quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

FORÇA BRUTA

 


Delírios paranoicos viram desejos,

E se tornam insinuantes cortejos,

Do chefão que se pensa ser dono,

Para agir no despeito e abandono.

 

Interpreta tudo à luz das ambições,

E sente-se muito acima das nações,

Para ignorar as regras estabelecidas,

E, abocanhar  benesses imerecidas.

 

Mortal tanto quanto outros mortais,

Age sobre pessoas de formas brutais,

E antecipa hora natural de suas vidas,

Para sumirem da Terra com suas lidas.

 

Torna-os iguais pelo silêncio imposto,

Porque mortos não causam desgosto,

E só tolera súditos para imortalizar-se,

Acreditando, com armas, perpetuar-se.

 

Adora e endeusa sua própria coragem,

E pressupõe que a liberdade selvagem,

Das suas leis férreas de força e poder,

Assegurem seu governo de superpoder.

 

Explicita possessivo e mórbido desejo,

Afetando os humanos em seu bom ejo,

E, ameaça, domina, destrói e aterroriza,

Tudo o que em sua tagarelice demoniza.

 

Deixa no ar séria questão desafiadora:

Poderia a força de amar ser redentora,

Perante a lei de ato bruto e destruidor,

De governante que se acha superior?

 

 

 

 

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