
particular,
Para seu domínio direto mais alargar.
Sob o Estado de exceção no controle,
Subjaz toda a ação da conversa mole,
E pratica airoso caudilhismo
excêntrico,
Como o Maga do reino antropocêntrico.
Com as contumazes praticas
extorsivas,
Arbitra e tutela com ameaças
explosivas,
Sobre rivais e chantageia os seus
aliados,
Para que sempre permaneçam devotados.
Deixa o central da sua função à
anarquia,
E, como o gangster, decide tudo à
revelia,
Para outros, depois, justificarem o
feito,
Mesmo que tenha gerido perverso
efeito.
Com o seu poder, situado acima de
tudo,
Reforça com armas seu exército
topetudo,
Para espionar e futricar o mundo
inteiro,
E conservar-se como um chefe
altaneiro.
Terrorismo do seu exército sem
piedade,
Mata com pérfido requinte de
crueldade,
Insensível a todo tipo de
vulnerabilidade,
Sabe que nada decorre da
arbitrariedade.
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