Com tantas e variadas atribuições,
Ao desagregador de boas relações,
Acrescento-lhes mais outro indício,
Da sua ação que causa o estrupício.
O lugar privilegiado da sua estadia,
Fica na mente religiosa toda vazia,
De quem amplia poder na rigidez,
Apesar da incoerência na sensatez.
O poder de ditar coisas categóricas,
Nada simbólicas e nem metafóricas,
Mas, objetivas, verídicas e absolutas,
Agrada muito a pias almas recolutas.
Dizer-lhes o único, totalmente certo,
Sobre Deus, ante mundo tão incerto,
Acalma e sereniza, na alma inquieta,
Toda e qualquer dúvida que a afeta.
A voz capeta, confortável e cômoda,
Veiculada pela sabedoria omnímoda,
De lideranças religiosas
neofascistas,
Indica submissão a ditames
classistas.
Bons do falso essencialismo
religioso,
Captam o miolo do deus prodigioso,
Em seu nome antecipam todo gozo,
Isento de qualquer efeito tenebroso.
A rigidez para cumprir a ordem certa,
Assegura a segurança na hora incerta,
Para ficar toda vida atrelado ao
guru,
Do pressuposto iluminado, um jururu.
No mandonismo de leis categóricas,
Procedente de meras falas retóricas,
De um suposto guia das multidões,
Segue atuando o capeta das ilusões.
Age como o calmante instantâneo,
Para aliviar um medo consentâneo,
De ter que buscar nos tateios da fé,
E oferta solução do metido a pagé.
O capeta categórico exerce a magia,
De constituir-se no mais seguro guia,
Que deixa pessoa acuada e espoliada,
Em nome duma regra muito sagrada.
Assim um teólogo auto-proclamado,
Alarga seu poder e um vasto legado,
Como o capeta de ordens estúpidas,
E, especialista nas enleações
lépidas.
Consegue levas de fiéis seguidores,
E aumenta fanáticos proclamadores,
De regras rígidas, exatas e
imutáveis,
Dos fiéis, seus seguidores
inabaláveis.
Nenhum comentário:
Postar um comentário