Na arte das coloridas velas,
Com apreciações tagarelas,
Diante da parafina talhada,
Sobressai o pavio de nada.
A chama frágil e subsumida,
Naquela parafina derretida,
Não impacta nos sentidos,
Frente aos piscas coloridos.
Mais frágil que a esperança,
Já não acalanta lembrança,
Duma memória redentora,
Para uma inusitada aurora.
Não remete sentidos à fé,
Nem à origem de santa-fé,
Mas lembra agenda cheia,
Para festa que se alardeia.
Tudo necessita ser lavado,
Desde cortinas a telhado,
Para a alvura fascinante,
E a comilança abundante.
É tempo todo estressante,
Sem perspectiva reverente,
E compromisso agendado,
Necessita ser executado.
As festinhas para todo lado,
Avivam consumista legado,
De roupas novas e vistosas,
Para festividades graciosas.
Tarefas sobrepostas a fazer,
Já não permitem reescrever,
Projeto
para uma trajetória,
A partir duma rica memória.
Estrela do oriente não brilha,
Mas, apenas a da maravilha,
Das luzes coloridas piscantes,
Para festivos sons alienantes.
Novidade para comer e beber,
Deixa o interior a se escafeder,
E nada ilumina as suas trevas,
A não ser as gordurosas sevas.
Restaurante para empanturrar,
Brilha bem mais do que o luar,
E a simbologia natalina cristã,
Tampouco move no crístico afã.
Natal sem memória de Jesus,
Fascina com os jogos de luz,
E fé cristã não move sentidos,
Pois estes já estão preteridos.
Nada valioso a contemplar,
Para mundo subjetivo inovar,
Formata o afeto para posse,
Com esnobada comida doce.
A culpa diante do sobrepeso,
Extrapolado do rotineiro peso,
Fica distante do jeito de Jesus,
E oculta a simbologia da cruz.
Com sensibilidade intoxicada,
Na audição de sons assaltada,
E imagem saturada nas telas,
Sobra decepção de bagatelas.
Da rica mensagem de Jesus,
Sobra o berço que não reluz,
Ante as estrelas consumistas,
Brilhantes para as conquistas.
Na chama da cera derretida,
Prossegue uma fé escurecida,
Sem uma razão de esperança,
No tarefismo sem a bonança.
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