terça-feira, 16 de dezembro de 2025

ADVENTO DO QUÊ?


Uma antiga tradição cristã,

Preparava, com largo afã,

A memória de um evento,

Histórico como um alento.

 

O Natal de Jesus de Nazaré,

Alimentava benéfica maré,

Para estar bem no retorno,

De bom humano contorno.

 

Nazismo impôs o costume,

Para um manipulado lume:

A festa da árvore natalina,

Com uma profana cantina:

 

No lugar do jeito de Cristo,

Indução a militar bem-visto,

                                                  Com muita força na guerra,

Virou um modelo de acerra.

 

Nem conversão e mudança,

Mas festa de nazista fiança:

Uma noite estrelada, alegre,

De muita festa super-alegre.

 

A estrela na noite sombria,

Cedeu à neve da noite fria,

Para exaltar estrelas claras,

Dos fogos e das luzes caras.

 

Ideologia sem noite sombria,

Substituiu a religiosa cortesia,

Da preparação para mudança,

Aos valorosos dias de bonança.

 

O natal desprovido de Cristo,

Irradiado no advento previsto,

Passou a focar o valor nazista,

Do militar de força absolutista.

 

O advento passou a pré-natal,

Uma mera preparação triunfal,

Para esplendorosa esnobação,

Das comilanças sem a tradição.

 

Destituída a memória antiga,

Festa natalina sequer intriga,

Para aprimorar a convivência,

E a paz na humana existência.

 

Um eventual desejoso da paz,

Tido por covarde que não apraz,

Nada estimula adorar a guerra,

Pois seria declínio do que ferra.

 

Sob deus coragem da ousadia,

Festa na morte com maestria,

Enaltece todo poderio militar,

Ação da supremacia a reinar.

 

O encanto de homem macho,

Que deixa o mundo escracho,

Não requer prévia motivação,

Para o natal de religiosa ação:

 

Basta toda a larga publicidade,

Para consumir até a saciedade,

Sob muitas estrelas alienantes,

Em rotas consumistas vibrantes.

 

Advento sem apelo à vigilância,

Permitiu foco numa elegância,

Não a da atenção ao inusitado,

Mas, o de um poderoso legado.

 

 Nele, impulso orientado à raiva,

Age liberado para muita saraiva,

De arma que destrói humanos,

Para salvar desejos doidivanos.

 

 

 

 


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