Com tantos traços salientes,
Dos bons aos improcedentes,
Cabe realçar o homem sujo,
Poderoso, metido a dito cujo.
Não está sujo de poeira e suor,
Mas sujo como o sofista maior,
Por ser um multiplicador de fala,
Mentiroso em propalada escala.
Discursa em tom grave e solene,
Como a voz da verdade perene,
Mas, a fala altamente ambígua,
Não passa de invasão de nígua.
Sorrateiro bicho de pé invasivo,
Na coceira do manejo intrusivo,
Disfarça na sua postura de ovos,
E garante outros imundos novos.
Adora os espaços ermos e secos,
Para dar os moralistas petelecos,
De apelar ao que está fora da lei,
Para submeter sua dominada grei.
Ludibria com elogios bajuladores,
E assegura nos lucros superiores,
A velha tática da imundície moral,
Para sociedade injusta e desigual.
Do sangue sorvido na exploração,
Com inaudito sofrimento em vão,
Transparece mundo contraditório,
Do seu ilusório combate ao ódio.
Movido mais pela guerra e conflito,
Que pela paz, e mundo sem atrito,
Sonha com a capacidade sedutora,
Por espera passiva, nada inovadora.
Sujo, mas com colarinho bem limpo,
Assegura o superior e nobre olimpo,
Do político populista das promessas,
Que esquece endereço das remessas.
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