João Batista em discursos inflamados,
Convocava os pobres e desenganados,
Para um batismo de submersão no rio,
Como o apagador de passado sombrio.
Com o elevado número de discípulos,
Sua fala rígida apertava os manípulos,
Visando vida austera, rígida e
regrada,
Para livrar-se de traços da vida
errada.
Apregoava Deus exigente e vingativo,
Implacável no sancionar duro castigo,
A não seguidores do elã carismático,
Para acolher seu discurso pragmático.
Jesus, presente na fila dos pecadores,
Submeteu-se aos rituais redentores,
Do batismo Joanino de regeneração,
Para fugir da vingança de divina ação.
Sob antigo ritual da sagração de rei,
De descer a pomba no meio da grei,
Para simbolizar que o Espírito Santo,
Iria iluminar aquele rei sacrossanto.
O evangelista João valeu-se unção,
Para atribuir a Jesus a nobre razão,
De ser ungido para ação redentora,
Naquela sociedade cruel e traidora.
Batizado, Jesus não seguiu seu guru,
E iniciou itinerância com outro menu:
Apresentava uma boa notícia de Deus,
Era misericordioso até com os judeus.
Iniciou anúncio da boa nova do Reino,
E convocou para um inusitado treino,
De centralizar amor, ao invés de ódio,
E apontou irrupção dum novo pódio:
Na interação com um modo diferente,
Mais que a guerra e controle de
gente,
Importava ação respeitosa e benfazeja,
Para elevar condição social na
inteireza.
A partir do batismo por Jesus
vivenciado,
Sua vida tornou-se pública para o legado,
De que os gestos similares ao seu estilo,
Gestariam meio para convívio tranquilo.
Os seus múltiplos sinais a favor da
vida,
E mesmo a daquela frágil e combalida,
Indicavam o Deus presente e redentor,
Naquele caos de controle interventor.
Se Jesus optou pela fila dos
pecadores,
Indicou a grandeza dos atos
redentores,
Da bondade de um Deus na fragilidade,
Para transcendê-la com real
frugalidade.
A fé perpassada pelas mãos solidárias,
No meio de inúmeras opções sectárias,
Ainda aponta um horizonte iluminador,
Do jeito de Jesus Cristo como
salvador.
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