Delírios paranoicos viram desejos,
E se tornam insinuantes cortejos,
Do chefão que se pensa ser dono,
Para agir no despeito e abandono.
Interpreta tudo à luz das ambições,
E sente-se muito acima das nações,
Para ignorar as regras estabelecidas,
E, abocanhar benesses imerecidas.
Mortal tanto quanto outros mortais,
Age sobre pessoas de formas brutais,
E antecipa hora natural de suas
vidas,
Para sumirem da Terra com suas lidas.
Torna-os iguais pelo silêncio
imposto,
Porque mortos não causam desgosto,
E só tolera súditos para
imortalizar-se,
Acreditando, com armas, perpetuar-se.
Adora e endeusa sua própria coragem,
E pressupõe que a liberdade selvagem,
Das suas leis férreas de força e
poder,
Assegurem seu governo de superpoder.
Explicita possessivo e mórbido
desejo,
Afetando os humanos em seu bom ejo,
E, ameaça, domina, destrói e
aterroriza,
Tudo o que em sua tagarelice
demoniza.
Deixa no ar séria questão
desafiadora:
Poderia a força de amar ser
redentora,
Perante a lei de ato bruto e
destruidor,
De governante que se acha superior?
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