quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

NATAL CATÓLICO CONSUMISTA

 

 

Apropriação festiva profana,

Da vetusta cultura romana,

Adoradora do sol iluminador,

Via a luz no escuro aterrador.

 

Troca dos muitos presentes,

No clima de festas contentes,

Sob a iluminação irradiadora,

Criava a festança animadora.

 

Cristãos incorporaram a festa,

Do alegre encanto por seresta,

Para celebrar o belo sol invicto,

E lembrar o religioso veredicto:

 

Importava luz do sol da justiça,

A substituir comilança e cobiça,

Para uma memória libertadora,

Do Cristo Jesus, tão redentora.

 

A inversão dos apegos materiais,

Para climas familiares e cordiais,

Estimulava a boa ação solidária,

Com a generosidade voluntária.

 

A imagem do bispo São Nicolau,

Modelo contrário ao escambau,

Apontava para doação gratuita,

Diante da necessidade fortuita.

 

A ação da colonização europeia,

Recapturou a romana odisseia,

Substituiu a simbologia católica,

Pela consumista festa bucólica.

 

Sem o presépio humilde e pobre,

Entronizou-se festa de rico nobre,

E popularizou-se um consumismo,

A enaltecer o propalado otimismo.

 

Como maior festa impulsionadora,

Da economia de ação motivadora,

Importa o Papai Noel, de presente,

No lugar de São Nicolau clemente.

 

Novamente uma grande festa civil,

Duma adaptação do religioso perfil,

Enaltece mais uma árvore natalina,

Que o presépio de bondade divina.

 

Dias de restrito caráter religioso,

Enlevam a alegria com farto gozo,

Da festa do consumo extremado,

Longe do cristão e religioso legado.

 

 

 

 

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