Apropriação festiva profana,
Da vetusta cultura romana,
Adoradora do sol iluminador,
Via a luz no escuro aterrador.
Troca dos muitos presentes,
No clima de festas contentes,
Sob a iluminação irradiadora,
Criava a festança animadora.
Cristãos incorporaram a festa,
Do alegre encanto por seresta,
Para celebrar o belo sol invicto,
E lembrar o religioso veredicto:
Importava luz do sol da justiça,
A substituir comilança e cobiça,
Para uma memória libertadora,
Do Cristo Jesus, tão redentora.
A inversão dos apegos materiais,
Para climas familiares e cordiais,
Estimulava a boa ação solidária,
Com a generosidade voluntária.
A imagem do bispo São Nicolau,
Modelo contrário ao escambau,
Apontava para doação gratuita,
Diante da necessidade fortuita.
A ação da colonização europeia,
Recapturou a romana odisseia,
Substituiu a simbologia católica,
Pela consumista festa bucólica.
Sem o presépio humilde e pobre,
Entronizou-se festa de rico nobre,
E popularizou-se um consumismo,
A enaltecer o propalado otimismo.
Como maior festa impulsionadora,
Da economia de ação motivadora,
Importa o Papai Noel, de presente,
No lugar de São Nicolau clemente.
Novamente uma grande festa civil,
Duma adaptação do religioso perfil,
Enaltece mais uma árvore natalina,
Que o presépio de bondade divina.
Dias de restrito caráter religioso,
Enlevam a alegria com farto gozo,
Da festa do consumo extremado,
Longe do cristão e religioso legado.
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