Uma antiga tradição cristã,
Preparava, com largo afã,
A memória de um evento,
Histórico como um alento.
O Natal de Jesus de Nazaré,
Alimentava benéfica maré,
Para estar bem no retorno,
De bom humano contorno.
Nazismo impôs o costume,
Para um manipulado lume:
A festa da árvore natalina,
Com uma profana cantina:
No lugar do jeito de Cristo,
Indução a militar bem-visto,
Com
muita força na guerra,
Virou um modelo de acerra.
Nem conversão e mudança,
Mas festa de nazista fiança:
Uma noite estrelada, alegre,
De muita festa super-alegre.
A estrela na noite sombria,
Cedeu à neve da noite fria,
Para exaltar estrelas claras,
Dos fogos e das luzes caras.
Ideologia sem noite sombria,
Substituiu a religiosa cortesia,
Da preparação para mudança,
Aos valorosos dias de bonança.
O natal desprovido de Cristo,
Irradiado no advento previsto,
Passou a focar o valor nazista,
Do militar de força absolutista.
O advento passou a pré-natal,
Uma mera preparação triunfal,
Para esplendorosa esnobação,
Das comilanças sem a tradição.
Destituída a memória antiga,
Festa natalina sequer intriga,
Para aprimorar a convivência,
E a paz na humana existência.
Um eventual desejoso da paz,
Tido por covarde que não apraz,
Nada estimula adorar a guerra,
Pois seria declínio do que ferra.
Sob deus coragem da ousadia,
Festa na morte com maestria,
Enaltece todo poderio militar,
Ação da supremacia a reinar.
O encanto de homem macho,
Que deixa o mundo escracho,
Não requer prévia motivação,
Para o natal de religiosa ação:
Basta toda a larga publicidade,
Para consumir até a saciedade,
Sob muitas estrelas alienantes,
Em rotas consumistas vibrantes.
Advento sem apelo à vigilância,
Permitiu foco numa elegância,
Não a da atenção ao inusitado,
Mas, o de um poderoso legado.
Nele, impulso orientado à raiva,
Age liberado para muita saraiva,
De arma que destrói humanos,
Para salvar desejos doidivanos.
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